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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

'Cell' e o CNPq

Uberlândia (Ufa...): 

Colegas, acabei de finalizar a prestação de contas de um financiamento de longo prazo concedido pelo Ministério da Agricultura e CNPq. O CNPq andou mudando o sistema de encaminhamento de relatórios... me pareceu bem promissor. O que mais me chamou a atenção, e que gostaria de discutir com vocês hoje, foi a inclusão de dois campos: 

1. Texto para não especialista; 
2. Inclusão de um vídeo sobre os resultados da pesquisa financiada.

Entendi pelos tópicos acima que há uma demanda crescente para a divulgação dos nossos resultados para o público em geral. O que nem sempre é fácil quando se trabalha com ciências básicas como a Imunologia. Contudo, sou da opinião que este tipo de exercício instiga o pesquisador e seu grupo a contextualizarem os dados encontrados em um cenário mais amplo... pelo menos, esse é o meu caso.

Aí que, navegando agora com um pouco mais de calma por artigos científicos, me deparei com a ótima Cell. Nenhuma novidade aí... a revista é referência para várias disciplinas. Nós aqui sempre discutimos os trabalhos da revista. Contudo, fiquei impressionado com a riqueza de material pós-publicação que pode ser encontrado disponível no site (www.cell.com). Galeria de fotos, podcasts, vídeos e... papers! Os artigos ainda estão lá... mas meio espremidos, entre várias inserções mais palatáveis aos olhos. 

Neste momento, o relatório do CNPq voltou ao meu imaginário... será que esta é a tendência? Contextualizar? Ou na realidade o movimento é no sentido de Simplificar? Independente da resposta para esta minha dúvida (quase existêncial), acho que vou olhar mais para o site da Cell antes de prestar contas novamente...

Abaixo, algumas sugestões.
Abraços, Tiago.


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8 comentários:

  1. Ótima observação, Tiago. Realmente a Cell e as suas revistas associadas estao fazendo muito sucesso com essas novas tendencias de podcast e videos. Os resumos grafics que tem logo abaixo do resumo escrito é algo excepcional também.
    Concordo plenamente que essas mudanças contextualizam e simplificam a divulgacao da informação cientifica. Sem esquecer que a divulgaçao cientifica é, talvez, tão importante quanto a nformaçao e os experimentos em si...
    Abraço, Diego

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  2. Concordo que essa seja a nova tendência. Acho extremamente válido a contextualização dos resultados numa linguagem mais palatável para o grande público.

    Abc

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  3. Divulgação para o público é essencial, pois informa e educa sobre as notícias sobre ciencia em geral. Porque se fosse para depender de jornais e tv estaríamos ferrados...

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  4. Maria Bellio (UFRJ)16 de agosto de 2012 12:34

    Oi Tiago,
    tb acho que a tendência é essa e acho isso muito bom, inclusive para atrair estudantes e novos talentos p/a ciência.
    A diferença é que na Cell tem jornalistas, pessoal de computação gráfica e outros profissionais da área bem pagos p/fazer isso...
    Só espero q o CNPq não espere de nós, q além de fazer milagres p/publicar bem com os escassos recursos que dele recebemos, que tb tenhamos q virar cineastas! Ou vão dar verbas p/isso??

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  5. Tiago, achei ótimo vc trazer essa discussão. Acho também que essa é a tendência internacional. Comecei a servir de referee pra uma CNPq da Holanda, e todos os grants precisam de um texto para leigos, tanto em ingles quanto na língua original. Acho que isso vai alem de apenas informar, acho que serve para valorizar o trabalho frente a financiadores que muitas vezes não vão entender uma linguagem cientifica hermética. Se soubermos comunicar a importancia do que fazemos, maior chance de termos apoio da sociedade e dos financiadores. Concordo com a Maria que eles deveriam dar verba pra gente fazer video - se derem, vou abrir uma produtora cientifica! hehe

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  6. Pessoal, obrigado pelos comentários.
    Concordo com vocês que é uma mudança positiva e, como toda mudança, é necessário uma adaptação. Quanto ao financiamento, acho que é possível utilizarmos os recursos já disponíveis, se solicitarmos prestação de serviços... ou não?
    Abraços, Tiago.

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  7. Tiago, até que enfim os textos em outra linguagem. Isso já tinha sido foco discutido por aqui e fico feliz com essa novidade. Assim como mencionaram ali em cima, os vídeos também são ótimas ideias né? Grandes notícias. Parabéns pelo post!

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  8. Tiago,
    acreditamos que seja uma tendência sim, principalmente por ofertar outros recursos além dos textos escritos, o que pode ampliar o acesso e o alcance de determinado conteúdo. Concordamos plenamente com a Cris Bonorino que se "soubermos comunicar a importância do que fazemos, maior chance de termos apoio da sociedade e dos financiadores". Neste sentido, estamos desenvolvendo o Imunocast (http://imunocastufu.blogspot.com.br/) que tem a participação de alunos e docentes de cursos das biomédicas e do jornalismo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Contamos com seu feedback.
    Abraços,
    Monica Sopelete (imunologia) e Mirna Tonus (jornalismo)- UFU

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