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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quais as suas idéias para melhorar a educação em ciências?

Creio que todos concordam que o ensino de ciências no Brasil não é bom. O que poderia ser feito para melhorá-lo? O que pensam das medidas abaixo?
  1. Tornar as universidades mais responsáveis pelo ensino de ciências básicas e matemática que ensinam aos alunos de graduação;
  2. Fazer pequenos vídeos sobre cientistas contemporâneos e usá-los nas aulas para mostrar o tipo de problemas que os cientistas resolvem;
  3. Dar boas condições financeiras e apoio para que os cientistas interessados no ensino secundário tenham suporte parecido ao das universidades;
  4. Criar oportunidades para estimular os jovens a entender como a matemática e as ciências se conectam com o mundo real;
  5. Para formar a nova geração de cientistas é necessário ensinar a lição mais importante: a ciência precisa de imersão;
  6. Trazer os estudantes de pós-graduação de ciências e matemática para ensinar na escola secundária;
  7. Criar um dia por semana dedicado à invenção na escola primária e secundária;
  8. Oferecer estágios para alunos da escola secundária nos laboratórios de pesquisa, como na iniciação científica junior;
  9. Tornar a invenção e a criatividade o foco principal dos cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática;
  10. Fazer com as famílias apreciem a ciência.

Estas são idéias apresentadas no artigo Ideas for Improving Science Education publicado no New York Times de 2 de setembro de 2013 (aqui).
Notem que o problema da educação científica é uma preocupação não somente aqui no Brasil e mesmo países com grande cultura científica estão interessados em melhorá-lo.
O artigo tem outras propostas e merece ser lido com atenção. Contudo nenhuma das idéias isoladamente resolverá o problema. Precisamos uma combinação de muitas 
Veja abaixo que fez as sugestões acima. 

  1. Carl E. Wieman - Nobel laureate in physics; former associate director, White House Office of Science and Technology Policy;
  2. Catherine Drennan - Professor of chemistry and biology, Massachusetts Institute of Technology;
  3. Alan Leshner - Chief executive officer, American Association for the Advancement of Science;
  4. Freeman Hrabowski III - Mathematician; president, University of Maryland, Baltimore County;
  5. Elizabeth Blackburn - Nobel laureate in medicine; biochemist, University of California, San Francisco;
  6. Rita Colwell - Cholera researcher, former director, National Science Foundation;
  7. Paulo Blikstein - Director, Transformative Learning Technologies Laboratory, School of Education, Stanford University;
  8. Michael Summers - Biochemist; Howard Hughes Medical Investigator, University of Maryland, Baltimore County;
  9. Salman Khan - Founder, Khan Academy, which offers free online courses;
  10. Mariette DiChristina - Editor in chief, Scientific American.

Figura vista aqui.

sábado, 2 de março de 2013

Educação também é área de trabalho para cientistas


A ciência pode contribuir para a educação dos jovens brasileiros. Esta é a proposta do Projeto Imunologia nas Escolas que está em fase de expansão e procura um novo coordenador executivo.

A vaga é destinada a candidatos que tenham especialização em Imunologia e residam na cidade de São Paulo.

Disseminar a iniciativa em outras cidades do Brasil, captar recursos e atrair novos voluntários serão algumas das atribuições do profissional.

Veja a descrição completa da oportunidade em http://goo.gl/RwZqp

Currículos podem ser enviados até 8/3 para educação@iii.org.br

Sobre o projeto

Com a missão de aproximar cientistas, estudantes e professores do ensino médio, o Projeto Imunologia nas Escolas foi criado em 2010.

A iniciativa faz parte da Plataforma Ensino e Interação com a Sociedade, do Instituto de Investigação em Imunologia - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (iii-INCT).

Pesquisadores e pós-graduandos participam do projeto que é realizado na Escola Estadual Romeu de Moraes, na Lapa, zona oeste da capital paulista.

Cientistas e pós-graduandos participam do Projeto Imunologia nas Escolas. Foto: Patrícia Santos.


As atividades partem da abordagem da investigação científica para debater temas como alergias, aids e câncer. Que observações, hipóteses e experimentos motivaram a invenção da vacina? Estas são algumas das questões discutidas com a garotada.

A programação é dinâmica, incluindo materiais audiovisuais e experimentos simples que ajudam a envolver os alunos com o universo da ciência.

Participantes do Projeto Imunologia nas Escolas. Foto: Patrícia Santos.

O Imunologia nas Escolas também conta com o Programa de Pré-Iniciação Científica. Nele, os alunos desenvolvem pesquisas, orientados por cientistas da Universidade de São Paulo (USP).

E não para por aí...

Formação de professores de ensino médio e cursos à distância serão, em breve, outras ações do Projeto Imunologia nas Escolas.

Projeto Imunologia nas Escolas | Blog Oficial

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sobre a educação

 Este texto é parte do Discurso de Posse de Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, editor associado de Neurociências, como Membro Titular (Cadeira 87, Patrono João Baptista de Lacerda) na Academia Nacional de Medicina, 31 de agosto de 2010.



"... É antiga usança acadêmica que o recipiendário também aborde, em sua fala, um assunto de interesse da Academia, como a Saúde Pública, a prática clínica, a ética médica ou a investigação científica. Envolvido na vida Acadêmico-Científica desde o meu primeiro ano de formado, há 33 anos, poderia optar por discorrer sobre algum dos temas que afligem Cientistas e Líderes de Instituições Públicas de Pesquisa: políticas de avaliação do desempenho acadêmico-científico baseadas no impacto dos periódicos científicos em que publicamos, organização das Instituições de Pesquisa, estruturação do processo de produção de conhecimento moderno, a hiperespecialização e a formação de jovens pesquisadores...

Tenho a sorte de pertencer a uma Instituição que, mesmo não estando imune aos problemas ligados a essas questões, é um Oásis na realidade Nacional, Sul-Americana e do Hemisfério Sul. Uma história singela, entretanto, vivida durante a travessia da temporada de minha candidatura, me impressionou de maneira tão marcante, que fez nascer em mim o desejo de tratar do tema que acho que esteja por trás dela.
Optei, assim por falar sobre a Educação fundamental e do respeito às regras em nosso País. Explico como tomei tal decisão. Passei o fim de semana que precedeu o prazo final para entrega do currículo e da monografia trabalhando com minha leal secretária Cláudia Castro em meu Laboratório de Pesquisas no campus da Fiocruz.
Na manhã de sábado, entrei apressado no Prédio, e não vi cair do bolso do paletó dobrado em meus braços, minha carteira de dinheiro e documentos. Instantes depois, batia à porta do Laboratório o zelador do prédio acompanhado de um funcionário da jardinagem, para a devolverem a mim. Antes de retomar meu trabalho, ditei uma carta ao Chefe de Serviço dos protagonistas do episódio fazendo comentários elogiosos sobre a, esperada e natural embora progressivamente rara, idoneidade deles.

Dias depois, encontraria um dos funcionários na entrada do prédio. Saudou-me e disse que havia sido chamado pelo seu superior que lhe havia mostrado a minha carta e o elogiado. Confessou-me que, apesar de ter trabalhado com o mesmo afinco e dedicação na Fiocruz todos os dias dos últimos muitos anos, nunca havia recebido uma carta de elogio, e que aquele era, sem dúvidas, o dia mais feliz da vida dele. Assim que fui eleito e experimentei uma emoção sem precedentes pensei em nossas felicidades, a minha e a de meu colega Luciano Faceiro, competente e dedicado funcionário dos jardins, vivenciadas em um dos dias (para dizer o mínimo) mais felizes de nossas vidas.
Não tenho a menor idéia de se a amplitude e a intensidade de nossos sentimentos eram comparáveis (se é que é assim que se mede felicidade), mas pensei que fossem possivelmente de natureza muito distintas. Se escolho falar da educação e se começo este tópico do meu discurso vos narrando este acontecimento é porque considero que ela teria mudado a dimensão da expectativa e mesmo da natureza do dia mais feliz da vida de meu colega.
Vimos, nas últimas semanas, notícias assustadoras estampadas nas seções policiais dos principais jornais. Opto por me fixar em uma delas e vos apresentar uma série de acontecimentos lamentáveis e surpreendentes, no limite do crível, que correspondem a diferentes facetas de um mesmo triste evento. Terão que me perdoar pelos sentimentos de indignação que causarei aos senhores. Dois jovens amigos, um deles filho de uma famosa atriz de televisão, brincam, tarde da noite, andando de skate em um túnel temporariamente interditado em uma auto-estrada na cidade do Rio de Janeiro; um grupo de jovens, que faz no mesmo horário um pega de carros desrespeitando a sinalização e a própria interdição de tráfico naquele ponto, atropela um dos jovens, abandonando o local sem prestar socorro à vítima que vem a falecer; um grupo de policiais pára o carro seriamente avariado pelo atropelamento e exige uma propina para liberá-lo, mas, ao saber do acidente, aumenta o valor da propina solicitada; o pai do motorista do carro envolvido no crime se prepara para pagá-la, mas volta atrás; o capitão da Polícia Militar que julgava dias depois os policiais militares envolvidos na corrupção é autuado nove horas após, por furto e formação de quadrilha por ter sido preso com mais 10 pessoas roubando fios de uma operadora telefônica.

Penso que esta sucessão inimaginável de acontecimentos que, como dezenas de outros que ocorrem a cada dia em nosso entorno, pode ser tomada como exemplo, revela de forma caricatural a ausência de limites por parte dos diferentes protagonistas do episódio, a falta de respeito mais basal às regras de conduta e civilidade, o desprezo pela vida, e as deficiências graves na estrutura de uma Instituição que deveria ser o baluarte da disciplina, da ética e da moralidade.
Durante a campanha que realizei na fase que precedeu minha eleição, entregava nas visitas que fiz aos Senhores Acadêmicos, um artigo sobre a formação e utilização de imagens nos processos cognitivos. Durante sua redação, sentimos a necessidade de melhor formular as bases de uma idéia que batizaríamos de “a pré-história da imaginação”. Como transitávamos em uma área em que não éramos especialistas, acabamos estudando alguns aspectos da paleoantropologia.
Pois bem, quero evocar aqui algumas informações antes de vos apresentar uma conclusão que, para tornar curta uma longa história, foi uma muito grande surpresa para nós! Talvez o mais importante marcador exclusivo de nossa linhagem evolucionária seja a marcha bipedálica. Nenhuma outra característica isolada é tão marcante de nossa ancestralidade hominídea quanto o fato de nos deslocarmos em duas pernas. Tal característica do Homo sapiens está presente em nossos ancestrais mais antigos, como o Australopithecus afarensis (a Lucy) que tem de 3,2 a 3,7 milhões de anos de idade; o mais recentemente descoberto Ardipithecus ramidus (o Ardi), que recoloca nosso ancestral comum com os chimpanzés a 4,4 milhões de anos; e mesmo no Sahelanthropus tchadensis, que tem cerca de sete milhões de anos e sobre o qual há evidências de que, embora conservasse a capacidade de subir em árvores, tornou-se apto a caminhar por distâncias cada vez maiores.

Refiro-me agora a um outro aspecto da antropologia, na qual dizer que “o homem é o único animal inteiramente dependente de sua cultura” é um lugar comum. Aludo ao capítulo que se convencionou chamar de “as crianças selvagens” que, abandonadas, acabaram vivendo privadas do convívio com adultos da nossa espécie, às vezes com animais. Surpreendeu-me sobremaneira concluir que nem o caráter ou comportamento bipedal, para o qual desenvolvemos, por cerca de sete milhões de anos, uma estrutura óssea adequada, é instintivo o bastante para prescindir do componente educativo do convívio com adultos da espécie organizado em sociedade. As irmãs Amala e Kamala, perdidas em muito tenra idade na Índia do início do século passado e encontradas vivendo com cães selvagens, se deslocavam de quatro!

Os Senhores já sabem onde quero chegar: o homem precisa aprender até para ser humano, ao contrário das abelhas, ou dos lobos, que nascem sabendo praticamente o que tem que fazer, mas não farão mais do que isso. Podem até aprender pela observação, mas não ensinam o que aprendem. Só o homem transmite a cultura. Nada é, portanto, mais importante e vital para ele do que o que chamamos de sua educação. Assim, costumo dizer que “organizarmo-nos em sociedade é nosso maior atributo e também nosso maior requisito”. A educação transforma o animal Homo sapiens no homem, é a interface entre nossa animalidade e nossa humanidade,

Quando o visitei, o Acadêmico Pedro Sampaio perguntou-me: - “Você acha, como Rousseau, que o homem é bom e a Sociedade o corrompe ou, como Kant, que ele é mau ou rude e a Sociedade o detém?” Acho, Acadêmico Sampaio, que o homem é, em seu estado primitivo inicial, um animal que carece do contato com indivíduos adultos de sua espécie para desenvolver sua humanidade. Tanto Victor, o menino selvagem, na França, Kaspar Hauser, o da Alemanha, as meninas lobas Kamala e Amala, da Índia e até a mocinha encontrada recentemente em uma floresta na Tailândia, mesmo recolocados em um ambiente social e familiar revelaram-se incapazes de desenvolver pensamento abstrato e expressar sentimentos.
Então educar é começar cedo. Priorizemos de forma sem precedente o reforço às Escolas Municipais e o Ensino Básico no nosso País. Como cientista e Professor Orientador de cursos de Doutorado em uma Instituição de Pesquisa do porte da Fiocruz aprecio o Sistema Francês que trata da Educação em dois Ministérios: o da Educação, para os Ensinos Básico e Fundamental, e o do Ensino Superior e da Pesquisa para o Ensino Universitário e a Pesquisa.
É lugar comum a comparação que começou a ser feita entre Brasil e Coréia do Sul nos anos 60 em um estudo do Banco mundial. Para mim deixou de ser um chavão depois que estive lá, aliás, junto com o Acadêmico José Rodrigues Coura, e constatamos cidades limpas, ricas, com gente educada e vestida convenientemente, carros bonitos na rua e um shopping como não vi em nenhum outro lugar do mundo no aeroporto de Seul.
Um Coreano médio passa hoje mais tempo na Escola do que um Europeu. Colocada junto com Brasil e Gana no estudo dos anos 1960, a Coréia do Sul superou o Brasil, apontado na época como País do futuro, em vários indicadores incluindo a renda per capta e número de patentes. O Brasil liderava o grupo e tinha o dobro da renda per capta da Coréia (US$ 350 nossos versus US$ 170 deles). Hoje os números se inverteram e a deles é três vezes a nossa (US$ 24.000 deles vs. menos de US$ 7.000 nossos).
As razões são simples: um brutal investimento em educação. O que nem todos sabem é que na Coréia há cinco universidades nacionais de educação que formam professores para o ensino fundamental. Elas têm um vestibular extremamente disputado e recrutam seus estudantes entre os 5% melhores... do secundário. Esses vão ser professores no ensino fundamental. O número de vagas abertas nelas corresponde ao planejamento para o número de professores necessários para quatro ou cinco anos depois, por isso quem consegue entrar nessas universidades tem emprego praticamente assegurado e também a garantia de bom salário. O ordenado inicial de professores de ensino fundamental lá é, em média, maior do que os salários iniciais de outras profissões graduadas. Não parece muito com a nossa realidade..."

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Publicação aqui no blog foi sugerida por Mauricio Martins Rodrigues, Professor Associado e Livre Docente da UNIFESP.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Transplantar e sincronizar

Texto publicado originalmente no site Ciência Hoje

Projetos desenvolvidos em escola municipal carioca visam levar aluno a entrar num laboratório com olhar de pesquisador e entender o que é a metodologia científica.
 

Alunos em volta da bancada no laboratório: na Escola Municipal Anísio Teixeira, 
a ideia é que o estudante entenda ciência em sincronia com o que está sendo pesquisado hoje. (foto: divulgação)

Anísio Teixeira (1900-1971) é um dos educadores brasileiros mais respeitados e conhecidos. Foi um dos fundadores da Escola Nova, proposta do início do século passado que visava, entre outros tópicos, fomentar nos alunos uma maior capacidade de refletir sobre o que se aprendia – em vez de apenas memorizar o conteúdo.

Não à toa, dezenas de escolas pelo Brasil chamam-se Anísio Teixeira. E é em uma "Anísio Teixeira" que ocorre, há dois anos, uma lenta e gradual transformação da relação do aluno com a ciência.
O pontapé inicial foi o projeto Transplantando, idealizado por Mário Alberto C. Silva Neto, professor do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM/UFRJ).

Em 2008, o comichão da ideia de transplantar as condições de um laboratório para dentro de uma escola atingiu Neto, que já participava ativamente do Curso de Férias promovido pela UFRJ para alunos do ensino básico. A falta completa de tempo para tocar o projeto fez com que ele tomasse a atitude mais prática possível.

"Pensei que, para o projeto andar, só haveria uma possibilidade: desenvolvê-lo em uma escola próxima de onde moro. E assim fiz", conta o professor, que vive no bairro da Ilha do Governador (RJ), onde também se encontra a Escola Municipal Anísio Teixeira.

Para a sorte de Neto, a Anísio Teixeira tinha uma diretoria totalmente aberta à sua ideia. No ano seguinte, o Transplantando já estava na escola.

Dezenas de alunos passaram a usufruir de um laboratório com boa estrutura para estudar e com professores aptos a ensinar. A temática? Tudo o que o aluno tem curiosidade de perguntar, mas com foco na área em que o bioquímico (e sua equipe) é especialista: as doenças tropicais transmitidas por insetos hematófagos. Em especial, a dengue.

Assista abaixo à conversa com Leonardo Cunha, 

doutorando de Neto e responsável pelas aulas do Transplantando


A ideia do Transplantando vingou e, também em função do projeto, a Anísio Teixeira foi uma das dez escolas selecionadas para fazer parte em 2011 do Ginásio Experimental, iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro que prevê, justamente, a adoção de novas metodologias de ensino e o uso de tecnologia e experiências em sala de aula.

Alinhados ao Ginásio Experimental, os bioquímicos Neto, Leonardo Cunha e cia. propuseram à escola mudar o projeto de ciências de patamar. Agora, em vez de apenas transplantar o laboratório, eles querem sincronizar aquilo que é discutido no meio acadêmico e de pesquisa com o que é falado na escola.

Por isso, começou, no início deste ano letivo, uma nova proposta: o Sincronizando, que, nas palavras de Neto, "vai possibilitar, por exemplo, que o aluno discuta dentro do laboratório, como um pesquisador de verdade, um artigo que acabou de sair na Science ou na Nature".
Se vai sair algum novo cientista desse empreendimento do pessoal da bioquímica da UFRJ? Não se sabe. Mas já dá para dizer: as aulas serão mais divertidas e instigantes.

Assista à conversa que o Alô, Professor teve com Bárbara Portela, 

professora responsável pelo projeto Sincronizando


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

ImunoGame

Uberlândia - O SBI na rede deste mês aborda o trabalho da comissão interna da sociedade no sentido de aprimorar o ensino em Imunologia no país. Aliado ao processo de reciclagem dos profissionais da área, julgo que nossa grande dificuldade é atrair a atenção dos alunos da nova geração. Este tema já foi alvo de post neste blog.

Neste sentido, a Federação de Cientistas Americanos (Federation of American Scientist - FAS) desenvolveu um jogo tendo a resposta imune como tema. A descrição do enfoque dado pela FAS segue abaixo:

Immune Attack™ is an educational video game that introduces basic concepts of human immunology to high school and entry-level college students. Designed as a supplemental learning tool, Immune Attack aims to excite students about the subject, while also illuminating general principles and detailed concepts of immunology.

Objetivos do jogo:

You must navigate a nanobot through a 3D environment of blood vessels and connective tissue in an attempt to save an ailing patient by retraining her non-functional immune cells. Along the way, you will learn about the biological processes that enable macrophages and neutrophils – white blood cells – to detect and fight infections.

Trailer:





Para o download da versão integral do jogo, os interessados poderão acessar AQUI. O game é gratuito, porém os autores contam com a boa vontade da comunidade em termos de donativos.

Pessoalmente não verifiquei o game. Gostaria que aqueles que o fizeram se manifestassem aqui.

©SBI Sociedade Brasileira de Imunologia. Desenvolvido por: