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BRASILEIRA DE IMUNOLOGIA
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os herois que não estão nas camisetas


















Outro dia no meu lab meeting, uma pessoa estava mostrando um paper e fez um comentário…Também, esse paper é de 95…Pudera, um troço antediluviano…Nessa época o povo do Facebook não tinha nem nascido…Isso sem falar que o Brasil não tinha nem sido descoberto…Mas, convenhamos, o fato do paper ter sido publicado ontem não significa que esteja certo…Nem que o de 95 esteja errado…Bob Coffman (o do Th1/Th2), me disse uma vez que o que ele tinha feito de importante na vida se devia a imunoarqueologia. Simples: os problemas estão ai há muito tempo, não surgiram hoje. Ele, vivíssimo, deu umas garimpadas nessas minas velhas. Os métodos eram diferentes, os nomes idem. Mas os problemas eram (e são) os mesmos.

Começei com essa estória, porque o que eu quero falar mesmo hoje é sobre o passado (embora falar sobre o futuro seja sempre mais tchan, se é que voces entendem o que é tchan). Esse negócio de sistema, de “oma”, parece o negócio mais moderno do mundo. Não é. Nossos colegas americanos estão sempre botando apelido nas coisas. E apelido é nome novo. Suspeito que um grego na antiguidade deve ter pensado no conceito de sistema…No século 18 Alexander von Humboldt (o sujeito da foto aí de cima) já tinha dito: Tudo é interconectado.

Fora essa sacação que tudo está conectado, Humboldt pensou e viveu a ciência de um jeito extraordinário. Foi multiplo. Contribuiu para mineralogia, geologia, botânica, zoologia, geografia, antropologia, etc. A ambição dele era explorar, entender, e fez da America Latina (Venezuela, Peru, Colombia, Equador, Cuba, Mexico) o seu laboratório. Pelo que fez pela America Latina, dá de dez a zero em muito superheroi latinoamericano. Em Berlim, embaixo dessa estátua está escrito: A Humboldt, segundo descobridor de Cuba, homenagem da Universidade de Havana. Na cidade do México, outro monumento o chama de benemérito da patria. Se voce não leu ainda sobre o camarada, de uma olhada nesse livro: Humboldt's Cosmos de Gerald Helferich. Humboldt foi decisivo pra que Darwin resolvesse ser naturalista. Palavra do próprio Darwin.

Para Humboldt ciência e vida eram um continuo, parte do tudo. Ele mostrou que a paixão pelo desconhecido não tem data, nem moradia. Se meteu pela América, sem lenço, com documento, e principalmente, com muito mosquito. Teve sorte (conseguiu um salvo conduto do rei da Espanha para explorar o novo mundo), teve azar (um pedaço do tesouro botânico que ele embarcou se perdeu no meio do mar) e deixou muitas coisas escritas no tempo. Uma delas é que pra fazer grande tem que se meter de cara no mundo. E não dicotomizar: tipo isso aqui é minha vida e isso aqui é minha ciência. Que eu saiba, minha ciência toma banho de mar comigo… Lendo sobre ele refleti mil vezes sobre os meus professores, sobre os biólogos brasileiros. Quando estive na UFPE recentemente fui dar uma palestra no LIKA. No auditório havia uns retratos enormes de Pirajá da Silva, Carlos Chagas, Oswaldo Cruz, e outros cientistas. Esses cientistas ajudaram muito a biologia brasileira, fizeram descobertas fundamentais num tempo em que os recursos eram risíveis, e estudaram muitos problemas que ainda hoje estão em aberto. Outros herois latinoamericanos. Mas, que eu saiba, não tem nenhum livro sobre a vida deles. Nao tem nenhuma novela, nenhum Carlos Chagas, filho do Brasil… Há cem anos (+1) Chagas descrevia a doenca que leva seu nome, há cinquenta anos morria Pirajá…A gente sabe muito pouco sobre eles…O Barral, porque voce não se anima a escrever essas historias?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

2011-JAN-20- Discriminação
Durante décadas (Vaz and Varela, 1978), tenho me oposto ao lema central da imunologia moderna, sumarizado na expressão “self/nonself discrimination”, ou seja, a separação entre o que pertence (o próprio) e o que não pertence ao organismo (o não-próprio). Esta postura pressupõe que o organismo, ou seu “sistema imune”, ou seus linfócitos, podem diferenciar (discriminar) entre estas duas classes de materiais. Isto constituiria uma atividade cognitiva, ligada ao conhecer, à tomada de decisões, e também ao estabelecimento de uma memória de eventos já ocorridos. A idéia de que a atividadde imunológica envovle a tomada de “decisões” é corrente na Imunologia atual (vide Nature Immunology 11(8) August 2010 - Focus issue: “Decision making in the immune system”). A tomada de decisões é atribuída a células e moléculas e não, como seria devido, a imunologistas que observam tais fenômenos e emitem julgamentos. Por exemplo, Pulendran et al. (2010) afirmam: “Um enigma fundamental na imunologia é (saber) como o sistema imune decideque tipo de respostas imunes deseb]ncadear contra diferentes estímulos.” Outros imunologistas adotam posições menos antropocêntricas, por exemplo, Murphy e Stockinger (2010) dizem: “Ao passo que mais estados de diferencação de linfócitos T CD4 são descobertos, sua flexibilidade começa também a ser reconhecida. Componentes que controlam a plasticidade de populações T CD4 incluem condiçnoes celulares, clonalidade, circuitos de transcrição e modificações na cromatina. O aparecimento da flexibilidade celular pode surgir de programas genéticos verdadeiramente flexíveis ou, alternativamente, de populações heterogêneas. Novas ferramentas serão necessárias para definir as regras que proibem ou permitem transições celulares.”

Em meu modo de ver, a atividade imunológica (como opera o sistema imune, ou o que fazem os linfócitos) é uma parte do equilíbrio dinâmico que constitui o organismo, que não deve ser considerada uma atividade cognitiva, pois não está ligada ao conhecer, nem à tomada de decisões; é algo automático, parte da espontaneidade do viver de organismos de vertebrados mandibulados.

A despeito disto, não nego que há diferenças entre as relações do sistema imune, ou dos linfócitos, com materiais que pertencem e materiais que não pertencem ao corpo. É evidente que a penetração de materiais externos pode desencadear eventos celulares acidentais que não estão presentes na operação fisiológica do organismo; a ativação de linfócitos por lipopolissacarídeos (LPS) bacterianos, é um exemplo notável desta diferença. Afirmo, porém, que a atividade imunológica não se baseia em uma classificação (separação) de materiais em externos e internos, em parte, porque esta atividade procede mesmo na ausência de qualquer contato com materiais externos (em condições “isentas de antígenso” (antigen-free)(Bos et al., 1886; Haury et al., 1997); em parte, porque não existe uma entidade “classificadora”, responsável por esta separação entre o que é e o que não é ”imunogênico”.

Há muitos anos, Tauber propôs que a visão usual da imunologia coloca o sistema imune em uma “terceira posição” (nem no corpo, nem fora dele) a partir da qual o sistema imune discriminaria (separaria) o “self” no “nonself” (Tauber, J.L., 1976). Nosso modo de ver pocura inserir o sistema imune no organismo, do qual ele é parte, mas não é sequer adequado dizer que as interações do sistema imune com o corpo (com o “self”) são mais frequentes (que com materiais estranhos), porque o “self” é o próprio o organismo do qual o sistema imune faz parte. Assim, usamos como título de nosso trabalho de 1978 a expressão “Self and non-sense” (Vaz and Varela, 1978) para significar que além das interações que constituem o “self” (o organismo, e com ele, o sistema imune), não há interações que façam sentido algum; ou seja, o corpo não reconhece a presença de materiais estranhos, embora suas operações (sua auto-manutenção) possam ser alteradas pela interferência de materiais estranhos e demandar mudanças compensatórias. A atividade imunológica, a nosso ver, não é um “estranhamento” e, portanto, a discriminação self/nonself cria um pseudo-problema na Imunologia, do qual derivam múltiplos outros.

Bos, N.A., Benner, R., Wostmann, B.S. and Pleasants, J.R. (1986) 'Background' Ig-secreting cells in pregnant germfree mice fed a chemically defined ultrafiltered diet. J Reprod Immunol 9, 237-46.
Haury, M., Sundblad, A., Grandien, A., Barreau, C., Coutinho, A. and Nobrega, A. (1997) The repertoire of serum IgM in normal mice is largely independent of external antigenic contact. Eur J Immunol 27, 1557-63.
Murphy, K.M. and Stockinger, B. (2010) Effector T cell plasticity: flexibility in the face of changing circumstances. Nature iImmunology 11, 674-679.
Pulendran, B., Tang, H. and Manicassamy, S. (2010) Programming dendritic cells to induce TH2 and tolerogenic responses. Nature Immunology 11, 647-655.
Tauber, A., ed. (1991) Organism and the origins of the self.
Cambridge Univ. Press, Cambridge.
Tauber, J.W. (1976) "Self": standard of comparisons for immunological recognition of foreignness.
Lancet 308, 291-293.
Vaz, N.M. and Varela, F.G. (1978) Self and nonsense: an organism-centered approach to immunology. Med. Hypothesis 4, 231-257.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Geração de plaquetas a partir de células tronco pluripotentes humanas induzidas


Células tronco embrionárias murinas foram primeiramente isoladas em 1981. A partir de então, tipos celulares distintos tem sido gerados não só a partir de células embrionárias de camundongos, mas também de humanos. No entanto, vários obstáculos tem limitado o seu uso clínico, como por exemplo a expressão de moléculas do complexo de histocompatibilidade principal, podendo levar a rejeição do enxerto se doadores e receptores não forem compatíveis. Alternativas para este tipo de problema tem sido exploradas, como por exemplo a geração de células troco embrionárias induzidas a partir de células somáticas do próprio paciente. Mas, apesar de todos os esforços para o desenvolvimento de novas metodologias, a maioria dos tipos celulares tem sido diferenciados in vitro a partir de células tronco embrionárias; processo este extremamente ineficiente para ser aplicado a clínica médica.

No mês passado, Takayama e colaboradores publicaram no Journal of Experimental Medicine uma nova metodologia baseada em células tronco pluripotentes induzidas para a produção de plaquetas humanas funcionais com potencial uso clínico. Takayama e colaboradores, adaptaram um protocolo já existente para a geração de plaquetas. A principal diferença entre os protocolos está na utilização de células tronco pluripotentes humanas induzidas (hiPS) ao invés de células tronco embrionárias humanas. hiPS foram cultivadas com células C3H10T1/2 na presença de fatores de crescimento do endotélio vascular, e posteriormente com trombopoitina e citocinas para a geração de megacariócitos.

Além de sugerir um importante papel para o fator de transcrição c-MYC na produção de plaquetas funcionais (CD41a+CD42b+), o estudo representa um enorme avanço para o uso de plaquetas, elementos chave não apenas para hematopoiese e trombose, mas também para regeneração tecidual após injúria, como terapia celular.

A abordagem utilizada pelo grupo está resumidamente esquematizada na figura acima. Boa leitura!


- Takayama N et al., Transient activation of c-MYC expression is critical for efficient platelet generation from human induced pluripotent stem cells. J Exp Med. 2010 Dec 20;207(13)2817-30.

- Gekas C, Graf T. Induced pluripotent stem cell-derived human platelets: one step closer to the clinic. J Exp Med. 2010 Dec 20;207(13):2781-4.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mitocôndrias na crista da onda imune

Recentemente escrevi um texto no SBlogI comentando um artigo que mostrou o papel da autofagia e de espécies reativas de oxigênio (ROS) de origem mitocondrial na ativação do inflamassoma de NALP3 (Zhou, Yazdi & Tschopp 2011 Nature 469, 221). Em um artigo que será publicado no próximo volume da Nature Immunology o grupo do A. Choi trás novas evidências do papel da autofagia no controle de qualidade mitocondrial e de como a deficiência da autofagia induz a ativação do inflamassoma afetando a resposta inflamatórias na sepse (Nakahira ET AL. Nat Immunol. doi:10.1038/ni.1980). Os dois artigos mostram que a deficiência de proteínas envolvidas no processo autofágico promovem um aumento de mitocôndrias defeituosas, que por sua vez geram mais ROS e induzem mais ativação de caspase-1 com maior liberação de IL-1beta. Nakahira e colaboradores agora demonstram que após a maior geração de ROS mitocondrial ocorre a liberação de DNA mitocondrial (mtDNA) para o citosol dependente de NALP3 e ASC. A administração de DNAse I diretamente no citosol de macrófagos inibiu a ativação de caspase-1 e a secreção de IL-1beta. Este mtDNA citosólico funciona como um segundo mensageiro que amplifica a ativação de caspase-1 induzida por LPS+ATP. Os dados deste artigo sugerem portanto que NALP3 é ativado após a geração de ROS e é fundamental para a liberação de mtDNA que ativa caspase-1. Os mecanismos pelos quais mtDNA ativa caspase-1 neste modelo de estimulação com LPS e ATP requerem mais esclarecimentos. Finalmente, este artigo mostra que a deficiência da proteína LC3B, envolvida no processo autofágico, torna camundongos mais susceptíveis à sepse induzida por LPS ou pela ligação e perfuração cecal (CLP) devido a uma maior produção de IL-1 beta e IL-18. Estes trabalhos colocam mais lenha à fogueira da mitocôndria como importante organela envolvida na ativação de vias da imunidade inata e no controle de respostas inflamatórias. Acredito que veremos muitos artigos envolvendo ROS e metabolismo mitocondrial na regulação do sistema imune inato.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Foxo VS Foxp3 - Os Fatores de transcrição Foxo regulam as respostas imunes

Na Immunity de 4/12/20010, está publicado o estudo do grupo de Steve Hedrick, que palestrou aqui no Imunotche, mostrando que os fatores de transcrição Foxo 1 e 3 controlam o desenvolvimento e a função das células T reg Foxp3+. Os fatores de transcrição FOXO pertencem à família forkhead box, uma família conservada evolutivamente composta de fatores de transcrição que controlam funções intrínsecas da célula, como divisão celular, diferenciação e sobrevivência. Em mamíferos, os membros dessa família são Foxo 1, 3, 4 e 6. No sistema imune, as isoformas mais presentes são Foxo 1 e 3. Eles são importantes reguladores da progressão do ciclo celular, assim como da resistência a diferentes estresses, integrando informação sobre a presença de nutrientes, fatores de crescimento e outros sinais de estresse. Estudos mais recentes apontam para funções dos fatores FOXO em linfócitos, especificamente na recombinação gênica, homing, e expressão de receptores de citocinas. Contudo, até recentemente, ainda não estava claro como realmente esses fatores de transcrição regulavam as respostas dos linfócitos.

Os fatores FOXO podem funcionar como ativadores ou inibidores de respostas, ao formar combinações com diferentes moléculas alvo, como STAT3, Smad3 ou 4, ou ainda serem fosforilados diretamente por Akt e portanto contribuindo para a rota da PI3K. O grupo de Hedrick desenvolveu duas linhagens de camundongos nocaute, uma para Foxo1 e uma para Foxo3. Eles verificaram que os nocautes de FOXO1 apenas em células T (cruzando camundongos CD4-Cre com Foxo1 -/-) possuem uma população expandida de células CD4+ de memória ou ativadas (CD44+) e desenvolvem autoimunidade mediada por hiperativação de linfócitos B, hipergamaglobulinemia e produção de autoanticorpos. Camundongos jovens com essa deleção condicional de Foxo1 em células CD4+ exibiram um notável decréscimo na proporção e número de células T reg Foxp3+ na populaçãp de céulas T CD4+ maduras no timo. Enquanto isso, houve uma expansão de células CD4+Foxp3+ nos órgãos linfóides periféricos. Contudo, essas células não foram funcionais in vivo, sugerindo que a autoimunidade associada com a deficiência de Foxo1 em células T CD4+ podia ser atribuída a função defeituosa de células T Foxp3+. Foi interessante que ao mesmo tempo que a expressão de Foxp3 estava normal nas células T reg Foxo1 -, a expressão de outras moléculas associadas com T regs, como CD25 e CTLA-4 estava marcadamente reduzida. Usando imunoprecipitação de cromatina, os autores demonstraram que Foxo1 liga-se upstream à região de iniciação de transcrição do gene para CTLA-4, e que o elemento de ligação para Foxo1 era essencial para a expressão adequada de CTLA-4. Recentemente, Ouyang et al (2010) também reportaram que a deleção específica de Foxo1 e 3 em células T levava ao desenvolvimento de doença inflamatória, em parte devido a defeitos funcionais em células T reg Foxp3+. Eles demonstraram que Foxo 1 e 3 ligam-se diretamente à região promotora de Foxp3 e seus genes alvo, e que Foxo 1 e 3 são essenciais para o controle apropriado da expressão de Foxp3. Ambos os estudos mostraram também que a não expressão de Foxo 1 em T regs leva à diminuição da função destas, e produz autoimunidade.

Outra coisa interessante é que a deleção de Foxo3 não leva à autoimunidade, mas a deleção dupla de Foxo 1 e 3 mostra um fenótipo mais agudo autoimune, sugerindo que há cooperação entre os dois fatores na regulação da função das T regs. Mais ainda, a função e o número de T regs induzíveis (iTregs), produtoras de TGF-beta, Foxp3 +, também são afetadas nos animais deficientes para Foxo 1, mostrando que Foxo também é importante para a diferenciação de iTregs. Os resultados indicam que a diferenciação de células T reg é um fenômeno complexo, dependente dos fatores de transcrição Foxo.

Post de Cristina Bonorino, PUCRS

Leitura recomendada

Dejean, A.S., Beisner, D.R., Ch’en, I.L., Kerdiles, Y.M., Babour, A., Arden, K.C., Castrillon, D.H., DePinho, R.A., and Hedrick, S.M. (2009). Nat. Immunol. 10, 504–513.

Kerdiles, Y.M., Stone, E.L., Beisner, D.L., McGargill, M.A., Ch’en, I.L., Stockmann, C., Katayama, C.D., and Hedrick, S.M. (2010). Immunity 33, 890–904

Ouyang, W., Beckett, O., Ma, Q., Paik, J.H., DePinho, R.A., and Li, M.O. (2010). Nat. Immunol.11, 618–627.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Oportunidades de Fomento



Oportunidades Vigentes
Edital CNPq nº 73/2010 - Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Biomassa e Biotecnologia no Âmbito do Convênio CNPq/JST (Japão)
Edital CNPq nº 73/2010 tem por objetivo apoiar, de forma complementar, o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, por meio do financiamento a atividades de cooperação internacional, no âmbito do convênio bilateral entre o CNPq e a Japan Science and Technology Agency (JST). O apoio destina-se ao financiamento da mobilidade de cientistas e pesquisadores com atuação em projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, por sua relevância estratégica, os quais, preferencialmente, apresentem contrapartida financeira de fontes nacionais ou internacionais.

O apoio se dará exclusivamente a projetos em biomassa e biotecnologia nos temas de interesse identificados de comum acordo listados abaixo:
1.     Produção sustentável;
2.     Caracterização e conversão de biomassa em biocombustíveis;
3.     Bioprodutos e energia.
Data Limite: 22 de fevereiro de 2011.Home Page: http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/073.htm

Edital Capes DRI/CGBE nº 74/2010 - Programa de Bolsa de Estudos para Estágio Sênior no Exterior (Processos Seletivos em 2011)
A Capes oferece bolsa aos doutores brasileiros, com formação obtida há, pelo menos, oito anos, visando ao intercâmbio científico e ao estabelecimento de parcerias com congêneres internacionais, direcionado à execução de projeto de pesquisa, sempre inserido no contexto institucional de atuação do candidato. A natureza das atividades que compreendem o estágio apresenta a perspectiva de colaboração entre pesquisadores, não cabendo, pois, encargos recíprocos para desenvolvimento, que impliquem, por exemplo, o pagamento de taxas escolares. As normas do Edital DRI/CGBE nº 74/2010 serão aplicáveis aos processos seletivos abertos no exercício de 2011.
Inscrição
Início do estágio
Resultado
3 de janeiro a 1º de março
 setembro a dezembro    
30 de julho
3 de maio a 1º de julho
janeiro a abril
30 de outubro
3 de setembro a 1º de novembro    
maio a agosto
28 de fevereiro    

Data Limite: Os pedidos seguirão o calendário abaixo:

Edital Capes DRI/CGBE nº 75/2010 - Programa de Bolsa de Estudos para Estágio Pós-Doutoral no Exterior (Processo Seletivo 2011)
A Capes oferece bolsa para a realização de Estágio Pós-Doutoral no exterior a pesquisadores doutores, que atuem em atividade de docência e de pesquisa no Brasil, com o objetivo de contribuir para a inserção internacional desses pesquisadores, para o estabelecimento do intercâmbio científico e abertura de novas linhas de pesquisa de relevância para o desenvolvimento da área no país.
As normas do 
Edital Capes DRI/CGBE nº 75/2010 são aplicáveis aos processos seletivos abertos no exercício de 2011.
Data Limite: Os pedidos seguirão o calendário abaixo:
Inscrição
Início do estágio
Resultado
3 de janeiro a 1º de março
setembro a dezembro    
30 de julho
3 de maio a 1º de julho
janeiro a abril
30 de outubro
3 de setembro a 1º de novembro    
maio a agosto
28 de fevereiro    





BioVision/TWAS Lilly Award
BioVision is a three-day international forum, held in Lyon, France, every two years. It is the place where: (i) Scientists at the forefront in their research area in different life sciences disciplines outline their views on forthcoming developments; (ii) All stakeholders (industry, the political sphere and civil society) discuss the impacts of these discoveries on Society; (iii) Key leaders share insights and confront their views on major contemporary global issues in health, nutrition and the environment. 

BioVision and the Academy of Sciences for the Developing World (TWAS), with the support of the Lilly MDR-TB Partnership, have established the BioVision Lilly Award for young scientists to honor outstanding scientific achievements made by individual young scientists from the developing countries.
Data Limite: The deadline for receiving nominations for the BioVision TWAS Lilly Award is January 15th 2011.

ASV Postdoctoral Travel Grants 2011
The American Society for Virology (ASV) was founded in 1981 to provide a forum for investigators of human, animal, insect, plant, fungal, and bacterial viruses, whether the research involves clinical, ecological, biological, or biochemical approaches. The stated aim of the Society is to promote the exchange of information and stimulate discussion and collaboration among scientists active in all aspects of virology. ASV's membership is open to qualified investigators residing in the Americas, or elsewhere, who have published original investigations in virology and who are actively involved in virology research. 

The Postdoctoral Travel Grants are provided by the ASV to aid postdoctoral fellows to present their experimental results at the annual meeting of the Society. The next meeting, the
2011 ASV Annual Meeting, will be held at the University of Minnesota, Minneapolis, July 16-20.
Data Limite: The deadline for Abstract submission and Travel Grant applications is Tuesday, February 1, 2011. Home Page: http://asv.org/members/travel/postdoc.jsp

ASV Travel Award for Scientists from Latin America 2011
The ASV has established the Latin American Virology Scholar Awards to provide financial support for talented virologists working in Latin America (Mexico, Central and South America) to attend and present their work at the 2011 ASV Annual Meeting to be held at the University of Minnesota, Minneapolis, July 16-20.
Data Limite: The deadline for Abstract submission and Travel Grant applications is Tuesday, February 1, 2011.

EMBO Long-Term Fellowships
The European Molecular Biology Organization (EMBO) promotes bioscience in Europe through targeted programmes and activities. Established in 1964, the founders of EMBO showed an incredible vision when they established the organisation. The organisation nurtures training and careers at all stages of the scientific career path through courses, workshops conferences and fellowships. 

EMBO Fellowships fund and support young scientists in their pursuit of both pre- and post-doctoral research. A core EMBO programme since the 1960’s, thousands of scientists have benefited from international exchange. The EMBO Long-Term Fellowships are awarded for support post-doctoral research visits to laboratories throughout Europe and the world. The EMBO offers also the 
Short-Term Fellowships.
Data Limite: Deadlines for receipt of applications: 15 February and 15 August. The online application system opens six weeks before the deadline. Home Page: http://www.embo.org/fellowships/long_term.html

International Engagement Awards: Engaging with Global Health
The Wellcome Trust is an independent charity funding research to improve human and animal health. Established in 1936 and with an endowment of around £10 billion, it is the UK’s largest non-governmental source of funds for biomedical research. 

International Engagement Awards support projects that aim to achieve some or all of the following:
1. To strengthen the capacity of people in developing countries to facilitate public engagement with health research; 
2. To stimulate dialogue about health research and its impact on the public in a range of community and public contexts in developing countries; 
3. To investigate and test new methods of engagement, participation, communication or education around health research; 
4. To promote collaboration on engagement projects between researchers and community or public organisations; 
5. To support Wellcome Trust funded researchers in developing countries in engaging with the public and policy makers.
Click here to information available in Portuguese.
Data Limite:21 April 2011 (preliminary expressions of interest should be sent by 11 March 2011).

Vienna Biocenter PhD Program
The Research Institute of Molecular Pathology (IMP) is a basic biomedical research center sponsored largely by the pharmaceutical company Boehringer Ingelheim, and located in theCampus Vienna Biocenter (VBC). The Institute of Molecular Biotechnology (IMBA) and IMP together form the IMP-IMBA Research Center. 

The aim of the VBC PhD Program is to provide one of the best scientific educations in Europe. With supervision provided by outstanding scientists, program students will answer important biological questions and work towards scientific independence throughout the course of their PhD thesis. 

Research at the VBC covers a range of topics in modern biological sciences, including gene regulation, cell division, neural circuits, and evolutionary genomics. The VBC PhD programme supports its students in their scientific explorations, providing state-of-the-art equipment, expert scientific advisors, and extensive scientific and administrative support.
Data Limite: There are two selections each year, the application deadlines are as follows: 
Winter selection - 15 November (website opens for applications on 15 September); 
Summer selection - 30 April (website opens for applications on 1 March).


Fomento e Infraestrutura em P&D

Coordenação de Pesquisas -Vice-Diretoria de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico

Fiocruz Bahia
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