"Sou cético". Assim termina a curta entrevista com Jan Klein, publicada no Web of Stories, onde o imunologista critica as pesquisas da chamada "Big Science", como genômica e proteômica. Para ele, além dos investimentos nestas pesquisas serem desperdício de dinheiro, “não é assim que se faz ciência”. O termo “Big Science” foi cunhado ao final da década de 1960 pelo físico Alvin M. Weinberg, ao avaliar como a organização e financiamento de grandes projetos impacta a natureza do questionamento científico.
Klein, conhecido por seus estudos em MHC, biologia evolutiva e imunogenética, se mostrou preocupado com os rumos que as ciências biológicas tomaram: vamos sequenciar, vamos comparar, sem necessariamente uma pergunta básica e clara fundamentando a pesquisa. “Espero que essa fase passe”, disse. “A biologia precisa ser fundamentalmente baseada em experimentos”, complementou.
A pesquisa em ciências biológicas e médicas vive um momento único, com uma miríade de dados (que o diga o gigante BGI), e pouca gente e infraestrutura para processar, analisar e guardar tanta informação.
E você? Concorda com Jan Klein?
acho que a varredura tem que ser feita com hipoteses claras - se tiver uma yes/no question clara por trás do experimento de proteômica ele é produtivo. essas áreas big são ferramentas, não campos da ciência - na minha opinião.
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