domingo, 30 de janeiro de 2011
Employment Opportunity – Postdoctoral Scientist, Inflammation Division
Oportunidades de financiamento
A solicitação de apoio pode ser encaminhada em duas diferentes linhas:
Linha 2: participação em evento científico e/ou tecnológico em território nacional.
Eventos realizados de agosto a outubro: até as 17h30min do dia 19 de abril de 2011;
Eventos realizados em novembro e dezembro: paté as 17h30min do dia 1º de agosto de 2011.
As propostas serão classificadas em três faixas abaixo distribuídas, associados a todas as áreas do conhecimento:
Faixa 2: eventos não consolidados de natureza científica e/ou tecnológica a ocorrer nas demais cidades do Estado da Bahia;
Faixa 3: eventos consolidados de natureza científica e/ou tecnológica a ocorrer no Estado da Bahia.
The ISID Scientific Exchange Fellowship Program was established in 1992 to promote collaboration among researchers in different countries by enabling infectious disease researchers in the formative stage of their career to extend their research experience in institutions outside of their region. These awards are not restricted to physicians and are intended to support young scientists from developing countries in updating their knowledge of new, relevant laboratory techniques or in learning specific skills and techniques. Proposals that enhance the transfer of technologies to geographical areas where they are particularly needed will be favored.
Laboratory courses of up to 10 days' duration are intended to train scientists and technologists in the theory and practice of advanced biotechnology research, as well as to address subjects and priorities of a regional nature. Training courses are to be conducted by the organising institute's staff and invited lecturers.
The programme also accommodates proposals for resarch workshops, symposia and conferences intended to disseminate scientific knowledge and enhance interaction of researchers and policy makers from ICGEB Member States. Research-orientated meetings are generally of two to five days duration.
The Foundation awards PhD Fellowships to outstanding young scientists who wish to pursue an ambitious PhD project in basic biomedical research in an internationally leading laboratory. The purpose of this program is to promote basic research in biomedicine by providing the best young, up-and-coming scientists with comprehensive support during their PhD phase.
The FMI International PhD Program provides advanced, interdisciplinary training in epigenetics, neurobiology and signaling & cancer. PhD students admitted to the program receive theoretical and practical training, and conduct a research project under the supervision of an FMI group leader, monitored by a Thesis Committee of university professors and experts chosen by the student.
PhD students learn highly advanced techniques from specialists and are introduced into experimental analysis at multiple levels of biological organization. PhD students at the FMI are enrolled at the
Together with the Biozentrum of the
2. Neurobiology;
3. Cell biology;
4. Developmental biology;
5. Biophysical chemistry;
6. Structural biology;
7. Systems biology;
8. Bioinformatics.
sábado, 29 de janeiro de 2011
CUTTING EDGE - Última novidade científica nos EUA
O vídeo teve mais de 1 milhão e 300 mil acessos em uma semana. Ironicamente, isso é quase o dobro do número total de acessos a todos os vídeos do canal Youtube da Cell, que a moça tanto cobiça.
Mostrando que fazer ciência aqui por essas bandas também não é mole...
Curso Avançado de Patogênese do HIV
Frontiers in Immunology, IUIS official journal.
Dear Colleagues, Dear Friends, The New Year started with an important achievement for the IUIS. The IUIS has now formally signed the contract with Frontiers in Immunology, which is now our official journal. This achievement provides the with the opportunity to announce latest news related to immunology, be it from research, politics or public health. This will significantly increase crosstalk between immunologists all over the world. Frontiers in Immunology will publish papers of highest quality and aims at becoming one of the top journals in our field. Hence, please spread the word amongst members of your society that Frontiers in Immunology is now our official journal. Perhaps members of your society want to actively work with Frontiers at one of the different editorial levels. Moreover, I hope that members of your society will consider submitting high-quality papers to Frontiers in Immunology. For further information please have a look at the journal's website. Wishing you a Healthy and Prosperous New Year, Stefan H.E. Kaufmann President, IUIS
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Vamos com calma
Rockefeller University, New York
Alma não tem cor, porque eu sou branco
Alma não tem cor, porque eu sou negro
Chico César
Não sou patriota (“ter amor e devoção a um país”). Muito menos nacionalista (“forte identificação de um grupo de indivíduos com a nação”). Acho que ambos geram, salvo raríssimas exceções, muito mais danos que benefícios. Basta ver o exemplo recente do “Tea Party” aqui nos EUA. Torço pelo Brasil na copa do mundo, voto sempre que posso, tenho grande interesse em notícias políticas, sociais ou culturais do Brasil. Mas também gostei quando os republicanos perderam nos EUA, não gostei quando o Cavaco Silva foi reeleito em Portugal. Enfim, ponto feito e preferências pessoais a parte, tenho recebido muitas notícias positivas do Brasil recentemente, várias incluem avanços, diria saltos, na área de ciência e tecnologia. Talvez por isso, talvez por outros motivos indefinidos, uma onda de reportagens nas principais revistas científicas mundiais (Science, Nature) ou mesmo revistas menos especializadas (The Economist), tem colocado o Brasil como o próximo (quiçá atual) principal destino da ciência. Este assunto foi recentemente abordado no SBlogI (http://blogdasbi.blogspot.com/2011/01/go-south-young-scientist-sugere-o_13.html) e gerou comentários bem interessantes. Tenho a impressão de que a copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, associadas à fascinante (e merecida) aprovação do ex-governo Lula, podem exaltar ainda mais os espíritos nacionalistas no Brasil. Espero que isso não ocorra, muito menos na ciência. Uma exaltação ao “sentimento nacional” pode desviar a ciência brasileira de um caminho pé-no-chão. A ciência não tem (ou não deveria ter) cor. Não posso dar uma opinião exata sobre a situação atual da ciência e mais especificamente da Imunologia brasileira, pois estou fora há vários anos. Ouvi reações positivas das pessoas que compareceram à última reunião da SBI, como sobre a alta qualidade dos pôsteres. De qualquer maneira, me parece precipitada a exaltação. Estamos longe ainda.
Diversidade
Acho que apesar dos mil e um problemas da sociedade e cultura norte-americanas, o fato da ciência aqui ser (ainda) tão patentemente aberta à qualidade e diversidade de opiniões, não importando muito de onde vem essa qualidade, é algo que deveríamos prestar atenção. Noam Chomsky é judeu e americano, e apesar de chamar os americanos e israelenses de terroristas (e justifica as razões), ainda assim é professor do MIT há mais de 50 anos. O governo americano é abertamente contra o Irã, ainda assim tenho vários colegas iranianos na Rockefeller University. Uma impressão que eu tinha quando estava em Universidades brasileiras era que a justificativa principal da baixa qualidade (em termos gerais) da produção científica brasileira era devido tão-somente à falta de verbas. Não é. Acho que temos outros problemas além de verbas. Não me parece que o cientista brasileiro é mais ou menos brilhante que o cientista de outros países. Há diferenças nítidas na maneira de fazer ciência entre as culturas e países, mas isso não impede (ou facilita) de maneira significativa a possibilidade de fazer ciência de qualidade. Parece-me que as verbas são insuficientes em quase todos os estados, verdade. Deveria melhorar (e aparentemente está melhorando). Mas a ciência não se faz somente de verbas. Problemas de importação, burocracia, falta de divisão (ou prioridade) entre o “pesquisador” e o “professor” (assunto discutido com freqüência entre os cientistas brasileiros no exterior); todos contribuem negativamente para a qualidade da ciência brasileira. Ainda assim, o Brasil tem ciência de qualidade em vários setores e áreas; há muitos exemplos (conservação, energia, física teórica, química, ecologia, parasitologia, etc). No entanto, acho que a Imunologia me parece depender bastante, talvez mais que outras áreas relacionadas, da diversidade. A diversidade de repertório do Sistema Imune é fundamental (o posts do Prof. Nelson Vaz retratam isso de maneira brilhante). O repertório, sendo ele de imunologistas, idéias, técnicas, animais, disciplinas também é fundamental para a Imunologia crescer. Conversar com o geneticista, neurocientista, parasitologista, fisiologista é fundamental. Assim como é fundamental dar possibilidade para o americano, alemão, francês, chileno, argentino, sueco irem para o Brasil e interagirem com o imunologista brasileiro. Acho que devemos fazer um esforço ainda maior para que isso ocorra com mais freqüência, não há como darmos o salto prometido pelas revistas se não incentivarmos a diversidade.
Como fazer isso? Não tenho as respostas. Nem toda crítica necessita de um solução para o objeto criticado. Acho que o incentivo a cursos, seminários, discussões em inglês é um dos passos necessários. A criação de bolsas que ajudem ou incentivem estrangeiros que querem ir fazer ciência no Brasil é outro passo. Conheço muitos, muitos cientistas excelentes que gostariam de passar alguns anos no Brasil. Alguns vão, mas não é suficiente ainda. Temos muito do contrário: possibilidades para cientistas brasileiros fazerem ciência fora, isso também é importante/fundamental, mas acho que se quisermos que os “Young scientist, go south” (como estampou a The Economist”) temos que dar possibilidades para que isso aconteça. Uma imunologia quase monoclonal acaba só gerando doenças auto-imunes.
Auto-crítica
O sentimento nacionalista também pode influenciar outras decisões que nos afastam de uma política pé-no-chão. Um exemplo são as áreas de pesquisa do laboratórios. Qual é a sua pergunta? Mesmo sendo relevante, vale a pena investir nessa pergunta se outros 10 grupos de ponta fizeram a mesma pergunta? Será que deveríamos evitar as áreas específicas que já estão (obviamente) sendo abordadas por laboratórios americanos/europeus? Muitos (como eu) acham que sim, pois não há como competir. Outros acham que não, pois ainda assim podemos gerar conhecimento, educar e fazer a ciência andar para frente. Este é um assunto delicado, já que existem opiniões muito interessantes de vários lados. Acho (portanto, é uma opinião apenas), que independentemente do lado que apoiamos, deveríamos ter bom senso, e entender que a diferença ainda é grande entre as possibilidades “experimentais”, por vários dos motivos citados acima. A competição para resolver questões “quentes” já faz pouco sentido na ciência de ponta, pois o valor científico em publicar algo idêntico, mas uma semana antes que algum outro grupo, é dúbio. Assumir uma inferioridade técnica é um passo importante para gerar questões diferentes, inter-disciplinares, descobrir nichos que não estão repletos e ainda assim são relevantes. É também um passo crucial para saber onde melhorar. Também abre as portas para tentar identificar e usar potenciais locais e regionais que possibilitariam responder às questões de forma original. Acho que uma mudança de comportamento, associada à políticas governamentais corretas ajudarão a mudarmos o fluxo. No momento, o fluxo ainda é “Scientist, go North”. Antes do fluxo estabilizar ou se inverter, acho que deveremos tentar entender porque em geral a preferência dos que sobem para o norte ainda é também “Stay North”.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Princípio da incerteza em interações imunológicas
A regulação das respostas imunológicas, se transferimos para uma visão meramente física, nada mais é que um complexo sinal de integração de máquinas, onde tomada de decisões se misturam com informações moleculares provenientes de múltiplas fontes. O princípio da incerteza descrito por Heisenberg se aplica aos processos imunológicos observados por nós? Tanto a descrição quanto a compreensão do processo decisório de linfocitos dentro do contexto dinâmico deste torvelinho multifacetado da interação de linfócitos (e outras células do SI) parecem realmente muito complicadas. Duas redes principais podem ser aplicadas para descrever esses fenômenos: a determinística e outra probabilística. Gostaria de indicar esta revisão, que trata dos campos probabilisticos em física para aplicar ao campo da Imunologia. Além disso, indico uma outra revisão , publicada pelo Ruslan, que trata de hubs utilizados por patógenos que demonstrar os modelos de rede em escala descrito nas ciências exatas anteriormente. Será que a teoria do tudo procurados por físicos e matemáticos descreverá também os fenômenos imunológicos?
Literatura sugerida
1. Hodgkin PD. A probabilistic view of immunology: drawing parallels with physics. Immunol Cell Biol. 2007 Jun;85(4):295-9. Epub 2007 Apr 24.
2. Brodsky IE, Medzhitov R. Targeting of immune signalling networks by bacterial pathogens. Nat Cell Biol. 2009 May;11(5):521-6
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Plasticidade de Linfócitos Inatos???

Quando se tornam RORgt -, respondem à presença de IL-23 com a produção de IFN-g em vez de IL-22 ou IL-17. Essas células NKp46+RORgt- produtoras de IFN-g são potentes indutoras de colite em modelo experimental. Alguns autores têm proposto que as células LTi-like ou NKR-LTi poderiam representar versões inatas dos linfócitos Th17 e Th22, assim como as células NK e os nuócitos seriam a versão das células Th1 e Th2, respectivamente (Spits & Santo, 2011) (figura 2).

De uma maneira geral, esses linfócitos inatos, ainda pouco estudados e pouco compreendidos, parecem exercer um papel importante na homeostase intestinal e a descoberta de sua plasticidade funcional pode fornecer evidências para a compreensão de eventos atribuídos exclusivamente às células da imunidade adaptativa durante processos inflamatórios intestinais. Vamos ficar de olho nessas células!!!
Denise Morais da Fonseca
Pós-doutoranda - Departamento de Bioquímica e Imunologia - FMRP-USP
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Parasitos ajustam o relógio biológico do hospedeiro
Faculdade de Medicina
Universidade Antonio Nariño
Bogota, Colômbia

As características clínicas da malária, com ciclos de febre e hemólise, sugerem que existe um tipo de “sincronia” na fisiopatologia desta infecção. Contudo, ainda restam dúvidas sobre quais são os mecanismos que o parasito utiliza para manter essa precisão no tempo. Trabalhos anteriores sugerem que uma produção cíclica de melatonina por parte do hospedeiro poderia induzir tal sincronismo.
O estudo de Aidan J. O'Donnell e colaboladores na revista Proceedings of the Royal Society of Biological Sciences, mostra de uma maneira muito simples que o Plasmodium chabaudi é capaz de detectar o ciclo circadiano do hospedeiro, levando a um aumento na proliferação do parasito. A manipulação experimental do ciclo circadiano de animais previamente infectados ou receptores de formas infectantes leva a redução dos níveis de parasitemia.

