segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lessons Learned from The GodFather





Durante o meus pós-doc e agora no Brasil na UFRJ e em fase de formação e estabelecimento de meu grupo de pesquisa, cada vez mais me pergunto o que faz um pesquisador ou seu “time” bem sucedidos a ponto de fazer uma descoberta que acaba por revolucionar um determinado campo da Ciência. 
Aproveitando entrevista do recém-laureado com o Nobel em Química Dr. Robert Lefkowitz (Duke University, North Carolina, USA) - The Godfather of G Protein Coupled Receptors (GPCRs) na Circulation Research (Profiles in Cardiovascular Science, Circ Res. 2010;106:812-814) publicada em 2010 (2 anos atrás) -   tento fazer uma brincadeira e uma pequena reflexão (leia a matéria e a entrevista na íntegra em http://circres.ahajournals.org/content/106/5/812.full).
Em determinado ponto da entrevista se discute qual o segredo do sucesso e que characterísticas um grupo de pesquisa precisa ter que o faz ser acima da média. A questão principal é que não existe fórmula, e de que nem todas as pessoas bem sucedidas tem os mesmos “dons”.  Mas se tivéssemos que falar sobre isso e ressaltar alguns pontos, seriam os citados abaixo relevantes? E com que ordem de importância?

O “segredo do sucesso” está:

(  ) No hardwork – Sem “suor” as boas ideias ficam no papel. Muitos tem boas ideias, mas o que os diferencia é a capacidade de trabalhar para que elas se concretizem.

Na inteligência, mas aqui temos que criar subitens, pois podem existir diferentes manifestações de inteligência.

(   ) No dom do conhecimento – esse é o inteligente que lê todos os artigos da literatura e que sempre tem conhecimento acumulado e algo a dizer sobre qualquer hipótese possível.

(   ) No dom da criatividade – esse é o inteligente que tem a capacidade de “tirar da cartola” grandes e inesperadas ideias ou sugestões

(   ) No dom da síntese – esse é o inteligente que é capaz de analisar diferentes achados e conectá-los de uma maneira que outros nunca fizeram.

(  ) No dom da “genialidade” (talvez essa não seja a definição mais correta) – esse é o inteligente que aponta em meio a muitas possibilidades o experimento perfeito para responder determinada pergunta e é capaz de viabilizá-lo.

(   ) Entusiamo, foco e persistência.


Você pode ter 1, 2 ou 3 desses itens, mas se você tiver 4 ou mais, aumenta a possibilidade da sua pesquisa se diferenciar. Faça o teste!!!!!
 
 
Para finalizar reproduzo aqui o advice que Dr. Lefkowitz deixa para young scientists (or not ) going through tough times:

“Keep going! And that’s not just advice for scientists. Science is just one microcosm of life. Of course, science is primarily failure. The fraction of our work that succeeds is tiny. But, in any career or life, there will be low points. I give a talk to the fellows here at Duke about once a year called, “How to deal with failure and rejection in science.” The first thing I say is, “This lecture is not about your love life.”

PS: Dr. Lefkowitz clonou o primeiro GPCR - o receptor adrenérgico beta2 - em 1986 e a clonagem de outros receptores adrenérgicos se seguiu rapidamente. Quando Lefkwotiz começou sua carreira cientifica no final da década de 60, não havia prova definitiva de que os GPCRs na verdade existiam. Passou sua vida estudando a regulação e os mecanismos de sinalização dos receptores adrenérgicos contribuindo não só na descoberta e caracterização desta família de receptores, mas também acelerando as descobertas no campo do funcionamento e regulação do sistema cardiovascular.
Boa semana a todos 

Josi

4 comentários:

  1. Se eu pudesse, clicaria no botão do "curtir". Muito bom esse post para uma segunda feira.
    Abraços
    camila

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  2. Muito bom mesmo! Muito importante o que ele disse, e vi varios estudantes reproduzindo as palavras dele nas redes sociais. Inspiração sempre vem bem, nesse nosso dia a dia tão dificil. Abraço, Cris

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  3. Realmente um excelente post. Parabéns.

    Quando li o título, achei que vc ia dizer algo como: "mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda"....

    Abs

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  4. Instiga um pouco de coragem.
    Walk On!

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