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Mostrando postagens com marcador Ebola. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Imunologia em destaque nos avanços científicos do ano de 2015

(aqui)


Gostaria de salientar a presença importante da imunologia nos destaques científicos do ano de 2015 pela revista Science

Science  - Breakthrough of the Year
CRISPR

Significant scientific achievements of 2015 (aqui
  • A big year for small worlds It was the year of the dwarf planet. 
  • Kennewick Man's kin the 8500-year-old skeleton was discovered on the shore of the Columbia River in Kennewick, Washington
  • Reproducibility in psychology
  • Homo naledi comes out of the dark -The human family gained a new member in 2015, with the unveiling of a strange new species of hominin from a cave in South Africa
  • Deep mantle plumes rise to the test. Para esclarecer: "also mantle plume)”Geology a localized column of hot magma rising by convection in the mantle, believed to cause volcanic activity in hot spots, such as the Hawaiian Islands, away from plate margins.)”
  • A vaccine against Ebola
  • Yeast engineered to brew opioids
  • Lymphatic vessels: The brain's well-hidden secret
  • Quantum weirdness confirmed 

Além de presente no “breakthrough" a imunologia também aparece em dois tópicos dos "Significant scientific achievements of 2015”. 

Do ponto de vista de divulgação científica, é interessante que o jornal El Pais listou estas escolhas em outra ordem e notem como a forma de descrever as descobertas muda.

El Pais (aqui)

  • La NASA encuentra indicios de agua en Marte
  • El año de Rosetta en el 67P/Churyumov-Gerasimenko
  • El superacelerador de partículas del CERN descubre el ‘pentaquark'
  • 'Homo Naledi', una nueva especie
  • Llega la edición genómica del sistema inmune. "A través del hallazgo del método CRISPR los investigadores han modificado genes que son esenciales para que el sistema inmune decida o no atacar a las células tumorales de su propio cuerpo.”
  • Plutón visto al detalle por la 'New Horizons’
  • Hallada la vacuna contra el ébola
  • Descubierto el sistema linfático del cerebro
  • Así se consigue opio a partir de levaduras
  • La "acción fantasmagórica" existe



sábado, 29 de novembro de 2014

Texto da IUIS sobre o Ebola


O Comitê de Imunologia Clínica da IUIS produziu um texto produziu o texto "A dead-end host: is there a way out? A position piece on the Ebola virus outbreak by the International Union of Immunology Societies” publicado no Frontiers of Immunology (27 October 2014 | doi: 10.3389/fimmu.2014.00562), que pode ser visualizado aqui.

Vejam alguns trechos:
"The fact that not everyone with Ebola virus disease (EVD) has died during the ongoing outbreak in West Africa, with an estimated case fatality rate of 70.8% by September 2014 (1), suggests that some kind of immunity to this virus is possible. "

“It is also likely that the increase in pro-inflammatory cytokines, shown experimentally and in plasma samples from patients with Ebola infection (5), contribute to enhancing vasodilation and the resulting cytokine storm (8) causes immune dysfunction and general “shut-down” of all immunity. Additionally, monkey models have shown that Ebola infection causes apoptosis in by-stander CD4 and CD8 lymphocytes and NK cells"


"As with all pathogens, Ebola has evolved to evade innate immunity by hijacking specific anti-viral pathways, resulting in immunosuppression. VP35 and VP24 inhibit type I interferon activity. VP35 inhi“its induction of IFN-beta production by suppressing phosphorylation and dimerization of IFN regulatory factor 3 (IRF-3) and enhancing SUMOylation of IRF-7 (5, 10). Viral P24 inhibits type I and type II IFN signaling by inhibiting nuclear signaling transducer ad activator of transcription 1 (STAT 1)”

Figura (aqui)


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ebola - Uma nova síndrome de imunodeficiência adquirida?

Estamos vivendo o pior e maior surto de Ebola de todos os tempos, as notícias sobre infecções nos EUA e Europa e as projeções matemáticas realizadas sobre a infecção no oeste africano apontam para expansão geométrica da infecção (http://healthmap.org/ebola/#projection).


A resolução da infecção depende de uma resposta imune antiviral (inata e adaptativa) eficiente e duradoura. Esta orquestração é dependente de três agentes centrais: antígenos (partícula viral reconhecida pelo sistema imune), células apresentadoras de antígenos (ex. células dendríticas) e linfócitos (T CD4+ e CD8+). O reconhecimento dos componentes virais (ex. Antígenos proteicos e material genético) pelas células dendríticas, juntamente com a apresentação de antígenos às células CD4+ e CD8+ citotóxicas, estimulam a produção de inúmeros fatores (citocinas, ex. IFNs) que são responsáveis por potencializar a resposta imune antiviral no microambiente. A capacidade de escapar do sistema de defesa é determinante para o grau de infectividade  e sua importância médica.

Ao entrar no corpo, o vírus do Ebola é capaz de infectar e destruir  as células dendríticas, um dos pilares centrais da resposta imune antiviral. Além do mais, a proteína VP24 do vírus é capaz de impedir a resposta antiviral gerada pelos IFNs (http://www.cell.com/cell-host-microbe/fulltext/S1931-3128(14)00263-7). Com a destruição das células dendríticas e a inibição das vias de ação dos IFNs, as células T não conseguem reconhecer à infecção e eliminá-la. Assim o vírus pode replicar livremente e muito rápido, tornando-o altamente letal.

A porcentagem de óbitos entre infectados com Ebola é alarmante, variando entre 50-90%, porém sua capacidade de contagio (R0) ainda é baixa comparada a outros vírus.




Recentemente, a página da internet “Information is Beautifil” (http://www.informationisbeautiful.net/visualizations/the-microbescope/) publicou um gráfico que demonstra a associação inversa entre a capacidade de contagio dos vírus e sua letalidade.



Contudo, com a disseminação do vírus ao redor do mundo, novas pressões de seleção de mutações aparecerão e consequentemente a razão entre a letalidade e a capacidade de contagio do Ebola pode se inverter. O que podemos esperar de uma infecção crônica pandêmica, que ataca um dos pilares da resposta imune (reconhecimento e apresentação de antígenos)? Devemos considerá-la uma questão de saúde pública similar ao “HIV-1” em um futuro próximo?


Os estudos sobre a epidemiologia do Ebola, assim como o desenvolvimento de uma vacina candidata e/ou terapia eficaz estão apenas começando. Esse mês, o editorial da Science e da Science Translational Medicine lançou uma série de artigos sobre os mais importantes achados na área (http://www.sciencemag.org/content/345/6202/1221.summary). Aconselho a leitura, afinal de contas, quanto mais profissionais envolvidos na solução dessa infecção, mais cedo nos livraremos dela.
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