quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Nada é tão ruim que não possa piorar: Associação da diabetes com tuberculose
quarta-feira, 22 de maio de 2013
CD52-Siglec-10, mais uma forma de inibir a resposta de células T
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Como o exercício atua de maneira benéfica para a saúde
Embora não tenha planos imediatos de atuar nesta área, tenho procurado ler mais sobre metabolismo. Nesta semana, um artigo publicado em Janeiro deste ano (sim, passei batido por ele) chamou minha atenção. Nele, o grupo da pesquisadora Beth Levine (gigante em autofagia) elucida os mecanismos através dos quais o exercício atua de maneira benéfica para a saúde.
Os autores demonstram que o exercício é um potente indutor de autofagia e que o exercício agudo ou crônico aumentam o metabolismo de glicose em camundongos capazes de realizar autofagia mas não naqueles deficientes nesta via. Os efeitos benéficos no metabolismo são bloqueados por uma mutação em BCL2 que impede que esta se desligue de Beclina-1, inibindo a autofagia.
A meu ver, estes resultados são de grande potencial de impacto também em outras áreas como neurodegeneração, câncer e envelhecimento.
Abc
Referência:
Exercise-induced BCL2-regulated autophagy is required for muscle glucose homeostasis.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O que não mata, também não engorda!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Equatorianos que apresentam mutação genética no receptor de hormônio de crescimento quase nunca morrem de câncer!

Este interessante achado foi publicado este mês no Science Translation Medicine. Além da mutação diminuir consideravelmente a freqüência de mortes pelo câncer, também tem um grande impacto na diabetes.
O estudo acompanhou por 22 anos aproximadamente 100 pacientes portadores de mutações no receptor de hormônio de crescimento (GHR) e fator de crescimento semelhante ao da insulina (IGF-1). Correlacionando as informações clínicas obtidas destes pacientes, Jaime Guevara-Aguirre e colaboradores observaram apenas um caso de câncer, porém não letal, e nenhum caso de diabetes nos pacientes afetados. Por outro lado, 17% e 5% dos indivíduos do grupo controle apresentaram, respectivamente, câncer e diabetes.
E qual foi a possível explicação para a promissora observação? Os autores discutem que os portadores das mutações são protegidos contra as patologias relacionadas ao envelhecimento em função de possuírem uma proteção celular diferenciada, com redução da expressão de genes pró-crescimento. Fatores solúveis do sangue periférico destes indivíduos promoveram proteção celular e aumentaram sobrevivência destas células provavelmente reduzindo danos no DNA, diminuindo a expressão de RAS, proteína kinase A (PKA), alvo da rapamicina (TOR), e aumentando a expressão da superase dismutase 2 (SOD2). Além disto, os paciente apresentaram baixas concentrações de insulina e alta sensibilidade a esta última, o que poderia explicar a baixa prevalência de diabetes nestes indivíduos.
Parece promissor, não acham?
Guevara-Aguirre J, Balasubramanian P, Guevara-Aguirre M, Wei M, Madia F, Cheng CW, Hwang D, Martin-Montalvo A, Saavedra J, Ingles S, de Cabo R, Cohen P, Longo VD. Growth hormone receptor deficiency is associated with a major reduction in pro-aging signaling, cancer, and diabetes in humans. Sci Transl Med. 2011 Feb 16;3(70):70ra13.








