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terça-feira, 15 de abril de 2014

Oportunidade de pesquisa em Boston na área de Imunologia de transplantes

The Transplant Research Center (Harvard Medical School, Brigham and Women's Hospital) is committed to the development of novel agents to promote immune regulation in transplantation and to identify biomarkers for the earlier diagnosis of allograft rejection/injury.

Our research center integrates both basic science and translational aspects of transplantation. Experimental mouse models of transplantation (heart, kidney, skin and bone marrow), nanotechnology for drug delivery, cellular therapy, and manipulation of T/B cell response via biological and small molecules are some of our basic science expertise.  In the translational arena, our center is a core immunological lab for the CTOT trials and we have currently three ongoing large translational clinical trials of transplantation, in which we are attempting to identify markers of rejection/injury, characterize the allo-antibody response in patients with chronic rejection and investigate signatures for over- or under-immunosuppression in kidney transplant recipients.  We have access to technologies such as Mass Cytometry, Metabolomic profiling and in vivo confocal microscopy.

We actively recruit postdoctoral fellows for positions in the lab (graduate students are considered in special cases). Talented and motivated fellows are sought with a background in science, medicine or research. A two-year commitment is required, US citizens and permanent US residents are encouraged to apply but priority is also given to fellows from abroad who are self-funded. Prior experience with immunology research is important.

If you would like to be considered for a position, please contact us and provide an updated C.V. and a short personal statement (1-2 paragraphs). References will be required.


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Leonardo V. Riella, MD, PhD, FASN
Assistant Professor of Medicine, Harvard Medical School
Associate Physician, Brigham and Women's Hospital
Associate Director of Kidney Transplantation
lriella@rics.bwh.harvard.edu

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Evento em Boston celebra 30 anos do "Christophe Benoist & Diane Mathis Lab"

Por Leo Iwai

Este ano comemoram-se 30 anos do laboratório dos professores Diane Mathis e Christophe Benoist - também conhecido como CBDM-lab -, atualmente associado ao Departamento de Microbiologia e Imunologia da Universidade Harvard.

Diane e Christophe se conhecerem em Estrasburgo enquanto Diane estava desenvolvendo seu pós-doc e Christophe fazendo doutorado, na Universidade Louis Pasteur, com o Professor Pierre Chambon. Mudaram-se para Stanford onde fizeram pós-doc, entre os anos 1981 e 1983. Em seguida, voltaram para Estrasburgo para iniciarem juntos seu laboratório no Instituto de Genética e Biologia Molecular. Em 1999, foram contratados pela Universidade Harvard, onde montaram o laboratório na Joslin Diabetes Center e se mudaram para o New Research Building, também em Harvard, em 2004.

Atualmente há 36 pessoas trabalhando no CBDM-lab, sendo sete alunos de doutorado e 17 pós-docs. Por lá já passaram mais de 140 pessoas, entre alunos de doutorado e pós-docs de diversos países, inclusive do Brasil, como foi o meu caso. Melanie Rodacki, atualmente professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também foi do CBDM-lab, assim como Julia Farashe, vinda do Instituto Weizmann de Israel, que começou agora lá.

Há diversas linhas de pesquisa sendo desenvolvidas no CBDM-lab, como o estudo de diferenciação de células T, tolerância e autoimunidade, em especial o APECED (autoimmune-polyendocrinopathy-candidiasis-ectodermal dystrophy) e estudos translacionais em modelos experimentais de diabetes e artrite reumatóide. Mais recentemente, o laboratório tem liderado o projeto ImmGen (www.immgen.org), estudo multicêntrico de Imunologia de Sistemas explorando o padrão de regulação de expressão gênica em diversos tipos de células do sistema imune de camundongo e humanos.

A celebração dos 30 anos, ocorrida nos dias 24 e 25 de maio, em Boston, reuniu 96 ex-membros do laboratório, ou ex-CBDMers, vindos de diversas partes dos Estados Unidos e do mundo, como Japão, Canadá, México, França, Portugal, Itália, Alemanha, Grécia, Suíça, Dinamarca e Brasil. 



No primeiro dia, os professores Alexander Rudensky e Vijay Kuchroo fizeram uma homenagem especial aos dois chefes do laboratório, e tivemos um ciclo de seminários de alguns ex-CBDMers, que são atualmente CEOs, fundadores de empresas de biotecnologia, diretores, professores e cientistas de diversas universidades e centros de pesquisa espalhados pelo mundo. 



O segundo dia iniciou-se com um ciclo de apresentações de ex-membros do laboratório, compartilhando momentos memoráveis nesses últimos 30 anos, seguido por uma partida de futebol, que se tornou um evento importante e contínuo no calendário de atividades do laboratório, após uma partida de futebol contra o laboratório do Prof Ulrich von Andrian em 2005 que organizei com um outro brasileiro, Leonardo Karan, então doutorando sanduíche pela UFRJ no laboratório do von Andrian, atualmente no Inca.



O encerramento da comemoração dos 30 anos do CBDM-lab foi realizado com um jantar e festa com os ex e atuais membros do laboratório e familiares à bordo do Spirit of Boston, que fez um cruzeiro pelas baías de Boston.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O “supercluster” biotecnológico de Massachusetts

No mês passado participei da 2012 BIO International Convention, conferência de biotecnologia que levou 16 mil pessoas de 65 países ao centro de convenções de Boston.


A conferência é enorme e frequentada principalmente por líderes de empresas de biotecnologia e de indústrias farmacêuticas, e por representantes governamentais.


Durante o painel “Brazilian Innovation Model”, tanto Nelson Fujimoto, Secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, quanto Fernando Kreutz, Diretor Presidente da Fk Biotecnologia S A., e Presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia, disseram que existem atualmente no Brasil 250 empresas de biotecnologia (aqui). As áreas de atuação dessas empresas são saúde humana (39,7%), saúde animal (14,3%), reagentes (13,1%), agricultura (9,7%) e meio ambiente/bioenergia (14,8%). 


Fiquei curiosa querendo conhecer melhor o ambiente biotecnológico brasileiro, e entendi que obter os números de quais são e onde estão as empresas não é fácil. Biotecnologia é uma área diversificada e são muitos os atores envolvidos. Talvez o número citado acima seja uma estimativa conservadora. 


Enquanto busco por informações sobre o Brasil, resolvi descrever o “supercluster” biotecnológico aqui no Estado de Massachusetts (MA). Vamos aos números.

  • há mais de mil empresas de biotecnologia/ciências da vida em MA, segundo o MassBio  
  • só em Kendall Square, o cluster biotecnológico que rodeia o MIT, são 95 empresas de biotecnologia, incluindo Genzyme/Sanofi, Novartis, Alnylam, Biogen Idec, Millennium Pharmaceuticals, Vertex, segundo o famoso estudo do Prof Ed Roberts
  • no ano passado, a Nova Inglaterra foi a região dos Estados Unidos que mais recebeu investimento de capital de risco (USD1.57 bilhões) e de capital de inovação (USD3,18 bilhões) para biotecnologia, segundo relatório da Ernst&Young lançado durante o evento
  • os cinco hospitais que mais receberam financiamento do NIH em 2011 estão todos localizados em Boston: Massachusetts General Hospital (USD324.620.848), Brigham and Women’s Hospital (USD288.436.449), Beth Israel Deaconess Medical Center (USD131.304.171), Dana-Farber Cancer Institute (USD130.136.550) e Children’s Hospital Boston (USD118.512.044), segundo a MassBio
  • as cinco universidades de Massachusetts que mais receberam recursos do NIH em 2010 foram: Universidade de Harvard (USD393 milhões), Universidade de Massachusetts (USD196 milhões), Boston University (USD163 milhões), MIT (USD158 milhões) e Tufts University (USD136 milhões), segundo a MassBio
  • há cerca de 50 mil pessoas trabalhando em ciências da vida no Estado, segundo a MassBio
  • as indústrias farmacêuticas do Estado que mais empregam são Genzyme/Sanofi (4.356), Pfizer (2.600), Biogen Idec (2.300), Novartis (2.100), Thermo Fisher Scientific (1.700), Shire (1.500), Vertex (1.310), EMD Millipore (1.237), Parexel International (1.200) e Millennium: Takeda Oncology (1.050), segundo a MassBio 
Um analista disse ao Jornal Boston Globe, em reportagem publicada no dia 17 de junho, que o “supercluster” biotecnológico da região se formou e tem se mantido por conta do amálgama de cérebros, dinheiro e risco.




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