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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ciência em Foco



Colegas,


fui convidado no final do ano passado para apresentar um quadro sobre ciência, no Programa Trocando em Miúdos, aqui da Rádio Universitária da UFU. O programa é apresentado pelo jornalista Márcio Alvarenga e completa em 2012 25 anos de existência, falando sobre os mais diferentes temas.


O quadro chama-se Ciência em Foco e consiste na apresentação de temas científicos variados em um espaço de 5-10 minutos, um dia na semana. 


Já havia participado de algumas gravações para o programa, conforme já relatei AQUI e AQUI. Contudo, devo confessar a vocês que o desafio não é fácil... Como sou muito naive neste tipo de comunicação, sempre opto por entrevistas: acho mais fácil perguntar do que discorrer sobre um assunto variado!


Estou mencionando este assunto pois os temas abordados, por motivos óbvios, tem um tintura do SBlogI.


Caso queiram conferir, seguem alguns links dos quadros já gravados.


- João Marques Madurro, Paulo Rogério de Farias e Matias Szabó falam sobre o ensino na pósgraduação, financiamento de pesquisa, divulgação e desenvolvimento científico.


- Prof. Álvaro Ferreira Jr. sobre as proteínas do ovo de galinha.


- Dr. João Paulo Servato sobre lesões bucais.


- Prof. Sergio Vitaliano falando sobre as doenças que acometem os animais selvagens.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Academia prepara pessoal para suprir demanda interna


ENTREVISTA - MANOEL BARRAL NETTO

Diretor do CNPq defende que companhias ajudem a formar mais doutores no país

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


A universidade tem preparado cientistas apenas para suprir a demanda interna. As empresas não colaboram para a formação de doutores.
Em entrevista à Folha, o diretor de Cooperação Institucional do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Manoel Barral Netto, critica a falta de parceria entre a academia e a iniciativa privada e afirma que os recursos governamentais para a formação não são tão distintos quanto os de outros países.

Veja os principais trechos da entrevista. (CM)


Migração para empresas
Essa migração [de pessoal da academia para a iniciativa privada] é normal. Em países de economia robusta, baseada no conhecimento, cerca de 50% dessas pessoas estão nas empresas. No Brasil, 80% estão na academia. É como se a universidade apenas repusesse pessoal. O desejável é que tenhamos doutores produzindo conhecimento no setor produtivo.

Deficit
O risco [de esvaziamento da área de pesquisa] existe. Temos que formar mais gente para atender aos dois setores. Formamos mais de 12 mil doutores por ano. Mas, se comparar o que o Brasil tem de doutores por habitante ou por força de trabalho, o número ainda está muito aquém do dos países desenvolvidos.

Investimento
Os recursos governamentais aplicados em ciência e tecnologia, percentualmente ao PIB, não são tão distintos em comparação a outros países. O que não temos é o investimento do setor privado na área de pesquisa e desenvolvimento como em países desenvolvidos. Normalmente, dois terços desse investimento vêm da empresa privada e um terço do governo.

Ciência sem Fronteiras
O número de bolsas ofertadas para outros países parece grande, mas ele está corrigindo o período em que crescemos muito isolados. Nos últimos 20 ou 30 anos, nossa comunidade e a produção cresceram, mas não a nossa inserção internacional. A prioridade [para 2012] é a consolidação do Ciência sem Fronteiras [programa federal que prevê a concessão de 75 mil bolsas no exterior em quatro anos em áreas consideradas prioritárias, como ciência e tecnologia]. Temos o objetivo de estimular a cooperação com os países do hemisfério Sul e também com os do continente africano.

Áreas de destaque
Temos força reconhecida nas áreas de agronegócio e pesquisa ambiental e produção nas áreas espacial, de saúde e aérea. Energias de biomassa e renovável e nanotecnologia serão setores atraentes [nos próximos anos].

terça-feira, 23 de novembro de 2010

SBlogI Entrevista


Shizuo Akira





Uberlândia - Caros, segue abaixo a entrevista que realizei com o Dr. Shizuo Akira na semana passada, por e-mail. Para aqueles que não o conhecem, Dr. Akira é uma das referências mundiais em estudos sobre imunidade inata. Espero que aproveitem...


SBlogI - As far as I could count, you have published over 50-60 paper/year regularly... how can you manage this? Is your lab crowded with post-docs or is your collaborative network very active?
Dr. Akira - Although my lab is active, the numbers of published papers are a sum of our original papers and other collaborative works.

SBlogI - From the late 1990’s until today, the Immunology field has lived in a ‘Pattern Recognition Receptor era’. Toll-like receptors was, and still is, the main focus of research in innate immunity. Then, Nod-like receptors and the Inflammasome complex were described and shed new light into PAMP recognition in the cytosolic compartment. Now RIG-like receptors, C-type lectin receptors and intracellular kinases are in the spotlight... in your opinion, what comes next?
Dr. Akira - This is a very difficult question. Identification of cytoplasmic DNA receptor inducing type I interferon will clarify the mechanism how DNA viruses and some intracellular bacteria are recognized by innate immunity. Further, the mechanism how inflammatory responses are controlled in innate immune cells is not well understood. These topics are important to be solved. There may be unexpected findings coming out in the future like innate immunity. I cannot predict it.

SBlogI - Your group, along with other researchers, have recently investigated macrophage polarization between M1 and M2 phenotypes. In addition, the scientific literature in the last years presented to us the description of a great number of different TCD4+ subsets. Do you believe that those cell subsets are really stable in vivo or does the presence of the different phenotypes depend uniquely on the inflammatory environment? In a general manner, how plastic (or stable) are immune cells?
Dr. Akira - Now many T cell researchers believe T cells are plastic to some extent depending on the conditions. Although T cell subsets are extensively studied, the polarization and plasticity of macrophages are less understood. Now macrophages are roughly divided into M1 and M2 macrophages, these M1 and M2 cells include various different cell subsets and needs to be worked to clarify macrophage subsets before discussing its plasticity.

SBlogI - Anyone that reads your work quickly apprehends that the use of genetically modified animals, along with cutting-edge equipments and reagents, is fundamental for the description of new immunological mechanisms. How far can an immunologist go without those tools?
Dr. Akira - It is no doubt that appropriate animal models and new technologies help accelerate the research. However, a totally new finding could come out without such techniques if you are lucky.

SBlogI - I know that you have already been to Brazil and also have some Brazilian collaborators. Give us your critical view of the Immunology research that is performed here.
Dr. Akira - The immunology research and infectious disease research, though fell apart long time ago, are recently getting closer due to development of innate immunity research. Brazil is good to learn parasite infectious diseases, and I know Brazilian prestigious immunologists working on anti-parasite immunity. I think Brazilian immunology is now emerging, and will become one of important society in the immunology research fields.

SBlogI - What about the country itself... have you had the opportunity to visit Brazil around? Did any of your previous hosts take you to a nice sunny beach?
Dr. Akira - I visited Salvador to attend a Toll meeting. That is a very interesting city with mixed culture, and I enjoyed staying in Brazil very much.

SBlogI - Please, leave a final message to the young Brazilian scientists that wish
to pursue research in Immunology.
Dr. Akira - Immunology is one of most rapidly progressing research fields. However, we still cannot eradicate various infectious diseases such as malaria, tuberculosis AIDS and so on, in part because difficulty in developing vaccines. I think novel ideas are required for understanding the immune system by incorporating knowledge in different immunological fields. And I encourage young immunologists to be interdisciplinary and international.

Abraços, Tiago.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Twitrenvista com André Vale




Twitrenvista com André Vale, da Universidade do Alabama, Estados Unidos

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Desenvolvimento do repertório de imunoglobulinas naturais.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Em qual extensão os genes “germline” de imunoglobulina, os auto-antígenos e a seleção somática moldam o repertório de anticorpos naturais (NAbs).

3) Qual a importância deste achado?
Contribuir para o desenvolvimento de um modelo mais abrangente e informativo sobre os complexos mecanismos de regulação da atividade dos NAbs na imunidade protetora e na manutenção da homeostase.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Novas abordagens de manipulação do repertório natural, otimizando terapias de tumores e doenças autoimunes, além da proteção imunológica através de novas estratégias de vacinas.

5) Há controvérsias na área?
A idéia de que anticorpos auto-reativos são mantidos no repertório periférico vai em oposição a clássica teoria da seleção clonal de Burnet (1957).

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Avrameas. Immunology Today 1991, 12:154-9; Nobrega et al, J. Immunol 2002, 169;2971-78; Vaz et al, Clinical & Developmental Immunology, 2006; 13: 133–142; Schroeder et al, Crit Rev Immunol 2010, 30:327-44; Vale et al, J Immunol. 2010, Oct18 [Epub ahead of print].

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Twitrenvistas com palestrantes do Congresso da SBI


Leia no SBlogI (o blog da SBI) as twitrenvistas com palestrantes do Congresso da SBI, que acontecerá  em Porto Alegre de 3 a 6 deste mês.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Twitrenvista com Momtchillo Russo




Twitrenvista com Momtchillo Russo, da Universidade de São Paulo

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
A conexão entre o sistema imune e sistema nervoso nos processos alérgicos.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Alteração do comportamento devido a reação alérgica e influência do sistema nervoso no controle da reação alérgica.

3) Qual a importância deste achado?
Ter uma visão holística do organismo

4) Quais as perspectivas neste tema?
Intervir em reações alérgicas de uma forma mais fisiológica. Por exemplo, diminuir a inflamação alérgica pulmonar sem causar sintomas como hiperreatividade brônquica ("falta de ar") ou hipersecreção de muco.

5) Quais os desafios nesta área?
Desvendar a complexidade das interações neuro-imunes.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Reflex control of immunity. Tracey KJ. Nat Rev Immunol. 2009 Jun;9(6):418-28. Review.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Twitrenvista com João Bosco Oliveira




Twitrenvista com João Bosco Oliveira (NIH/EUA)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre as doenças humanas causadas por defeitos em genes que controlam a apoptose de celulas sanguíneas.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O achado que mutações somáticas em genes de apoptose podem causar uma doenca não-tumoral com acúmulo de linfócitos e autoimunidade.

3) Qual a importância deste achado?
Cria uma nova categoria de doenças do sistema imune, causada por mutações somáticas em genes da família RAS.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Há muito trabalho à frente para estabelecer o espectro clínico da doença, suas complicações e melhores formas de tratamento.

5) Quais os desafios nesta área?
No momento pesquisamos como as mutações quebram a tolerância de linfócitos B e testamos novas terapias em modelos murinos.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Nosso artigo prévio no PNAS (Oliveira JB, et al, 2007) pode ajudar a entender melhor o tema. Um segundo artigo esta no prelo em Blood.

Twitrenvista com Eduardo José Melo dos Santos




Twitrenvista com Eduardo José Melo dos Santos, da Universidade Federal do Pará

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre predisposição genética ao Lúpus Eritematoso Sistêmico.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Primeira descrição de um gene da etnia indígena predisponente ao Lúpus e da etnia Africana predisponente a problemas renais no Lúpus.

3) Qual a importância deste achado?
Ele é inédito e pode orientar tratamento, políticas e programas de saúde pública.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A abordagem e os métodos estão sendo usados para outras doenças como Artrite Reumatóide e Hepatite C.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias? Hipóteses oponentes?
O fato de ser um tema novo representa um grande desafio a sua aceitação e desenvolvimento para aplicação em saúde pública.

Twitrenvista com Jorge Kalil



Twitrenvista com Jorge Kalil, Instituto do Coração/Faculdade de Medicina da USP

1.Sobre o que falará no SBI 2010?
Bactéria desequilibra o sistema imunológico em indivíduos suscetíveis e por mimetismo molecular causa doença autoimune, a febre reumática.

2. Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Como a doença se estabelece no coração e válvulas, perde a imunoregulação e causa danos definitivos com a produção de citocina agressivas.

3. Qual a importância deste achado?
Compreensão do desenvolvimento e manutenção de um processo agressivo autoimune e como este se torna órgão específico.

4. Quais as perspectivas neste tema?
Perspectiva de com a compreensão da imunopatogênese, desenvolver vacina para desviar a resposta imune e evitar a doença. Vacina em estudo.

5. Quais os desafios nesta área? Há controvérsias? Hipóteses oponentes?
Quanto à imunopatogênese, nossos trabalhos são a grande referência. Quanto a vacina, há diferentes propostas em testes no mundo.

6. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Temos artigos de revisão recentes sobre o tema. A compreensão da tolerância central e periférica é fundamental para compreender conceitos.

Twitrenvista com João Trindade Marques



Twitrenvista com João Trindade Marques, da Universidade Federal de Minas Gerais

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre o mecanismo de apoptose de células infectadas por vírus e sua importância para a resposta antiviral.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As bases moleculares do mecanismo de apoptose dependente de IRF3 que é ativado em resposta a RNA de fita dupla.

3) Qual a importância deste achado?
Demonstramos, pela primeira vez, uma função para a proteína IRF3 que não está relacionada a sua atividade como fator de transcrição.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Esta é uma nova área em expansão com perspectivas de ser explorada para tratamento de doenças virais e do câncer.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias? Hipóteses oponentes?
Este trabalho propõe uma função nova para IRF3 além de sugerir a existência de uma nova via de sinalização ativada por RNA de fita dupla.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Seria de grande ajuda conhecer fatores envolvidos em vias de sinalização ativadas por RNA de fita dupla.

Twitrenvista Luiz Vicente Rizzo

Twitrenvista Luiz Vicente Rizzo (Hospital Albert Einstein)
1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Defeitos na regulação da resposta imune em Imunodeficiência Comum Variável.
2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As imunodeficiências resultam em mais que infecções de repetição. A perda de elementos reguladores da resposta imune resulta autoimunidade e alergia.

3) Qual a importância deste achado?
O estudo de qualquer imunodeficiência permite, em humanos, o entendimento dos elementos que compõem a resposta imune
4) Quais as perspectivas neste tema? 
Entender a resposta imune em humanos através do estudo de indivíduos que não possuem determinados componentes do sistema.
5) Quais os desafios nesta área? 
Além do desafio humanitário da melhora da qualidade e duração da vida dos pacientes, o principal desafio é entender como correlacionar achados em modelos experimentais com os de pacientes.
6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória? 
Ann N Y Acad Sci. 2009 Feb;1153:184-92
Clin Immunol. 2009 Aug;132(2):215-21. 
J Clin Immunol. 2008 May;28 Suppl 1:S46-55.  

Twitrenvista com Ana Paula Lepique




Twitrenvista com Ana Paula Lepique, da Universidade de São Paulo

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre como tumores associados a infecção por Papilomavírus Humano são capazes de manipular a resposta imune do hospedeiro.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O papel das células mielóides na supressão da resposta imune anti-tumoral e os mecanismos utilizados pelo tumor para disparar este fenótipo.

3) Qual a importância deste achado?
O microambiente tumoral, nesse caso criado principalmente a partir da expressão de oncoproteínas virais, deve ser considerado em terapias anti-tumorais.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A modulação do infiltrado inflamatório pode ter influência sobre a progressão tumoral ou sobre terapias anti-tumorais.

5) Quais os desafios nesta área?
Não existem formas eficientes de modular o fenótipo do infiltrado tumoral, muito menos efeitos sistêmicos do tumor.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?

- HPV16 tumor associated macrophages suppress antitumor T cell responses.
Lepique AP, Daghastanli KR, Cuccovia IM, Villa LL.
Clin Cancer Res. 2009 Jul 1;15(13):4391-400.

- Interleukin-10 production by tumor infiltrating macrophages plays a role in Human Papillomavirus 16 tumor growth.
Bolpetti A, Silva JS, Villa LL, Lepique AP.
BMC Immunol. 2010 Jun 7;11:27.

- The Role of Inflammation in Hpv Carcinogenesis.
Boccardo E, Lepique AP, Villa LL.
Carcinogenesis. 2010 Sep 5.

Twitrevista com Alexandra Ivo de Medeiros




Twitrevista com Alexandra Ivo de Medeiros, da Universidade Estadual Paulista (UNESP)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Lipid mediators in lung antimicrobial function.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O impacto da fagocitose de células apoptóticas e o papel de PGE2 nos mecanismos de defesa contra infecções bacterianas pulmonares.

3) Qual a importância deste achado?
Presença de um grande número de células apoptóticas em doenças pulmonares crônicas pode ser um fator chave no aumento da susceptibilidade a infecções bacterianas.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Inibidores de COX e ou antagonistas de EP2 como alvos terapêuticos para doenças pulmonares crônicas, aumentando os mecanismos efetores de macrófagos alveolares.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias?
Os modelos experimentais não mimetizam a complexidade das alterações patofisiológicas observada no pulmão de pacientes acometidos por essas doenças pulmonares.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
- Medeiros, A.I. J. Exp. Med. 206: 61-68. 2009.
- Henson, P.M. and Hume, D.A. TRENDS in Immunology. 27:244-250. 2006

Twitrenvista com Denise Morais da Fonseca



Twitrenvista com Denise Morais da Fonseca, da Universidade de São Paulo (USP)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Uso de componentes microbianos no desenvolvimento de novas estratégias de imunoterapia livre de alérgeno.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Tratamento da alergia experimental usando antígenos micobacterianos administrados como DNA recombinante ou como proteínas solúveis na presença de agonistas de TLR.

3) Qual a importância deste achado?
A compreensão de alguns dos mecanismos envolvidos na regulação da resposta alérgica por imunização com antígenos micobacterianos.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A seleção de proteínas para teste em seres humanos em protocolos de tratamento de respostas alérgicas.

5) Quais os desafios nesta área?
A compreensão dos mecanismos envolvidos na modulação da resposta alérgeno-específica por um antígeno não relacionado, com proteínas de origem microbiana.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
- Rook GA, Adams V, Hunt J, Palmer R, Martinelli R, Brunet LR. Mycobacteria and other environmental organisms as immunomodulators for immunoregulatory disorders. Springer Semin Immunopathol. 2004 Feb;25(3-4):237-55.
- van Eden W, van der Zee R, Prakken B. Heat-shock proteins induce T-cell regulation of chronic inflammation. Nat Rev Immunol. 2005 Apr;5(4):318-30.
- Broide DH. Immunomodulation of allergic disease. Annu Rev Med. 2009;60:279-91.

Twitrenvista com Carlos Henrique Serezani




Twitrenvista com Carlos Henrique Serezani, da Universidade do Michigan, Estados Unidos

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Como os leucotrienos (LTs) amplificam os sinais derivados dos “Toll-like receptors” envolvidos na ativação do NFkB em macrófagos.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
A importância direta do LTB4 na expressão de MyD88 e o aumento da ativação do NFkB em macrófagos ativados por TLR/IL-1βR.

3) Qual a importância deste achado?
A modulação dos níveis de MyD88 e ativação do NFkB por LTB4 geram novas possibilidades de controle de injúrias causada por inflamação excessiva ou em casos de imunossupressão.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Esse tema abrirá novas perspectivas de intervenção terapêutica em doenças inflamatórias agudas e crônicas.

5) Quais os desafios nesta área?
Encontrar o balanço entre LTB4 e MyD88 necessários para a manutenção da resposta inflamatória que não afete o controle de infecções.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatóia?
Peters-Golden M, Henderson WR Jr. Leukotrienes. N Engl J Med. 2007 357(18):1841-54.

Twitrenvista com Adriana Bonomo




Twitrenvista com Adriana Bonomo, do Instituto Nacional do Câncer (INCA-RJ)

1. Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre Doença Enxerto Contra Hospedeiro e sua regulação por células dendríticas NOD2-/-, provenientes do doador de célula hematopoiética.

2. Qual o principal aspecto que será ressaltado?
O fato de que as BMDC NOD2-/- protegem os animais da morte mas não dos achados clínicos ou histopatológicos.

3. Qual a importância deste achado?
Evidenciar que quadros clínicos idênticos (em animais isogênicos) podem ter evoluções diametralmente opostas: morte X cura.

4. Quais as perspectivas neste tema?
Entender o que as BMDC NOD2 KO fazem no hospedeiro transplantado e conseguir definir parâmetros mais precisos quanto ao prognóstico da DECH.

5. Quais os desafios nesta área? Há controvérsias?
O desafio : descobrir o mecanismo.
Controvérsias: tanto em estudos clínicos quanto no único trabalho experimental em DECH publicado.

6. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Review em Blood, 2010, 115 (10) 1865 -72 e Dados experimentais em JEM, 2009, 206 (10) 2101-2110

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Twitrenvista com Sérgio Costa Oliveira



Twitrenvista com Sérgio Costa Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG

1. Sobre o que falará no SBI 2010?
Sobre o papel do IFN do tipo I e sua sinalização durante a infecção causada pela bactéria intracelular Brucella abortus.

2. Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As novas vias de sinalização em células da imunidade inata para a produção de IFN-beta independente de receptores TLR, mas dependente de MyD88.

3. Qual a importância deste achado?
A via de sinalização no reconhecimento de DNA bacteriano relacionada a sensores citosolicos não tinha sido descrita.

4. Quais as perspectivas neste tema?
A natureza de sensores citosolicos que reconhecem DNA abre perspectiva no entendimento da resposta imune inata contra diversos patógenos.

5. Quais os desafios neste tema?
A identificação desses novos receptores de ácidos nucleicos.

6. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Monroe KM, McWhirter SM, Vance RE (2010) Induction of type I interferons by bacteria. Cell Microbiol 12(7): 881-890.

Twitrenvista com Anete Grumach




Twitrenvista com Anete Grumach, da Universidade de São Paulo (USP)

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
O tema de minha palestra é Deficiências de Complemento: dados recentes.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
Apresentarei o reconhecimento de situações clínicas recentemente descritas e que decorrem do acometimento deste setor de resposta imune.

3) Qual a importância deste achado?
O conhecimento sobre o complemento e seu envolvimento com as manifestações clínicas de um paciente é muito escasso entre os profissionais de nosso país.

4) Quais as perspectivas neste tema?
A identificação destas situações clínicas permite compreender melhor o mecanismo de ação e a função do sistema complemento.

5) Quais os desafios nesta área?
Melhorar a identificação dos pacientes acometidos com deficiências de complemento e desenvolver estudos para compreender os mecanismos de ação do sistema complemento.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
- Grumach AS, Kirschfink M Deficiências de Complemento IN Grumach AS Alergia e Imunologia na Criança e no Adolescente, Atheneu, Rio de Janeiro, 2ª. Ed, 2009.
- Kirschfink M, Mollnes TE Modern Complement Analysis Clin Diagn Lab immunol 2003;10(6):982-989.
- Ahmed AEE, Peter JB Clinical Utility of Complement Assessment, Clin Diagn Lab Immunol 1995; 2(5):509–517

Twitrenvista com André Báfica




Twitrenvista André Báfica, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

1. Qual a importância da mesa que você coordena no SBI 2010?
"Immunity against intracellular bacteria" será importante para discutirmos avanços recentes a cerca da RI à Mtb, Brucella e Legionela.

2. Quais os principais aspectos que serão apresentados?
Resposta de IFN durante a infecção por Mtb; sensores citossólicos de DNA bacteriano; ativação do inflamassomo em resposta à infecção bacteriana.

3. Quais as perspectivas neste tema?
Perspectivas na compreensão da imunopatologia das doenças causadas pelas bactérias em discussão.

4. Quais os desafios nesta área?
Integrar conhecimento obtido em vários níveis para traduzir para a área aplicada. Essa mesa levantará esse tipo de discussão com a platéia.

5. Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Macedo et al, JI 2008; Silveira&Zamboni, I&I 2010; Feng et al. NI 2008

Twitrenvista com Angelina Bilate




Twitrenvista com Angelina Bilate, da New York University

1) Sobre o que falará no SBI 2010?
Papel regulador das células dendríticas plasmocitóides (pDC) na autoimunidade.

2) Qual o principal aspecto que será ressaltado?
As pDC ajudam a controlar a inflamação via apresentação de antígeno para células T e diminuição da ativação de outras APC.

3) Qual a importância deste achado?
Ajuda a entender como essa subpopulação de DC participa da resposta autoimune.

4) Quais as perspectivas neste tema?
Desenvolvimento de novas terapias contra doenças autoimunes.

5) Quais os desafios nesta área? Há controvérsias?
Dependendo do modelo experimental, as pDC podem exacerbar ou proteger de doenças autoimunes. Entender os mecanismos que operam em uma direção ou outra é, portanto, fundamental.

6) Sugere algum background reading? Leitura preparatória?
Colonna, M., G. Trinchieri, and Y. J. Liu. 2004. Plasmacytoid dendritic cells in immunity. Nat Immunol 5:1219-1226.
Villadangos, J. A., and L. Young. 2008. Antigen-presentation properties of plasmacytoid dendritic cells. Immunity 29:352-361.
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