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BRASILEIRA DE IMUNOLOGIA
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


Bom dia,

Neste meu primeiro post de 2013 gostaria de comentar sobre um artigo publicado no dia 8 deste mês no Journal of Biological Chemistry (aqui). Neste artigo, foi demonstrado que além dos sítios de ligação para RIP2, os domínios CARD de Nod1 e Nod2 possuem também sítios de ligação para ubiquitina (Ub). Ainda de acordo com o artigo, ao se ligar ao CARD de Nod1 a Ub competiria com Rip2 e desta forma aumentaria a sinalização disparada pelo estímulo com ligantes de Nod1. Para comprovar esta hipótese os autores realizaram experimentos com Nod1-CARD mutados no sítio de ligação a Ub e de fato observaram maior produção de IL-8 durante o estímulo com iE-DAP. O artigo é muito interessante e abre novas possibilidades para o entendimento dos mecanismos envolvidos na sinalização dependente de Nod1 e também de Nod2. Porém, na minha opinião, o achado mais interessante do trabalho não foi muito explorado e discutido (talvez numa próxima publicação?)…Os autores confirmaram que ATG16L1 interage com Nod1 e Nod2 e foram além, demonstrando que ATG16L1 interage com a Ub. Esta observação é extremamente importante porque faz de ATG16L1 um possível sensor para Ub. Como sabemos, bactérias intracelulares são ubquitinadas quando estão livres no citosol. Será que ATG16L1 reconhece diretamente estas bactérias ubiquitinadas no citosol e dispara a autofagia de maneira análoga à p62?

Bom, se alguém estiver interessado em testar essa hipótese e tiver disposição e COMPROMETIMENTO (como isso anda em falta…) por favor entrar em contato.

Grande 2013 para todos nós!



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Simpósio Keystone sobre resposta imune inata em doenças infecciosas ocorrerá em maio no Brasil


Ainda é possível submeter resumos para o Simpósio Keystone que ocorrerá em maio deste ano na Universidade Federal de Ouro Preto, "o primeiro de uma série", esperam os organizadores.

Organizado por uma rede internacional, sob a liderança de Ricardo T. Gazzineli, Gustavo P. Amarante-Mendes, Anne O'Garra e Alan Sher, o simpósio tratará sobre a resposta imune inata na patogênese de doenças infecciosas.

Vale a pena conferir a rica programação científica prevista para os cinco dias do simpósio (aqui).



Os resumos poderão ser submetidos até o próximo dia 4 de fevereiro, acessando o seguinte link: submissão.

Mais detalhes abaixo.


The innate immune receptors and pathways involved in pathogen recognition are the subject of intense research. Nevertheless, our overall understanding of the complex interactions between innate immunity and infectious agents and how they influence disease development is still limited. In this meeting, we plan to address the following main points: (i) molecular events of innate recognition and host cell activation by infectious agents; (ii) innate mechanisms of pathogen elimination or persistence in host cells; (iii) the consequences of activation/evasion of specific innate immune pathways on microbial pathogenesis and disease outcome; (iv) the role of innate immunity in the development of beneficial versus deleterious acquired immune responses during infectious diseases; and (v) manipulation of specific innate immune pathways for therapeutic and prophylactic intervention in infectious diseases. A major emphasis of the scientific program will be on infectious diseases of the tropics, where the role of innate immunity is less delineated. It is hoped that the symposium will generate a new understanding of innate host-pathogen interactions that regulate resistance versus disease outcomes and by so doing contribute to the design of new strategies for immunological intervention.

The rational development of immunological interventions that are effective for treating or preventing infectious diseases is still on its infancy. For decades, the majority of the studies on immunopathogenesis have dealt with physical damage and inflammation, primarily mediated by lymphocytes. The main focus of our scientific program will be on the interface of the innate immunity and microbial pathogens, as a key step that is determinant of protective versus deleterious immune responses, and thereby of disease outcome. The meeting will promote discussions on fundamental concepts as well as new advances in the role of innate immunity in host resistance and pathogenesis of infectious diseases, with special emphasis on infections of the tropics. Investigators from different areas, such as biochemistry, cell biology, immunology, microbiology, parasitology, infectious diseases, tropical medicine and biotechnology will be included to encourage the discussion of interdisciplinary concepts and new directions for the field. This is the first of a series of Keystone meetings to be held in Brazil, and should also foster the participation of Latin American students and scientists.  The close interaction of these participants with leading international experts in the field should lead to a stimulating atmosphere that we hope will promote the development of new South-North collaborations and research networks.





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tumor, Calor, Dor, Rubor: Uma batalha entre o bem e o mal

              
               Capa da ScienceVol. 339 no. 6116 p. 155 - DOI: 10.1126/science.339.6116.155


A Science acaba de publicar uma edição especial em inflamação e nada melhor do que começar 2013 falando sobre um tema tão interessante e que cada vez mais parece ter um papel crucial em múltiplas patologias. Tumor, calor, dor e rubor são os chamados sinais cardinais da inflamação. São sinais frequentemente observados quando por exemplo espetamos um dedo num prego. É uma resposta protetora cheia de boas intenções que aparece na tentativa de eliminar o agente agressor e reparar o local lesado. Quando isso acontece em poucos dias os sintomas desaparecem. É essencial à vida uma vez que evita que um simples corte nos mate. Entretanto como uma resposta tão bem intencionada pode se tornar maléfica? Quando a resposta inflamatória não consegue per se eliminar o agente agressor, ou quando a lesão tem uma causa desconhecida ou auto imune, ela pode contribuir substancialmente para a patogênese de várias doenças. Então podemos entender o Yin-Yang da inflamação, ou seja, sua dualidade. Não poderíamos viver sem ela e é a própria que acaba por muitas vezes complicando nossas vidas ou nos deixando gravemente doentes. 
       
Nesta edição da Science há destaque para três artigos. O primeiro de Aguzzi e colaboradores (Science, 339, 6116, 156) discute como a microglia (células semelhantes a macrófagos no cérebro), apesar de ter um papel no agravamento de doenças neurodegenerativas tais como Alzheimer, doenças causadas por prion e lesões cerebrais,  também parece desempenhar uma função protetora e de reparo do tecido cerebral. 
         
O segundo artigo publicado por Swirski e colaboradores (Science, 339, 6116, 161) discute o papel dual dos leucócitos na aterosclerose e no infarto do miocárdio. Apesar de serem importantes para o reparo tecidual cardíaco após um ataque, a mobilização leucocitária pode agravar a aterosclerose e levar a um novo infarto.  

No terceiro artigo da série, Odegaard e Chawla (Science, 339, 6116, 172) discutem como a inflamação associada à obesidade contribui para doenças metabólicas, mas também ressaltam a importância da resposta imune na  manutenção da sensibilidade à insulina. 

Por fim, do ponto de vista da filosofia do Yin-Yang poderíamos concluir que não existe luz sem escuridão. 

A edição está bastante interessante e provocativa. Vale a pena dar uma olhada !!!!

Muitas discussões Yin-Yang para todos em 2013!!!!

Abraço

Josiane

domingo, 13 de janeiro de 2013

A HIPÓTESE PATHOS-D: A RELAÇÃO ENTRE DEPRESSÃO E QUESTÕES IMUNOLÓGICAS

          Doenças que levam à depressão são muito comuns nos dias de hoje. Todo mundo já conheceu alguém que tem ou teve algum sintoma depressivo ou que está em uso de medicamentos para depressão. Isso se dá não somente pelo aumento das pesquisas relacionadas à area de psicobiologia e psicofarmacologia, mas também a melhores diagnósticos e acesso das pessoas a medicamentos e a consultas por profissionais da saúde. Porém, a questão que surge é se as desordens depressivas maiores (depressões clínicas) são tão prejudiciais à sobrevivência e reprodução do indivíduo, por que então as variantes alélicas que promovem essas desordens não foram eliminadas ao longo da evolução?


         Numa belíssima tentativa de decifrar essa questão, Raison e Miller (2013) desenvolveram uma hipótese um tanto curiosa, principalmente por envolver aspectos imunológicos. Os autores supõem que alelos que potencialmente podem levar à depressão se originaram e se mantiveram no genoma humano devido à sua função complementar (ou integral) na modulação das respostas comportamentais e imunológicas que promovem a defesa do hospedeiro contra patógenos. Isto é, sintomas depressivos (como sociofobia, anedonia, anorexia e insônia) estão correlacionados com aumento da resposta imunológica a um patógeno (ver comentários abaixo), logo seus alelos variantes sofreram forte pressão seletiva positiva, mantendo-se no genoma. Então surge a hipótese da PATHOS-D (Pathogen Host Defense)

            Distúrbios depressivos são acompanhados por um aumento da resposta imune inata, podendo haver aumento de marcadores inflamatórios no sangue. Curiosamente, o aumento desses marcadores em indivíduos não depressivos pode predizer o desenvolvimento de depressão futura (Miller e cols., 2009). Os marcadores mais envolvidos nessas sintomatologias são classicamente conhecidos, tais como a IL-6, TNF-a, IL-1b, IFN e proteínas inflamatórias de fase aguda (Zorrilla e cols., 2001; Pasco e cols., 2010). O aumento dessas citocinas no sangue do indivíduo induz a apresentação de um comportamento denominado de “sickness behavior” (ou literalmente “comportamento doentio”), facilmente visto em animais (Aubert e cols., 1997; Bassi e cols., 2012) e humanos (McKusker e Kelley, 2013), cujos sintomas podem incluir anedonia, anorexia, caquexia, piloereção, hiperalgesia, fotofobia, febre, entre outros.

           Ao encontrar um antígeno imunogênico, o corpo reage organizando uma resposta hierárquica e controlada tanto localmente como sistemicamente, recrutando ambos sistemas imune e nervoso. Quando há o reconhecimento do patógeno, ocorre a liberação em cascata de citocinas pró-inflamatórias, tais como IL-6, TNF-a, IL-1 e IFN-a, quimiocinas e indução de moléculas de adesão. As citocinas e células encontradas na circulação periférica ativam e interagem com o sistema nervoso, produzindo hipervigilância (parte dorsal do córtex cingulado anterior), evitando futuras lesões e exposição ao patógeno, conservação/preservação (núcleos basais), promovendo a organização das reservas energéticas para a eliminação do patógeno e da cura dos ferimentos (Figura)




A hipótese PATHOS-D se apóia nos seguintes fundamentos:
1)      A depressão deve estar associada ao aumento do processo inflamatório e a ativação do mesmo deve induzir depressão;
2)  Variantes alélicas que aumentam os riscos de distúrbios depressivos (DD) podem aumentar os mecanismos de defesa em geral e da imunidade inata;
3)      Fatores ambientais para DD devem estar associados com o aumento do risco de infecções e aumentar a ativação inflamatória;
4)      Os padrões de aumento da atividade inflamatória associada aos DD devem diminuir a mortalidade por infecção nos ambientes de origem;
5)      Sintomas depressivos devem aumentar a sobrevivência no contexto da infeção aguda e em situações nas quais o risco de infecção pelo ferimento é alto.

             Em contrapartida, a PATHOS-D não é corroborada por toda a literatura científica, pois nem todos os pacientes com DD apresentam marcadores inflamatórios aumentados no sangue e/ou no líquor (Raison e Miller, 2011; Schmidt e cols., 2011; Raison e cols., 2010). Além disso, há a questão da adaptabilidade do indivíduo, pois o organismo, como um todo, tentará se adaptar ao máximo ao ambiente, podendo levar à depressão somente em casos extremos e onde não se tem controle sobre as variáveis ambientais (é interessante dar uma olhada na Teoria de Selye sobre a Adaptação Geral, mas isso já é outra história). Outro ponto é que a administração de citocinas a animais e humanos não leva necessariamente a sintomas depressivos (Capuron e cols., 2005; Raison e cols., 2010). Por exemplo, nem todo paciente em uso de IFN terá sintomas depressivos completos, mas pode ter, separadamente, outras variantes que incluem fadigas, dores musculares, insônias, anorexia, etc.

           O ponto positivo é que a PATHOS-D pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos contra patologias imunológicas e mentais. Muitos autores tem descrito o tratamento de distúrbios depressivos por meio do uso de antiinflamatórios (Lotrich e cols., 2011), e também o tratamento de processos inflamatórios por meio de antidepressivos (Marteli e cols., 1967; Neveau e Castanon, 1999).

            Em resumo, a teoria PATHOS-D sugere que os alelos responsáveis por distúrbios depressivos são resultado de mecanismos de defesa contra patógenos ao longo da evolução. Isso nos mostra que o neurônio tem uma participação importante no sistema imune durante o combate a patógenos. E isso está conosco muito antes do neurônio, muito antes do macrófago, muito antes do próprio genoma.

Fonte: Raison CL, Miller AH. 2013. The evolutionary significance of depression in Pathogen Host Defense (PATHOS-D). Molecular Psychiatry. 18, 15–37.



Post de Gabriel Shimizu Bassi

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

UFRJ LANÇA EDITAL PARA CONCURSO DE PROFESSOR COM MAIS DE 300 VAGAS


No dia 24 de dezembro a UFRJ publicou edital para seleção de provas e títulos com mais de 300 vagas para o cargo de docente do magistério superior. As vagas alcançam todos os centros universitários e boa parte das unidades, além do Polo em Xerém e o Campus Aloísio Teixeira da UFRJ em Macaé.
As inscrições irão do dia 8 de janeiro até às 23 horas e 59 minutos do dia 6 de fevereiro de 2013, exclusivamente por meio de sítio eletrônico (concursos.pr4.ufrj.br) criado para esse certame, de acordo com a deliberação do Conselho Universitário em 12 de dezembro, que criou, também, uma Comissão Executiva para acompanhar todo o processo até sua conclusão.
Os candidatos poderão acompanhar o cronograma do concurso por esse sítio e os programas para cada setor estarão disponíveis a partir do dia 8 de janeiro.
Depois de feitas as inscrições o candidato deverá comparecer a unidade acadêmica para qual irá concorrer, munido com a documentação exigida e aguardar a homologação definitiva de sua inscrição, que será informada pelo próprio sítio eletrônico, assim como os endereços das unidades da UFRJ.
Estará disponível, também, para os candidatos o telefone: (021) 2598-1818 que funcionará das 9 às 17 horas, a partir do dia 8 de janeiro, como central de informações e atendimento.


Vejam o link:
http://concursos.pr4.ufrj.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21:edital-no-312-de-21-de-dezembro-de-2012&catid=1

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O SBlogI deseja aos seus leitores um excelente 2013

Com votos de um produtivo e instigante 2013, informamos que retomaremos nossas atividades no próximo dia 14 de janeiro.

Até lá!

"Deus em seu repouso", Lapinha da Serra, Serra do Cipó (março de 2012), por Nelson Vaz.  

domingo, 6 de janeiro de 2013

Resistência herdável à cocaína... Será minha gente???



          Eis que como um raio luminoso e digo logo um tanto DESESPERADOR ! rs  que já de meias e assistindo a Retrospectiva 2012, recordei-me (ao fazer a MINHA retrospectiva do ano) do encarecido e já longínquo pedido do querido chefe para a confecção de um post!... Foi então, que em meio às lamentações temporárias me lembrei de algo muito interessante que havia lido na semana passada em uma dessas redes sociais (fingindo agora, um certo descaso! rs) e que confesso um tanto descrente no início, fui atrás do suposto trabalho.

     Contrariamente ao esperado pela máxima “tal pai, tal filho “cientistas da Universidade da Pensilvânia (U Penn) mostraram que filhos de ratos machos usuários de cocaína, eram mais propensos a resistir o vício. Os resultados publicados no dia 16 de dezembro na revista Nature Neuroscience “foi exatamente o oposto do que esperávamos", afirmou Chris Pierce, que liderou o estudo.

        Pierce permitiu que ratos machos ingerissem cocaína por 2 meses e, colocando fêmeas livres de drogas na mesma caixa, testou posteriormente a reação dos filhotes à cocaína. As filhas provaram ser tão sensíveis quanto os pais, no entanto os filhos eram mais resistentes. Comparado com os filhotes gerados por ambos os pais livres de drogas, os filhos machos obtidos pela situação anterior levaram um maior período de tempo para alcançar os mesmos níveis de dependência.

        Foi observado em tais animais, um aumento tanto em nível de mRNA quanto proteico de uma proteína denominada fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) no córtex pré-frontal medial (mPFC), uma parte do cérebro que é amplamente envolvida no controle do comportamento – e, constatado também, um aumento da associação de histona H3 acetilada com promotores de BDNF,  causando um aumento na expressão do gene apenas na descendência masculina de ratos viciados em cocaína. As mesmas alterações também ocorrem no esperma dos reprodutores e podem dessa forma, serem transmitidas aos filhotes.

        Ainda não está claro por que essa proteção não é repassada para as filhas, bem como, se pode ser herdada de ratas. Pierce acrescentou que "BDNF certamente não é o único jogador." Sua equipe vai analisar os genomas completos de seus ratos para identificar outras proteínas que possam estar envolvidas, o que então levaria a pistas para o tratamento da dependência.

       Coletivamente, esses resultados indicam que o comportamento de ingestão voluntária paterna de cocaína resulta em reprogramação epigenética dos descendentes, tendo efeitos profundos sobre a expressão gênica no córtex pré-frontal medial (mPFC), comportamento e consequente resistência à cocaína pela prole masculina. Embora ainda não seja claro se os resultados se aplicam aos seres humanos e como a bendita epigenética é uma caixinha de surpresas... Papais, repensem suas posturas! Afinal, nunca se sabe! =D

F. M. Vassoler et al., “Epigenetic inheritance of a cocaine-resistance phenotype,” Nature Neuroscience, doi:10.1038/nn.3280, 2012.

Post de Amanda Fonseca Zangirolamo - IBA

sábado, 5 de janeiro de 2013

Nada como voltar ao trabalho...


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Paper de 2012 na Imunologia VIII

E, por último, minha sugestão de trabalho marcante do ano (que, diga-se de passagem, me foi primeiramente indicado pela colega de UFU, Profa. Neide Silva):


Mathur R, Oh H, Zhang D, Park SG, Seo J, Koblansky A, Hayden MS, Ghosh S.
Cell. 2012 Oct 26;151(3):590-602. doi: 10.1016/j.cell.2012.08.042.


Comentário:
Esse paper não traz 'novos atores' para o contexto, mas consegue demonstrar que conhecemos ainda muito pouco sobre a atuação dos receptores inatos. Com uma abordagem filogenética implícita, os autores demonstram primeiramente que flagelina de Salmonella typhimurium se liga e ativa TLR11. Depois, de forma surpreendente, os autores mostram que este receptor confere resistência a camundongos frente a infecção por Salmonella typhi - diferentemente de seres humanos, que não possuem tal receptor e são acometidos pela febre tifóide. Com tais dados, eles sugerem a utilização de camundongos TLR11-/- como um inédito modelo murino para o estudo da infecção.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Paper de 2012 na Imunologia VII

Sugestão do blogueiro Fredy Gutierrez


Shi CS, Shenderov K, Huang NN, Kabat J, Abu-Asab M, Fitzgerald KA, Sher A, Kehrl JH.
Nat Immunol. 2012 Jan 29;13(3):255-63. doi: 10.1038/ni.2215.

Comentário: 
"O artigo demonstra uma conexão direta entre autofagia e inflammassoma."



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