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Mostrando postagens com marcador Congresso. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Keystone Innate Immunity: o termômetro da área e perspectivas para o futuro

Começo esse post me lembrando do “Leucócito rolando montanha abaixo” do nosso querido Sergio Lira. Ele começava o post esconjurando a ideia de fazer congressos em estações de esqui: inverno, altitude, neve, frio, etc.

Pois sim, para quem mora em Ribeirão Preto e vive praticamente o ano todo a uma temperatura em que bactérias fastidiosas crescem a room temperature, meeting em montanha é tudo de bom!

Eu falo do Keystone de Immunidade Inata, que aconteceu agora no inicio de março, no próprio Keystone Resort Colorado. Foi um Joint Meeting de Imunidade Inata (organizado por Gabriel Nuñez and Akiko Iwasaki) em conjunto com Microbiota (organizado por Andrew T. Gewirtz, Fergus Shanahan and Ruth E. Ley). A Junção foi muito feliz porque está cada vez mais claro a relevância da microbiota para ativação do sistema immune inato (eu já coloquei alguns posts anteriores sobre esse assunto aqui no blog).

O Congresso foi muito bom. Um ponto que chamou muito a atenção foi a apresentação de trabalhos que ainda não estavam publicados! Parece non sense e desnecessário elogiar isso, mas a verdade andou meio em moda apresentar dados já publicados... ora, em congressos específicos nem precisaria do palestrante, bastaria projetar o PMID do artigo que quem quiser lê o artigo pelo próprio smart phone...

Bom, vamos aos temas que se destacaram:
Além da importância da microbiota na ativação do sistema imune inato* eu destaco eu destaco 4 temas que estiveram em evidência:

*isso é um pouco bias porque afinal de contas o meeting era conjunto, mas tiveram vários talks da seção de Imunidade Inata enfatizando a importância da microbiota and the other way aroud. Vale ressaltar que teve um workshop da Microbiota ensinando como estudar microbiota que lotou de gente da Imunidade Inata (dava para ver pelos chachas, que tinham cores diferentes).


1) Imunidade inata contra vírus: MAVS bombou!
2) Necroptose e vias relacionadas: Rip3, Rip1, etc.
3) Non-canonical inflammasome: depois do paper do Vishva caspase-11 está na crista da onda (veja post sobre esse artigo aqui).
4) Novos NLRPs:

Curioso que os inflamassomas canônicos (ASC, Caspase-1, etc) continuam no centro das atenções, mas parece que NLRP3 monopolizou um pouco menos. Apareceram palestras com alguns novos NLRs (NLRP6, NLRP12, NLRP10). De qualquer forma, NLRP3 deve continuar em cena por mais um bom tempo, afinal ainda nem chegou-se a um consenso sobre o que ativa essa plataforma: ROS, DNA Mitocondrial, Metabolismo de Glicose?


O consulado brasileiro no Keystone esteve bem representado. Alan Sher fez uma reverência ao Brasil e aos Imunologistas Brasileiros mencionando que finalmente teremos um Keytone no Brazil. Vai ser em Ouro Preto, de 10 a 15 de maio de 2013. “The Innate Immune Response in the Pathogenesis of Infectious Disease”. Prato cheio para os que gostam de discutir ciência em montanha, mas não gostam do gelo, do frio e da neve do midwest americano.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Toll2004, Toll2006, Toll2009, Toll2011... Inflammasome2013?

Aconteceu de 4 a 7 de maio, próximo a Verona - Itália, o congresso mais importante na área de imunidade inata. O Toll2013 foi recheado de palestras intrigantes e controvérsias que são importantes para estabelecer os futuros paradigmas da área.

Chamou a atenção o grande número de palestras em inflammasoma, das mais de 75 conferências principais, cerca de 31 foram sobre o inflamassoma; outras 24 em TLRs; 6 em Drosophila, além de outras em em Nod1/2, RLRs, CLRs, etc.

Em relação a TLRs, a grande novidade foi a descrição do fenômeno e provável mecanismo pelo qual TLR4 é internalizado em endossomas. Em uma palestra excepcional Jon Kagan (Childrens, Harvard), demonstrou que CD14 contribui e regula a internalização de MD2+LPS+TLR4+C14 em um processo dependente de Syk kinase. Uma vez internalizado o complexo é degradado, silenciando assim a ativação de TLR4 em resposta a LPS. O trabalho tem cara de “Cell” e se justifica devido a clareza dos mecanismos moleculares e a evidente importância desse processo para a área de Sepse.

As novidades na área de inflammasoma foram muitas. Fica evidente que tem muito a ser descoberto sobre os processos relacionados com ativação dessas plataformas moleculares que são tão importantes para processos fisiológicos e patológicos. Uma das palestras que mais me impressionou foi a de Richard Flavell (Yale), que demonstrou que a flora de animais ASC-/- interfere na resistência dos animais a colite. O toque refinado foi a demonstração de que a flora dos KO pode ser transmitida do KO para WT quando os animais foram mantidos nas mesmas caixas: ai o fenótipo desaparece. Isso de fato complica a interpretação de uma diversos trabalhos que utilizaram DSS. Além de determinar mecanismos importantes (nesse caso dependente de Asc, NLRP6, caspase-1...), isso ilustra a importância dos biotérios na qualidade das nossas pesquisas. Fica clara a importância de mantermos juntos os animais que usamos em nossos experimentos; a flora bacteriana pode variar substancialmente de um biotério para outro e até mesmo de uma sala para a outra do mesmo biotério.

De fato, a flora bacteriana esteve em evidência. Diversas apresentações em mamíferos e moscas abordaram a importância da flora e ilustram a tendência que já vinha sendo observanda pela literatura: que a flora está e deve ficar ainda mais em evidencia na área de reconhecimento imune inato nos próximos anos. Outro ponto bastante evidente foram os interferons de tipo I em infecções não-virais. Várias palestras focaram IFN do tipo I e sua relação com ativação do inflammasoma, uma correlação importante e em evidencia, mas ainda obscura.

A pergunta que não quer calar continua sendo: como estímulos tão diferentes ativam o inflammasoma? De fato, ainda não sabemos quem é o mediador intracelular... Certamente o processo precisa dos estímulos, dos componentes do inflammasoma (caspase-1, Asc, Nlrp3), de K+ e de ROS. No entanto, a hipótotese de que ROS mitocondrial seria o mediador foi bastante questionada. O Alemão Veith Hornung, propõe a importância da regulação transcricional da expressão de NLRP3 (em expressão constitutiva de NLRP3, ROS não é necessário). De acordo com isso, Luke O’Neill sugeri que ROS seriam importantes porque estimulam fosfatases que regulariam a atividade dos inflammasomas, assim ROS teria um papel regulatório e não de ativador... Baseados em evidencias clinicas e alguns experimentos Luke propõe que o metabolismo de glucose é essencial para ativação do Inflammasoma... De qualquer forma parece que ainda estamos longe de chegar a um consenso.

Enfim, o evento decorreu de maneira muito positiva e estimulante. A comunidade brasileira esteve bem representada; diversos membros atuantes estavam por lá. Provavelmente por conta do custo elevado, o número de estudantes e pós-docs brasileiros era pequeno. Nesse sentido, a exemplo do que aconteceu em 2006, a possibilidade do próximo congresso voltar ao Brasil (ouvi rumores) provocaria impacto bastante positivo junto aos alunos e contribuiria ainda mais para o desenvolvimento da área no Brasil.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Twitrenvista com André Vale




Twitrenvista com André Vale, da Universidade do Alabama, Estados Unidos

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Desenvolvimento do repertório de imunoglobulinas naturais.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Em qual extensão os genes “germline” de imunoglobulina, os auto-antígenos e a seleção somática moldam o repertório de anticorpos naturais (NAbs).

3) Qual a importância deste achado?
Contribuir para o desenvolvimento de um modelo mais abrangente e informativo sobre os complexos mecanismos de regulação da atividade dos NAbs na imunidade protetora e na manutenção da homeostase.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Novas abordagens de manipulação do repertório natural, otimizando terapias de tumores e doenças autoimunes, além da proteção imunológica através de novas estratégias de vacinas.

5) Há controvérsias na área?
A idéia de que anticorpos auto-reativos são mantidos no repertório periférico vai em oposição a clássica teoria da seleção clonal de Burnet (1957).

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Avrameas. Immunology Today 1991, 12:154-9; Nobrega et al, J. Immunol 2002, 169;2971-78; Vaz et al, Clinical & Developmental Immunology, 2006; 13: 133–142; Schroeder et al, Crit Rev Immunol 2010, 30:327-44; Vale et al, J Immunol. 2010, Oct18 [Epub ahead of print].

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Twitrenvistas com palestrantes do Congresso da SBI


Leia no SBlogI (o blog da SBI) as twitrenvistas com palestrantes do Congresso da SBI, que acontecerá  em Porto Alegre de 3 a 6 deste mês.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Twitrenvista com Momtchillo Russo




Twitrenvista com Momtchillo Russo, da Universidade de São Paulo

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
A conexão entre o sistema imune e sistema nervoso nos processos alérgicos.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Alteração do comportamento devido a reação alérgica e influência do sistema nervoso no controle da reação alérgica.

3) Qual a importância deste achado?
Ter uma visão holística do organismo

4) Quais as perspectivas neste tema?
Intervir em reações alérgicas de uma forma mais fisiológica. Por exemplo, diminuir a inflamação alérgica pulmonar sem causar sintomas como hiperreatividade brônquica ("falta de ar") ou hipersecreção de muco.

5) Quais os desafios nesta área?
Desvendar a complexidade das interações neuro-imunes.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Reflex control of immunity. Tracey KJ. Nat Rev Immunol. 2009 Jun;9(6):418-28. Review.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Twitrenvista com João Bosco Oliveira




Twitrenvista com João Bosco Oliveira (NIH/EUA)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre as doenças humanas causadas por defeitos em genes que controlam a apoptose de celulas sanguíneas.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O achado que mutações somáticas em genes de apoptose podem causar uma doenca não-tumoral com acúmulo de linfócitos e autoimunidade.

3) Qual a importância deste achado?
Cria uma nova categoria de doenças do sistema imune, causada por mutações somáticas em genes da família RAS.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Há muito trabalho à frente para estabelecer o espectro clínico da doença, suas complicações e melhores formas de tratamento.

5) Quais os desafios nesta área?
No momento pesquisamos como as mutações quebram a tolerância de linfócitos B e testamos novas terapias em modelos murinos.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Nosso artigo prévio no PNAS (Oliveira JB, et al, 2007) pode ajudar a entender melhor o tema. Um segundo artigo esta no prelo em Blood.

Twitrenvista com Eduardo José Melo dos Santos




Twitrenvista com Eduardo José Melo dos Santos, da Universidade Federal do Pará

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre predisposição genética ao Lúpus Eritematoso Sistêmico.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Primeira descrição de um gene da etnia indígena predisponente ao Lúpus e da etnia Africana predisponente a problemas renais no Lúpus.

3) Qual a importância deste achado?
Ele é inédito e pode orientar tratamento, políticas e programas de saúde pública.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A abordagem e os métodos estão sendo usados para outras doenças como Artrite Reumatóide e Hepatite C.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias? Hipóteses oponentes?
O fato de ser um tema novo representa um grande desafio a sua aceitação e desenvolvimento para aplicação em saúde pública.

Twitrenvista com Jorge Kalil



Twitrenvista com Jorge Kalil, Instituto do Coração/Faculdade de Medicina da USP

1.Sobre o que falará no SBI 2010?
Bactéria desequilibra o sistema imunológico em indivíduos suscetíveis e por mimetismo molecular causa doença autoimune, a febre reumática.

2. Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Como a doença se estabelece no coração e válvulas, perde a imunoregulação e causa danos definitivos com a produção de citocina agressivas.

3. Qual a importância deste achado?
Compreensão do desenvolvimento e manutenção de um processo agressivo autoimune e como este se torna órgão específico.

4. Quais as perspectivas neste tema?
Perspectiva de com a compreensão da imunopatogênese, desenvolver vacina para desviar a resposta imune e evitar a doença. Vacina em estudo.

5. Quais os desafios nesta área? Há controvérsias? Hipóteses oponentes?
Quanto à imunopatogênese, nossos trabalhos são a grande referência. Quanto a vacina, há diferentes propostas em testes no mundo.

6. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Temos artigos de revisão recentes sobre o tema. A compreensão da tolerância central e periférica é fundamental para compreender conceitos.

Twitrenvista com João Trindade Marques



Twitrenvista com João Trindade Marques, da Universidade Federal de Minas Gerais

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre o mecanismo de apoptose de células infectadas por vírus e sua importância para a resposta antiviral.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As bases moleculares do mecanismo de apoptose dependente de IRF3 que é ativado em resposta a RNA de fita dupla.

3) Qual a importância deste achado?
Demonstramos, pela primeira vez, uma função para a proteína IRF3 que não está relacionada a sua atividade como fator de transcrição.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Esta é uma nova área em expansão com perspectivas de ser explorada para tratamento de doenças virais e do câncer.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias? Hipóteses oponentes?
Este trabalho propõe uma função nova para IRF3 além de sugerir a existência de uma nova via de sinalização ativada por RNA de fita dupla.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Seria de grande ajuda conhecer fatores envolvidos em vias de sinalização ativadas por RNA de fita dupla.

Twitrenvista Luiz Vicente Rizzo

Twitrenvista Luiz Vicente Rizzo (Hospital Albert Einstein)
1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Defeitos na regulação da resposta imune em Imunodeficiência Comum Variável.
2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As imunodeficiências resultam em mais que infecções de repetição. A perda de elementos reguladores da resposta imune resulta autoimunidade e alergia.

3) Qual a importância deste achado?
O estudo de qualquer imunodeficiência permite, em humanos, o entendimento dos elementos que compõem a resposta imune
4) Quais as perspectivas neste tema? 
Entender a resposta imune em humanos através do estudo de indivíduos que não possuem determinados componentes do sistema.
5) Quais os desafios nesta área? 
Além do desafio humanitário da melhora da qualidade e duração da vida dos pacientes, o principal desafio é entender como correlacionar achados em modelos experimentais com os de pacientes.
6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória? 
Ann N Y Acad Sci. 2009 Feb;1153:184-92
Clin Immunol. 2009 Aug;132(2):215-21. 
J Clin Immunol. 2008 May;28 Suppl 1:S46-55.  

Twitrenvista com Ana Paula Lepique




Twitrenvista com Ana Paula Lepique, da Universidade de São Paulo

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre como tumores associados a infecção por Papilomavírus Humano são capazes de manipular a resposta imune do hospedeiro.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O papel das células mielóides na supressão da resposta imune anti-tumoral e os mecanismos utilizados pelo tumor para disparar este fenótipo.

3) Qual a importância deste achado?
O microambiente tumoral, nesse caso criado principalmente a partir da expressão de oncoproteínas virais, deve ser considerado em terapias anti-tumorais.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A modulação do infiltrado inflamatório pode ter influência sobre a progressão tumoral ou sobre terapias anti-tumorais.

5) Quais os desafios nesta área?
Não existem formas eficientes de modular o fenótipo do infiltrado tumoral, muito menos efeitos sistêmicos do tumor.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?

- HPV16 tumor associated macrophages suppress antitumor T cell responses.
Lepique AP, Daghastanli KR, Cuccovia IM, Villa LL.
Clin Cancer Res. 2009 Jul 1;15(13):4391-400.

- Interleukin-10 production by tumor infiltrating macrophages plays a role in Human Papillomavirus 16 tumor growth.
Bolpetti A, Silva JS, Villa LL, Lepique AP.
BMC Immunol. 2010 Jun 7;11:27.

- The Role of Inflammation in Hpv Carcinogenesis.
Boccardo E, Lepique AP, Villa LL.
Carcinogenesis. 2010 Sep 5.

Twitrevista com Alexandra Ivo de Medeiros




Twitrevista com Alexandra Ivo de Medeiros, da Universidade Estadual Paulista (UNESP)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Lipid mediators in lung antimicrobial function.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O impacto da fagocitose de células apoptóticas e o papel de PGE2 nos mecanismos de defesa contra infecções bacterianas pulmonares.

3) Qual a importância deste achado?
Presença de um grande número de células apoptóticas em doenças pulmonares crônicas pode ser um fator chave no aumento da susceptibilidade a infecções bacterianas.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Inibidores de COX e ou antagonistas de EP2 como alvos terapêuticos para doenças pulmonares crônicas, aumentando os mecanismos efetores de macrófagos alveolares.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias?
Os modelos experimentais não mimetizam a complexidade das alterações patofisiológicas observada no pulmão de pacientes acometidos por essas doenças pulmonares.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
- Medeiros, A.I. J. Exp. Med. 206: 61-68. 2009.
- Henson, P.M. and Hume, D.A. TRENDS in Immunology. 27:244-250. 2006

Twitrenvista com Denise Morais da Fonseca



Twitrenvista com Denise Morais da Fonseca, da Universidade de São Paulo (USP)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Uso de componentes microbianos no desenvolvimento de novas estratégias de imunoterapia livre de alérgeno.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Tratamento da alergia experimental usando antígenos micobacterianos administrados como DNA recombinante ou como proteínas solúveis na presença de agonistas de TLR.

3) Qual a importância deste achado?
A compreensão de alguns dos mecanismos envolvidos na regulação da resposta alérgica por imunização com antígenos micobacterianos.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A seleção de proteínas para teste em seres humanos em protocolos de tratamento de respostas alérgicas.

5) Quais os desafios nesta área?
A compreensão dos mecanismos envolvidos na modulação da resposta alérgeno-específica por um antígeno não relacionado, com proteínas de origem microbiana.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
- Rook GA, Adams V, Hunt J, Palmer R, Martinelli R, Brunet LR. Mycobacteria and other environmental organisms as immunomodulators for immunoregulatory disorders. Springer Semin Immunopathol. 2004 Feb;25(3-4):237-55.
- van Eden W, van der Zee R, Prakken B. Heat-shock proteins induce T-cell regulation of chronic inflammation. Nat Rev Immunol. 2005 Apr;5(4):318-30.
- Broide DH. Immunomodulation of allergic disease. Annu Rev Med. 2009;60:279-91.

Twitrenvista com Carlos Henrique Serezani




Twitrenvista com Carlos Henrique Serezani, da Universidade do Michigan, Estados Unidos

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Como os leucotrienos (LTs) amplificam os sinais derivados dos “Toll-like receptors” envolvidos na ativação do NFkB em macrófagos.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
A importância direta do LTB4 na expressão de MyD88 e o aumento da ativação do NFkB em macrófagos ativados por TLR/IL-1βR.

3) Qual a importância deste achado?
A modulação dos níveis de MyD88 e ativação do NFkB por LTB4 geram novas possibilidades de controle de injúrias causada por inflamação excessiva ou em casos de imunossupressão.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Esse tema abrirá novas perspectivas de intervenção terapêutica em doenças inflamatórias agudas e crônicas.

5) Quais os desafios nesta área?
Encontrar o balanço entre LTB4 e MyD88 necessários para a manutenção da resposta inflamatória que não afete o controle de infecções.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatóia?
Peters-Golden M, Henderson WR Jr. Leukotrienes. N Engl J Med. 2007 357(18):1841-54.

Twitrenvista com Adriana Bonomo




Twitrenvista com Adriana Bonomo, do Instituto Nacional do Câncer (INCA-RJ)

1. Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre Doença Enxerto Contra Hospedeiro e sua regulação por células dendríticas NOD2-/-, provenientes do doador de célula hematopoiética.

2. Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O fato de que as BMDC NOD2-/- protegem os animais da morte mas não dos achados clínicos ou histopatológicos.

3. Qual a importância deste achado?
Evidenciar que quadros clínicos idênticos (em animais isogênicos) podem ter evoluções diametralmente opostas: morte X cura.

4. Quais as perspectivas neste tema?
Entender o que as BMDC NOD2 KO fazem no hospedeiro transplantado e conseguir definir parâmetros mais precisos quanto ao prognóstico da DECH.

5. Quais os desafios nesta área? Há controvérsias?
O desafio : descobrir o mecanismo.
Controvérsias: tanto em estudos clínicos quanto no único trabalho experimental em DECH publicado.

6. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Review em Blood, 2010, 115 (10) 1865 -72 e Dados experimentais em JEM, 2009, 206 (10) 2101-2110

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Twitrenvista com Sérgio Costa Oliveira



Twitrenvista com Sérgio Costa Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG

1. Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre o papel do IFN do tipo I e sua sinalização durante a infecção causada pela bactéria intracelular Brucella abortus.

2. Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As novas vias de sinalização em células da imunidade inata para a produção de IFN-beta independente de receptores TLR, mas dependente de MyD88.

3. Qual a importância deste achado?
A via de sinalização no reconhecimento de DNA bacteriano relacionada a sensores citosolicos não tinha sido descrita.

4. Quais as perspectivas neste tema?
A natureza de sensores citosolicos que reconhecem DNA abre perspectiva no entendimento da resposta imune inata contra diversos patógenos.

5. Quais os desafios neste tema?
A identificação desses novos receptores de ácidos nucleicos.

6. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Monroe KM, McWhirter SM, Vance RE (2010) Induction of type I interferons by bacteria. Cell Microbiol 12(7): 881-890.

Twitrenvista com Anete Grumach




Twitrenvista com Anete Grumach, da Universidade de São Paulo (USP)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
O tema de minha palestra é Deficiências de Complemento: dados recentes.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Apresentarei o reconhecimento de situações clínicas recentemente descritas e que decorrem do acometimento deste setor de resposta imune.

3) Qual a importância deste achado?
O conhecimento sobre o complemento e seu envolvimento com as manifestações clínicas de um paciente é muito escasso entre os profissionais de nosso país.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A identificação destas situações clínicas permite compreender melhor o mecanismo de ação e a função do sistema complemento.

5) Quais os desafios nesta área?
Melhorar a identificação dos pacientes acometidos com deficiências de complemento e desenvolver estudos para compreender os mecanismos de ação do sistema complemento.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
- Grumach AS, Kirschfink M Deficiências de Complemento IN Grumach AS Alergia e Imunologia na Criança e no Adolescente, Atheneu, Rio de Janeiro, 2ª. Ed, 2009.
- Kirschfink M, Mollnes TE Modern Complement Analysis Clin Diagn Lab immunol 2003;10(6):982-989.
- Ahmed AEE, Peter JB Clinical Utility of Complement Assessment, Clin Diagn Lab Immunol 1995; 2(5):509–517

Twitrenvista com André Báfica




Twitrenvista André Báfica, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

1. Qual a importância da mesa que você coordena no SBI 2010?
"Immunity against intracellular bacteria" será importante para discutirmos avanços recentes a cerca da RI à Mtb, Brucella e Legionela.

2. Quais os principais aspectos que serão apresentados?
Resposta de IFN durante a infecção por Mtb; sensores citossólicos de DNA bacteriano; ativação do inflamassomo em resposta à infecção bacteriana.

3. Quais as perspectivas neste tema?
Perspectivas na compreensão da imunopatologia das doenças causadas pelas bactérias em discussão.

4. Quais os desafios nesta área?
Integrar conhecimento obtido em vários níveis para traduzir para a área aplicada. Essa mesa levantará esse tipo de discussão com a platéia.

5. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Macedo et al, JI 2008; Silveira&Zamboni, I&I 2010; Feng et al. NI 2008

Twitrenvista com Angelina Bilate




Twitrenvista com Angelina Bilate, da New York University

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Papel regulador das células dendríticas plasmocitóides (pDC) na autoimunidade.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As pDC ajudam a controlar a inflamação via apresentação de antígeno para células T e diminuição da ativação de outras APC.

3) Qual a importância deste achado?
Ajuda a entender como essa subpopulação de DC participa da resposta autoimune.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Desenvolvimento de novas terapias contra doenças autoimunes.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias?
Dependendo do modelo experimental, as pDC podem exacerbar ou proteger de doenças autoimunes. Entender os mecanismos que operam em uma direção ou outra é, portanto, fundamental.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Colonna, M., G. Trinchieri, and Y. J. Liu. 2004. Plasmacytoid dendritic cells in immunity. Nat Immunol 5:1219-1226.
Villadangos, J. A., and L. Young. 2008. Antigen-presentation properties of plasmacytoid dendritic cells. Immunity 29:352-361.

Twitrenvista com Mauro Teixeira



Twitrenvista com Mauro Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Mecanismos celulares e moleculares de proteção e doença em um modelo experimental de dengue.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Que em algumas infecções, como a dengue, podemos separar mecanismos inflamatórios que levam a doença daqueles que são necessários para proteção.

3) Qual a importância deste achado?
A possibilidade de gerarmos terapias anti-inflamatórias para doenças infecciosas.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Estamos planejando ensaios clínicos com os mediadores descobertos nos modelos experimentais e confirmados em estudos iniciais em humanos.

5) Quais os desafios nesta área?
Modelos experimentais são difíceis de desenvolver: a adaptação do vírus a camundongos não é boa. Isolados clínicos não infectam camundongos adultos e há a necessidade de adaptação do vírus, o que pode resultar em modificações da doença humana.


6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Souza et al\., Proc Natl Acad Sci U S A. 2009 Aug 18;106(33):14138-43
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