Em um JI publicado no ano passado com a Philippa Marrack
entre os autores foi descrita uma população de células T CD8+ com perfil de
memória, porém induzida na ausência de antígeno, a qual foi denominada “memória
virtual”. O modelo sugerido pelo grupo aponta para a presença de células CD8+
naïve que apresentam altos níveis do fator de transcrição eomesodermina, o qual
seria responsável pela indução da expressão de IL-2Rβ/IL-15Rβ (CD122) nestas células. Assim, estes linfócitos T
CD8+ teriam sensibilidade aumentada para IL-15 e sofreriam um tipo de
proliferação homeostática independente de IL-7 e num ambiente não linfopênico.
A IL-15 seria trans-apresentada para os linfócitos T por células dendríticas
CD8α+. Após o contato com a IL-15, os linfócitos T CD8+ exibiriam um fenótipo com
expressão alta de CD44 e Ly6C, mas marcadamente baixo de CD49d. Em comparação
com células naïve convencionais, estas células T CD8+ de memória virtual parecem
conferir maior proteção num modelo de desafio com Listeria que expressa OVA.
Segue o link do trabalho
Abraços
Jonatan
Isso é extremamente interessante. Gostei bastante do post!
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