Outro dia no meu lab meeting, uma pessoa estava mostrando um paper e fez um comentário…Também, esse paper é de 95…Pudera, um troço antediluviano…Nessa época o povo do Facebook não tinha nem nascido…Isso sem falar que o Brasil não tinha nem sido descoberto…Mas, convenhamos, o fato do paper ter sido publicado ontem não significa que esteja certo…Nem que o de 95 esteja errado…Bob Coffman (o do Th1/Th2), me disse uma vez que o que ele tinha feito de importante na vida se devia a imunoarqueologia. Simples: os problemas estão ai há muito tempo, não surgiram hoje. Ele, vivíssimo, deu umas garimpadas nessas minas velhas. Os métodos eram diferentes, os nomes idem. Mas os problemas eram (e são) os mesmos.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Os herois que não estão nas camisetas
Outro dia no meu lab meeting, uma pessoa estava mostrando um paper e fez um comentário…Também, esse paper é de 95…Pudera, um troço antediluviano…Nessa época o povo do Facebook não tinha nem nascido…Isso sem falar que o Brasil não tinha nem sido descoberto…Mas, convenhamos, o fato do paper ter sido publicado ontem não significa que esteja certo…Nem que o de 95 esteja errado…Bob Coffman (o do Th1/Th2), me disse uma vez que o que ele tinha feito de importante na vida se devia a imunoarqueologia. Simples: os problemas estão ai há muito tempo, não surgiram hoje. Ele, vivíssimo, deu umas garimpadas nessas minas velhas. Os métodos eram diferentes, os nomes idem. Mas os problemas eram (e são) os mesmos.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Geração de plaquetas a partir de células tronco pluripotentes humanas induzidas

Células tronco embrionárias murinas foram primeiramente isoladas em 1981. A partir de então, tipos celulares distintos tem sido gerados não só a partir de células embrionárias de camundongos, mas também de humanos. No entanto, vários obstáculos tem limitado o seu uso clínico, como por exemplo a expressão de moléculas do complexo de histocompatibilidade principal, podendo levar a rejeição do enxerto se doadores e receptores não forem compatíveis. Alternativas para este tipo de problema tem sido exploradas, como por exemplo a geração de células troco embrionárias induzidas a partir de células somáticas do próprio paciente. Mas, apesar de todos os esforços para o desenvolvimento de novas metodologias, a maioria dos tipos celulares tem sido diferenciados in vitro a partir de células tronco embrionárias; processo este extremamente ineficiente para ser aplicado a clínica médica.
No mês passado, Takayama e colaboradores publicaram no Journal of Experimental Medicine uma nova metodologia baseada em células tronco pluripotentes induzidas para a produção de plaquetas humanas funcionais com potencial uso clínico. Takayama e colaboradores, adaptaram um protocolo já existente para a geração de plaquetas. A principal diferença entre os protocolos está na utilização de células tronco pluripotentes humanas induzidas (hiPS) ao invés de células tronco embrionárias humanas. hiPS foram cultivadas com células C3H10T1/2 na presença de fatores de crescimento do endotélio vascular, e posteriormente com trombopoitina e citocinas para a geração de megacariócitos.
Além de sugerir um importante papel para o fator de transcrição c-MYC na produção de plaquetas funcionais (CD41a+CD42b+), o estudo representa um enorme avanço para o uso de plaquetas, elementos chave não apenas para hematopoiese e trombose, mas também para regeneração tecidual após injúria, como terapia celular.
A abordagem utilizada pelo grupo está resumidamente esquematizada na figura acima. Boa leitura!
- Takayama N et al., Transient activation of c-MYC expression is critical for efficient platelet generation from human induced pluripotent stem cells. J Exp Med. 2010 Dec 20;207(13)2817-30.
- Gekas C, Graf T. Induced pluripotent stem cell-derived human platelets: one step closer to the clinic. J Exp Med. 2010 Dec 20;207(13):2781-4.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Mitocôndrias na crista da onda imune
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Foxo VS Foxp3 - Os Fatores de transcrição Foxo regulam as respostas imunes
Na Immunity de 4/12/20010, está publicado o estudo do grupo de Steve Hedrick, que palestrou aqui no Imunotche, mostrando que os fatores de transcrição Foxo 1 e 3 controlam o desenvolvimento e a função das células T reg Foxp3+. Os fatores de transcrição FOXO pertencem à família forkhead box, uma família conservada evolutivamente composta de fatores de transcrição que controlam funções intrínsecas da célula, como divisão celular, diferenciação e sobrevivência. Em mamíferos, os membros dessa família são Foxo 1, 3, 4 e 6. No sistema imune, as isoformas mais presentes são Foxo 1 e 3. Eles são importantes reguladores da progressão do ciclo celular, assim como da resistência a diferentes estresses, integrando informação sobre a presença de nutrientes, fatores de crescimento e outros sinais de estresse. Estudos mais recentes apontam para funções dos fatores FOXO em linfócitos, especificamente na recombinação gênica, homing, e expressão de receptores de citocinas. Contudo, até recentemente, ainda não estava claro como realmente esses fatores de transcrição regulavam as respostas dos linfócitos.
Os fatores FOXO podem funcionar como ativadores ou inibidores de respostas, ao formar combinações com diferentes moléculas alvo, como STAT3, Smad3 ou 4, ou ainda serem fosforilados diretamente por Akt e portanto contribuindo para a rota da PI3K. O grupo de Hedrick desenvolveu duas linhagens de camundongos nocaute, uma para Foxo1 e uma para Foxo3. Eles verificaram que os nocautes de FOXO1 apenas em células T (cruzando camundongos CD4-Cre com Foxo1 -/-) possuem uma população expandida de células CD4+ de memória ou ativadas (CD44+) e desenvolvem autoimunidade mediada por hiperativação de linfócitos B, hipergamaglobulinemia e produção de autoanticorpos. Camundongos jovens com essa deleção condicional de Foxo1 em células CD4+ exibiram um notável decréscimo na proporção e número de células T reg Foxp3+ na populaçãp de céulas T CD4+ maduras no timo. Enquanto isso, houve uma expansão de células CD4+Foxp3+ nos órgãos linfóides periféricos. Contudo, essas células não foram funcionais in vivo, sugerindo que a autoimunidade associada com a deficiência de Foxo1 em células T CD4+ podia ser atribuída a função defeituosa de células T Foxp3+. Foi interessante que ao mesmo tempo que a expressão de Foxp3 estava normal nas células T reg Foxo1 -, a expressão de outras moléculas associadas com T regs, como CD25 e CTLA-4 estava marcadamente reduzida. Usando imunoprecipitação de cromatina, os autores demonstraram que Foxo1 liga-se upstream à região de iniciação de transcrição do gene para CTLA-4, e que o elemento de ligação para Foxo1 era essencial para a expressão adequada de CTLA-4. Recentemente, Ouyang et al (2010) também reportaram que a deleção específica de Foxo1 e 3 em células T levava ao desenvolvimento de doença inflamatória, em parte devido a defeitos funcionais em células T reg Foxp3+. Eles demonstraram que Foxo 1 e 3 ligam-se diretamente à região promotora de Foxp3 e seus genes alvo, e que Foxo 1 e 3 são essenciais para o controle apropriado da expressão de Foxp3. Ambos os estudos mostraram também que a não expressão de Foxo 1 em T regs leva à diminuição da função destas, e produz autoimunidade.
Outra coisa interessante é que a deleção de Foxo3 não leva à autoimunidade, mas a deleção dupla de Foxo 1 e 3 mostra um fenótipo mais agudo autoimune, sugerindo que há cooperação entre os dois fatores na regulação da função das T regs. Mais ainda, a função e o número de T regs induzíveis (iTregs), produtoras de TGF-beta, Foxp3 +, também são afetadas nos animais deficientes para Foxo 1, mostrando que Foxo também é importante para a diferenciação de iTregs. Os resultados indicam que a diferenciação de células T reg é um fenômeno complexo, dependente dos fatores de transcrição Foxo.
Post de Cristina Bonorino, PUCRS
Dejean, A.S., Beisner, D.R., Ch’en, I.L., Kerdiles, Y.M., Babour, A., Arden, K.C., Castrillon, D.H., DePinho, R.A., and Hedrick, S.M. (2009). Nat. Immunol. 10, 504–513.
Kerdiles, Y.M., Stone, E.L., Beisner, D.L., McGargill, M.A., Ch’en, I.L., Stockmann, C., Katayama, C.D., and Hedrick, S.M. (2010). Immunity 33, 890–904
Ouyang, W., Beckett, O., Ma, Q., Paik, J.H., DePinho, R.A., and Li, M.O. (2010). Nat. Immunol.11, 618–627.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Oportunidades de Fomento
O apoio se dará exclusivamente a projetos em biomassa e biotecnologia nos temas de interesse identificados de comum acordo listados abaixo:
Inscrição | Início do estágio | Resultado |
3 de janeiro a 1º de março | setembro a dezembro | 30 de julho |
3 de maio a 1º de julho | janeiro a abril | 30 de outubro |
3 de setembro a 1º de novembro | maio a agosto | 28 de fevereiro |
As normas do Edital Capes DRI/CGBE nº 75/2010 são aplicáveis aos processos seletivos abertos no exercício de 2011.
Inscrição | Início do estágio | Resultado |
3 de janeiro a 1º de março | setembro a dezembro | 30 de julho |
3 de maio a 1º de julho | janeiro a abril | 30 de outubro |
3 de setembro a 1º de novembro | maio a agosto | 28 de fevereiro |
BioVision and the Academy of Sciences for the Developing World (TWAS), with the support of the Lilly MDR-TB Partnership, have established the BioVision Lilly Award for young scientists to honor outstanding scientific achievements made by individual young scientists from the developing countries.
The Postdoctoral Travel Grants are provided by the ASV to aid postdoctoral fellows to present their experimental results at the annual meeting of the Society. The next meeting, the2011 ASV Annual Meeting, will be held at the University of Minnesota, Minneapolis, July 16-20.
EMBO Fellowships fund and support young scientists in their pursuit of both pre- and post-doctoral research. A core EMBO programme since the 1960’s, thousands of scientists have benefited from international exchange. The EMBO Long-Term Fellowships are awarded for support post-doctoral research visits to laboratories throughout Europe and the world. The EMBO offers also the Short-Term Fellowships.
International Engagement Awards support projects that aim to achieve some or all of the following:
2. To stimulate dialogue about health research and its impact on the public in a range of community and public contexts in developing countries;
3. To investigate and test new methods of engagement, participation, communication or education around health research;
4. To promote collaboration on engagement projects between researchers and community or public organisations;
5. To support Wellcome Trust funded researchers in developing countries in engaging with the public and policy makers.
The aim of the VBC PhD Program is to provide one of the best scientific educations in Europe. With supervision provided by outstanding scientists, program students will answer important biological questions and work towards scientific independence throughout the course of their PhD thesis.
Research at the VBC covers a range of topics in modern biological sciences, including gene regulation, cell division, neural circuits, and evolutionary genomics. The VBC PhD programme supports its students in their scientific explorations, providing state-of-the-art equipment, expert scientific advisors, and extensive scientific and administrative support.
Winter selection - 15 November (website opens for applications on 15 September);
Summer selection - 30 April (website opens for applications on 1 March).



