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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Novo periódico científico livre acesso tem o aval de renomadas instituições



Há rumores de que o novo periódico científico em pesquisas biomédicas e ciências da vida, que tem o aval de três renomadas instituições -Howard Hughes Medical Institute, Max Planck Society e Wellcome Trust - irá competir com as poderosas Cell, Nature e Science.

Ainda sem nome e em estágio de concretização, o periódico científico terá como editor chefe Randy Schekman, cientista da Universidade da Califórnia em Berkeley e atual editor da PNAS.

O novo journal, com lançamento previsto para acontecer em um ano, será livre acesso. O processo de revisão por pares será aberto e transparente, e há a promessa de uma análise rápida dos trabalhos. A transparência do processo de seleção dos artigos virá da publicação, no site, dos comentários dos revisores, em anonimato.

Alguns trechos do vídeo abaixo merecem destaque.

“Os periódicos atuais não têm os mecanismos para selecionar os melhores trabalhos”.
“O nosso periódico será para cientistas, editado por cientistas”.
“O processo de decisão editorial será rápido, transparente e embasado cientificamente”.
- Cientistas não deverão fazer tantos experimentos para satisfazer decisões editoriais; o formato permitirá que os cientistas decidam quais experimentos eles acham mais importantes.
“O periódico promete trazer o processo de publicação de volta aos cientistas”.

Aí vai o link para o vídeo (aqui).

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10 comentários:

  1. Cris,
    bem legal essa iniciativa.
    Parabéns pelo post!

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  2. Uma outra opiniao sobre essa nova revista:

    http://blogs.nature.com/news/2011/06/three_major_biology_funders_la_1.html

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  3. Aplaudo qualquer iniciativa que faca o processo mais transparente, mais rapido e mais BARATO. Esta custando uma verdadeira fabula publicar atualmente...

    Perguntinha que nao ofende... nao era essa a ideia do PLOS?

    Outra coisa, nao sei se o excesso de experimento exigido dos cientistas ultimamente é necessariamente funcao de politica editorial. Acho que é funcao tambem dos cientistas que estao revisando os papers...

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  4. parece um sonho... não deve ser completamente verdade. e tem que mudar a cabeça dos referees mesmo, como naquele post do Hidde Pleough, bota ai o orçamento dos experimentos que vc ta sugerindo...

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  5. Anônimo, muito bom o link que você sugeriu! Sabe que fiquei mesmo com a sensação de que as declarações do vídeo foram muito vagas, pouco fundamentadas. Fiquei intrigada com o fato deles lançarem tal ideia com propostas ainda pouco maduras.

    Concordo com você, Sérgio, a proposta é parecida com a do PLOS.

    Enfim, vamos acompanhar o desdobramento dessa história que tem o apoio de grandes nomes da pesquisa biomédica.

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  6. Eu gosto bastante da mentalidade PLoS, mas penso que não funciona como eles gostariam.

    O que mais me chamou a atenção inicialmente no formato da PLoS é a possibiidade dos comentários no texto. Contudo, por mais que eu já tenha procurado, nunca encontrei... acredito que existam, mas são no mínimo infrequentes.

    Qual será a nossa parcela de culpa nisso?

    Todos os comentários gerados nos últimos meses sobre o tema lembram que os autores também são referees/editores.

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  7. Caros, guardando as devidas proporções, não seria o caso de editarmos uma revista?? Algo ainda simples, sem muita pretensão. A SBI poderia contratar alguns editores, montar uma secretaria, etc. Só para pensar!!!
    joao

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  8. Se a promessa se cumprirá ou não veremos. O capitalismo atinge tudo, transforma tudo em produto, e não polpou a ciência e as publicações. Conseguir verba, importar reagentes, trabalhar duro, escrever, pagar revisão de idioma, fazer experimentos adicionais, pagar pra publicar e ainda assinar um termo transferindo os direitos de tudo para a revista. mundinho cão, não é amigos? não raro, encontro colegas que não tem acesso aos próprios trabalhos publicados. é preciso uma mudança de comportamento e ela tem de partir de nós mesmos.

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  9. Leonardo Travassos15 de julho de 2011 15:54

    Essa é a idéia que deu origem a Plos One. Contudo, ao revisar um manuscrito para esta revista pude reparar que os outros referees fizeram o mesmo tipo de revisão que se faz para outras revistas. Ou seja, não seguiram o guideline da revista onde está dito de maneira muito clara que o que está em julgamento é se os experimentos e controles estão corretos e não necessáriamente a relevância (algo extremamente subjetivo) do assunto abordado no trabalho

    Concordo quando se diz que nós agimos de maneira incoerente: quando somos referees somos extremamente rígidos e muitas vezes intransigentes. Quando estamos do outro lado, achamos um absurdo quando nos pedem experimentos que julgamos inadequados ou de difícil execução. Tem que partir de nós mesmo essa mudança

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  10. Legal o post Cris, mas também me pareceu muita publicidade para um projeto ainda em vias de ocorrer. Acho sempre louvável novas publicações que queiram tirar o monopólio que as revistas mencionadas formam, no entanto, Nature e Science tem caracter distinto, mais noticioso e pelo impacto são concorridíssimas e certamente acabam usando de politicagem para estampar as pesquisas e grupos de interessses. Nessa corrida por visibilidade muitos ficam de fora e daí a necessidade de também terem um espaço para estes. Até onde sei os cientistas sempre editam os periódicos, o que ocorre é que na Nature e Science os editores (cientistas não especialisados em apenas uma sub-area) tem mais poder que os pares para definir sobre a aprovação ou rejeição de um paper. É esperar para ver....

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