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domingo, 15 de abril de 2012

Mudar é essencial para crescer

Phileno Pinge Filho - Universidade Estadual de Londrina

No dia 16 de abril de 1996 inicie minhas atividades como professor assistente na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Naquela época os laboratórios em sua grande maioria estavam sucateados e os poucos pesquisadores existentes sonhavam com a criação da “FAPESP do Paraná”. Em 12 de agosto de 1998, o governador do Estado do Paraná Jaime Lerner, decretou a criação da Fundação Araucária (FA) tendo por finalidade o amparo à pesquisa e à formação de recursos humanos necessários ao desenvolvimento científico e tecnológico do Estado do Paraná. Seus recursos financeiros têm origem no Fundo Paraná, que destina 2% da receita tributária do Estado ao desenvolvimento científico e tecnológico. Desse percentual, até 30% são destinados à Fundação.

Segundo dados da Capes/MEC, o Paraná possui 212 programas de pós-graduação entre mestrado e doutorado. Sete em cada dez profissionais com doutorado que trabalham no Paraná obtiveram o título em outros estados. É o que revelou um levantamento do Ins­ti­tu­to Paranaense de Desen­vol­vimento Econômico e Social (Ipardes) e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) divulgado recentemente. Dos 4.496 doutores contabilizados em 2008, apenas 1.291 defenderam suas teses em instituições paranaenses de ensino superior. A principal origem dos profissionais que vieram de fora é São Paulo.

A deficiência do Paraná na oferta de doutorados está sendo corrigida gradualmente e isso se deve em grande parte ao papel exercido pela FA. De fato, o Estado do Paraná apresentou um crescimento superior à média na­­cional na criação de cursos de doutorado entre 1999 e 2009 – 204% (de 26 para 79 cursos) contra 78% no Brasil (de 800 para 1.421, veja o quadro abaixo).

Mesmo quando percebemos que mudar é inevitável, as pessoas respondem diferentemente aos desafios. Alguns regridem emocional e profissionalmente e se recusam a tomar parte da ação. Por outro lado, existem aquelas que vão para o outro extremo e mudam com cada mudança do vento que sopra. Estas pessoas viram ótimas opções em situações que eram péssimas em sua maioria e perceberam a importância da mudança para o fortalecimento emocional e crescimento profissional.

Por vários motivos a FA não se tornou a “FAPESP do Paraná”, mas hoje os pesquisadores do Paraná já podem contar com melhores condições de trabalho e equipamentos imprescindíveis para o desenvolvimento de muitas atividades outrora impossíveis de serem realizadas de maneira plena.

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2 comentários:

  1. Pois é, Phileno! Aparentemente, aos poucos, o nosso Paraná parece se desenvolver cientificamente! Vamos torcer para que esse avanço seja maior e que, um dia, possamos ter nossa "FAPEPR" (FAPESP do Paraná).

    Abraço,

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  2. Phileno Pinge Filho16 de abril de 2012 16:18

    Amigo leitor, obrigado pelo envio do comentário. Eu estou convicto que o Paraná avança cientificamente, mas sei também que teremos que percorrer um longo caminho até a concretização de uma rede de laboratórios que sustentem a pesquisa e os programas de PG como acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro. A atual gestão da FA tem demonstrado um grande comprometimento com a causa, nunca visto antes.Isso nos dá esperança para tempos melhores em um futuro próximo.Torcemos juntos para a implantação por exemplo, de fluxo contínuo para a submissão de projetos de pesquisas e controle direto dos recursos por parte dos coordenadores dos projetos de pesquisa, entre outras mudanças. Precisamos mudar para crescer ainda mais.
    abraço
    Phileno

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