Recrutamento de células T de memória: Células T auxiliares de memória induzidas durante imunização reconhecem o antígeno apresentado. Fonte: http://www.historyofvaccines.org/m/how-vaccines-work© 2016 The College of Physicians of Philadelphia.
Quando células T respondem à um determinado patógeno, elas
proliferam e uma fração de suas progênies dará origem às células de memória de
longa duração. Infecções em vertebrados elicitam linfócitos T CD4+ de memória
que participam da imunidade protetora. O processo inicia-se quando peptídeos
microbianos ligados ao complexo principal de histocompatibilidade de classe II
(MHC-II) são apresentados às células do hospedeiro e reconhecidos pelos
receptores de células T (TCRs), a partir de poucas células T CD4+ naïve de um
vasto repertório. Essas células proliferam, diferenciando-se em tipos celulares
distintos de células efetoras que auxiliam células B e macrófagos a eliminarem a
infecção. Cerca de 90% dessas células desaparecem e o restante constituem as
denominadas células de memória de longa duração. Estudos prévios indicam que algumas
células T CD4+ naïve podem terminalmente se diferenciarem em células efetoras,
enquanto outras, com maior avidez de ligação aos TCRs, transformam-se em
células de memória. Por outro lado, outros estudos propõem que a partir de uma
célula única poderiam ser formadas ambas subpopulações, células efetoras e de
memória. Assim, a contribuição de todas as células naïve no repertório policlonal
para o pool de células T de memória ainda não estava bem definido.
No intuito de esclarecer essa questão, o grupo liderado pelo
Dr. Marc K. Jenkins do Department of
Microbiology and Immunology, Center for Immunology, University of Minnesota
Medical School, Minneapolis, nos EUA publicou recentemente um trabalho na
Revista Science, onde propôs um modelo murino de transferência adotiva de
células para responder a essa questão. Eles abordaram o tema por determinação
do destino de várias células únicas provenientes do repertório de células T
CD4+ naïve de camundongos C57BL/6 específicas para um peptídeo (LLOp) da proteína
listeriolisina O de Listeria
monocytogenes ligado ao MHC-II (-Ab), após a infecção dos camundongos com
uma cepa atenuada da bactéria.
Os investigadores demonstraram que praticamente todas as células
naïve patógeno-específicas produziram células de memória durante a infecção. A
observação de que uma população de célula de memória clonal provavelmente tem a
mesma razão de subpopulações de células auxiliares do que a população predecessora
é consistente com cada célula efetora na população tendo a mesma chance de
tornar-se uma célula de memória, ou seja, cada célula T CD4+ naïve
patógeno-específica produz uma razão correspondente de tipos celulares
efetores iniciais na resposta imune que é mantida na população clonal de
células T de memória.
Referência
Tubo NJ, Fife BT, Pagan AJ, Kotov DI, Goldberg MF, Jenkins
MK. Most microbe-specific naïve CD4⁺ T cells produce memory cells during
infection. Science. 2016 Jan 29;351(6272):511-4. doi: 10.1126/science.aad0483.
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