sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Preparando posters para um congresso científico (ou para que serve um poster?)
Inicio afirmando que os posters são uma forma popular e legítima de apresentação dos dados de sua pesquisa. Usando uma combinação de de efeitos visuais e textos, os poster são eficazes na comunicação de conceitos e resultados para uma audiência única. Importante, e que para muita gente deveria estar acima de tudo, esse momento permite o encontro com indíviduos de vários campos do conhecimento, trocas de experiência, networking, e tudo isso feito de uma maneira informal (usualmente fica mais descontraído com o ETOH servido durante).
A apresentação de posters é sem dúvida uma das primeiras oportunidades para jovens pesquisadores, estudantes, etc, apresentar seu trabalho em encontros científicos importantes, conhecer “papas-da-ciência” e serve como uma fase preparatória para publicação em revistas.
Alguns pre-requisitos devem ser seguidos e podem ser encontrados em vários locais numa pesquisa rápida no Google. Brevemente, primeiro, você deve ser muito didático e investir um bom tempo nisso. Segundo, você precisa ter uma boa capacidade de organização.
A minha sugestão é que independente da sua capacidade de i) organização, ii) didática, iii) designer gráfico, etc, a discussão científica é o mais importante e sustento aqui nesse BLOG que não pode ser perdida. Aos mais jovens: que não se deixem levar pelas atividades avaliadoras, etc. Tenho a impressão que, muitas vezes, os posters têm ganhado popularidade por causa da possibilidades premiativas em detrimento do saber científico.
Algumas sugestões:
http://www.acponline.org/residents_fellows/competitions/abstract/prepare/pos_pres.htm
http://www.youtube.com/watch?v=m02leV4gxgE
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Linfócitos na Grécia
Stephen Nutt do Walter and Eliza Hall institute of Medical Research, localizado em Victoria, Austrália, falou do papel do fator de transcrição PU.1 na hematopoiese, mais especificamente do seu efeito em células dendríticas (DCs) e B. Os trabalhos do grupo dele mostram que a deleção de PU.1 impede a diferenciação de DCs devido a esse fator de transcrição estar diretamente envolvido com a indução da expressão de FLT3, que é um receptor do tipo tirosina quinase, expresso em progenitores multipotentes. Camundongos sem FLT3 apresentam níveis reduzidos de DCs.
Já em células B, PU.1 é dispensável para o “B cell lineage commitment”, entretanto sua interação com IRF8 controla negativamente a diferenciação de células B para plasmócitos pela indução de Pax5, Bcl6 e pela ligação direta no promotor e não região 3’ do gene Blimp reprimindo sua expressão. O knockout para PU.1 e IRF8 apresenta altos níveis de plasmócitos, alta expressão de Blimp e um aumento no switching de isotipo de imunoglobulinas. Um pouco mais de informações podem ser acessadas no paper doi:10.1016/j.immuni.2010.05.005.
Amy Weimmann, da University of Washington, mostrou uma didática incrível, falando do controle epigenético na regulação da diferenciação celular. Falou sobre o papel de T-bet nas modificações epigenéticas de genes envolvidos no programa Th1. T-bet induz metilações na Histona 3 lisina 4 (H3K4, metilação que aumenta a acessibilidade da cromatina) e reduz metilações na histona 3 lisina 27(H3K27, metilação que restringe a acessibilidade da cromatina). Ao analisar que possíveis metilases e demetilases poderiam estar envolvidas, ela encontrou que a Brg1 (proteína parte de complexos SWI/SNF, que de forma ATP dependente atua no remodelamento da cromatina pelo recrutamento de proteínas modificadoras, como acetilases e metilases) atua desmetilando H3K27. Além disso, Brg1 interage com JmJd3 (uma proteína da subfamília Jumonji que regula a transcrição) atuando no remodelamento da cromatina de genes envolvidos no programa Th1. Mais informações nos trabalhos PMID: 20969596 ; PMID: 19384057.
Alexander Rudensky fez uma revisão geral sobre “Regulatory T cells and their functional program”. Basicamente dados já publicados, só reforçando a ideia que Tregs, mesmo em camundongos germ-free possuem atividade funcional inalterada, e que a sinalização por STAT3 via IL-10, assim como por IL-6, é importante para a supressão dependente de STAT3.
Axel Kallies, também do Walter and Eliza Hall institute of medical research, mostrou o papel de Blimp1 (gene tipicamente envolvido com a ontogenia de células B) e IRF4 na diferenciação e atividade funcional de Tregs. Ele mostrou que algumas Tregs expressam Blimp1 e que sem Blimp1 as Tregs não expressam IL-10. Blimp1 está envolvido na regulação de mediadores chave para a sobrevivência e distribuição nos tecidos (especialmente no pulmão) de Tregs.
Ele aumenta a expressão de CCR6, Bcl2, Ki67. Já IRF4 é necessário para a diferenciação de Tregs Blimp1+. IRF4 se liga diretamente nos genes de IL-10, CCR6 e Blimp1. IRF4 atua principalmente mediando a remoção de metilações supressoras da H3K27 no locus de IL-10.
Além desses, tivemos outras ótimas palestras sobre regulação gênica na ontogenia de T e B. Diante de todas as palestras, observei que epigenética está em alta agora.
Olhar só o que o Fator de transcrição ativa ou reprime não é mais suficiente. É preciso olhar como isso ocorre, e quais proteínas modificadoras da acessibilidade da cromatina podem estar envolvidas com esses fatores de transcrição. Além disso, observei que o uso de técnicas como imunopreciptação de cromatina, seguida de sequenciamento em larga escala (Chip-seq) se tornam cada vez mais comum. Essas abordagens permitem um olhar mais global de todos os genes alterados por um determinado fator de transcrição, não nos restringindo às limitações do microarray.
Com certeza, com a diminuição do custo das reações de sequenciamento High throughput, poderemos ter uma visão mais ampla do que está sendo controlado por cada fator de transcrição. O grande problema agora é desenvolver ferramentas para tornar a análise desse volume monstruoso de informações mais palatável para nós.
Daqui a 2 anos provavelmente haverá a sexta conferência em torno desse tema e recomendo a participação. Nos vemos na Grécia!!!
Por Hernandez Moura Silva
Doutorando
Laboratório de Imunologia
InCor - FMUSP
Instituto de Investigação em Imunologia – III
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia
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Vaga de Pós-Doutorado na Fac. Medicina USP
Bolsa De Pós-Doutorado (PNPD, 5 anos) disponível IMEDIATAMENTE. Para candidatos com ATÉ 5 ANOS de doutorado.Local: Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia (LIM-60)-Fac. Medicina USPCoordenador: Prof. Dr. Edecio Cunha Neto
PERFILO candidato deverá ter expertise em: citometria de fluxo, cultura celularFormação em Imunologia Celular e molecular e manipulação de camundongos, experiência em RT-PCR de tempo real, Western blot para deteção de proteínas fosforiladas desejável.
Os interessados deverão enviar curriculum vitae contendo título da(s) tese(s), nome e email de 3 pessoas que possam dar referência (inclusive os orientadores) para edecunha@gmail.com
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Dia Nacional de Mobilização contra a Tuberculose
No dia 17 de novembro é comemorado o Dia Nacional de Mobilização contra a Tuberculose, doença que acomete cerca de 2 milhões de pessoas anualmente. A única vacina disponível para prevenção, a BGC, apresenta eficácia de 0 a 80% e ainda pode gerar falsos positivos no teste de tuberculina (um dos testes para diagnóstico da doença). O tratamento com as drogas disponíveis pode curar a doença, mas sua longa duração e até mesmo dificuldades na distribuição dos medicamentos acabam levando à baixa adesão ou abandono, o que colabora para o surgimento de cepas resistentes às drogas disponíveis. Além disso, a co-infecção HIV/Mycobacterium tuberculosis é um dos grandes desafios para a saúde pública, especialmente em países com baixo índice de desenvolvimento.
No Brasil cerca de 80 a 90 mil casos da doença são notificados anualmente, nos colocando entre os 20 países que concentram cerca de 80% dos casos mundiais. No estado de São Paulo, que registra aproximadamente 18 mil casos por ano, o município de Ribeirão Preto está entre os prioritários para o controle da doença, devido à sua alta incidência (35,6 casos por 100 mil habitantes).
A situação em outros municípios, como o Rio de Janeiro, é ainda mais alarmante, como exibido dias atrás em uma reportagem do telejornal Bom Dia Brasil. Clique aqui para ver. Vale a pena dar uma olhada para ter uma noção real de como a desinformação e más condições de vida contribuem para que uma doença curável ainda faça tantas vítimas.
Para conhecer maiores detalhes do Programa Nacional de Combate da Tuberculose, clique aqui.
Núcleo de Pesquisa em Tuberculose – NPT
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP
Galinhas: a fantástica fábrica de anticorpos
em Imunologia e Parasitologia Aplicadas
Universidade Federal de Uberlândia
Apesar de ainda não serem ampl
amente utilizados pela comunidade científica, os anticorpos produzidos por galinhas (IgY) são ferramentas interessantíssimas para aplicação em diferentes protocolos dentro da imunologia, como profilaxia, terapia e proteômica.Os números impressionam: uma única gema de ovo possui um volume médio de 12 mL, dos quais obtem-se 4 mg/mL de anticorpos IgY com alta pureza. Uma galinha produz aproximadamente 300 ovos/ano, logo serão 3600 mL de gema, anualmente, o que equivale a uma massa de anticorpos policlonais de quase de 150g/galinha, sendo que anticorpos de alta afinidade são produzidos precocemente durante procedimentos de imunização. Outra grande vantagem na obtenção destas imunoglobulinas é o fato de não necessitar de processos invasivos e/ou eutanasia do animal imunizado, sendo o procedimento livre de estresse para a ave.
Com relação a sua utilização, os anticorpos IgY não reagem com o fator reumatóide, não ativam o complemento de mamíferos, não se ligam aos receptores Fc de mamíferos, não interagem com proteína A ou G, além de serem facilmente conjugados à diferentes enzimas e fluorocromos. Todas estas vantagens tem sido analisadas de perto por diferentes institutições de pesquisa ao redor do mundo. O Instituto Butantã tem conduzido estudos para a utilização de IgY específico ao veneno de Bothrops, como uma alternativa ao soro anti-ofídico produzidos em cavalos (Araújo et al., 2010). Pesquisadores chineses publicaram um artigo recentemente onde utilizam IgY para purificação de epitopos de Plasmodiun falciparum candidatos à produção de vacinas (Qu et al., 2010). Em um estudo muito elegante, pesquisadores sintetizaram nanotubulos de carbono acoplados a IgY anti-HER2 específica e utilizaram este complexo no diagnóstico e terapia de tumores mamários (Xiao et al., 2009).

Não é à toa que empresas como Abcam, Promega e Sigma-Aldrich possuem centenas de anticorpos IgY contra vários alvos, bem como produtos relacionados a sua produção, purificação e conjugação. Em breve enviaremos um texto mais completo a ser publicado no SBI na Rede, com a intenção de difundir o uso desta ferramenta de ótimo custo-benefício aplicada à pesquisa em Imunologia.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Não complique...
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Podcasts II

Adendo ao meu post de quarta-feira passada - os autores to TWiV (This Week in Virology) agora também fazem o TWiP (This Week in Parasitism), um podcast sobre parasitas (protozoários, helmintos e afins). Ainda nao tive tempo de ouvir, mas deve ser uma boa fonte de informação e notícias, especialmente dada a predileção da Imuno brasileira por doenças parasitárias.
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sábado, 13 de novembro de 2010
Oportunidades de financiamento
Home Page: http://www.who.int/alliance-hpsr/callsforproposals/en/index.html
The Insitute's Short-Term Fellowship Program provides support to carry out short-term research projects in the tropics in areas of STRI research, under the supervision of STRI Staff Scientists and STRI Research Associates. Although focused primarily on graduate students, awards are occasionally given to undergraduate and postdoctoral candidates. STRI postdoctoral fellows may also serve as advisors, usually in collaboration with a staff scientist or research associate.
Research groups participating in IMPRS-MCB program focus on molecular and cellular biology and apply it to important questions of immunobiology and epigenetics. Twenty-five research groups are members of the IMPRS program, and they are affiliated to the Max Planck Institute of Immunobiology or to the
Principal Research Fellowships are the most prestigious of the Trust's personal awards and provide long-term support for researchers of international standing. Candidates will have an established track record in research at the highest level.
The Schools determine each year the fields in which awards should be advertised and the Managers determine the number of Fellowships to be awarded in these areas depending on the strength of the field of applications. Between 4 and 7 awards are made each year.
The Managers of the Herchel Smith Postdoctoral Research Fellowships Fund invite applications for three Fellowships in the fields of Computational, Mathematical, Synthetic or Systems Biology to be held in a Department in the School of the Biological Sciences at the
Currently, around 100 doctoral students are working on their PhD at the ITM. Half of them are from developing countries and completing a sandwich program, with activities that are divided between the ITM and their home country. Several project-related PhD sandwich scholarships are provided under the ITM-DGDC Framework Agreement. In addition, each year the ITM offers a few ‘individual’ sandwich PhD scholarships for alumni.
Home Page: http://www.itg.be/itg/generalsite/Default.aspx?WPID=27&MIID=328&L=E
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Brasileiros "dominando" edição atual da Cell
Quem participou do congresso deste ano da SBI teve a oportunidade de ouvir sobre o trabalho de Victora e Nussenzweig. Se você perdeu essa chance, ouça a entrevista e leia o trabalho, disponível de graça no site da revista (aqui). Nova técnica e novo olhar ao que acontece com linfócitos B dentro dos centros germinativos. Leia também a twitrenvista com Victora, publicada aqui no blog.
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Envolvimento de TLRs na angiogênese por Fabianno Ferreira (estudante de Doutorado Instituto de Microbiologia UFRJ)
Experimentos in vivo mostraram que o CEP acelera o reparo tecidual e aumenta a re-vascularização. E in vitro, o CEP induz respostas angiogênicas em células endoteliais. Contudo, os efeitos do CEP ocorreram de forma independente do VEGF sugerindo que o CEP induz seus efeitos por uma via diferente do receptor de VEGF. Com isso, os autores hipotetizaram que a vascularização decorrente de um estímulo inflamatório poderia estar sendo mediado por receptores da imunidade inata, em particular TLRs. Os autores sabiam que os TLRs são expressos por células epiteliais e que são capazes de reconhecer moléculas endógenas e ligantes lipídicos. Essa hipótese se confirmou porque apesar das células endoteliais TLR2-/- responderem ao VEGF, elas não proliferaram quando estimuladas com CEP. Isso sugeria que a ativação do TLR2 nas células epiteliais era suficiente para induzir angiogênese. Em um modelo de isquemia da artéria femoral, a injeção do CEP foi capaz de induzir angiogênese e restaurar o fluxo sangúineo em animais selvagens, mas não em animais TLR2-/-, reproduzindo a função do TLR2 mostrada in vitro. E em um modelo de lesão a injeção de CEP também promoveu vascularização na região da injúria e ainda acelerou o reparo tecidual em animais selvagens, mas não em animais TLR2-/-. A utilização de quimeras mostrou que a expressão de TLR2 em células não-hematopoíeticas é necessário para os efeitos pró-angiogênicos induzidos pelo CEP. Por último, foi visto que a administração de anticorpos anti-CEP reduzem o reparo tecidual e a re-vascularização em áreas de lesão indicando que o CEP endógeno é importante para a fase de resolução da inflamação.
Trabalhos como este dão uma perspectiva interessante quanto a regulação do processo inflamatório pelos TLRs. Recentemente, o grupo do Medzhitov mostrou que a tolerância ao LPS em macrófagos leva a mudanças na cromatina reduzindo a expressão de genes pró-inflamatórios e aumentado a expressão de genes antimicrobianos. Será que a resposta do TLR2 ao CEP leva a uma redução da expressão de genes inflamatórios e aumento de genes envolvidos no reparo tecidual? Nesse sentido, o TLR2 e o TLR4 parecem atuar de formas diferentes para manter a homeostase do nosso organismo. O TLR2 pode formar heterodímeros com TLR1 e TLR6 e complexar com integrina β3 e CD36. O CEP parece ser reconhecido pelo heterodímero TLR2-TLR1 e como comentado induz angiogênese de forma independente do VEGF. E a injeção de Pam3CSK4, ligante do complexo TLR2-TLR1, também aumenta a proliferação de células endoteliais e a tubologênse in vitro. O MALP2, ligante do complexo TLR2-TLR6, induz angiogênese pela indução de grande quantidade de GM-CSF. Por outro lado, o CD36 bloqueia a angiogênese. Será que ligantes do complexo TLR2-CD36 bloqueiam a angiogênese e/ou atrapalham o reparo tecidual? O CD36 também pode complexar com TLR4. Em um estudo coordenado por Kathryn Moore mostrou-se pela primeira vez a formação de um heterodímero envolvendo o TLR4. O complexo TLR4-TLR6-CD36 está envolvido no reconhecimento do LDL oxidado, envolvido na arteriosclerose, e de β-amilóide, envolvido no Alzheimer. Sugerindo que a ativação de diferentes ligantes e complexos receptores podem modular a qualidade da resolução da inflamação. Em conjunto, esses trabalhos mostram avanços na detecção de novos ligantes endógenos. A caracterização da função desses ligantes está sendo importante para compreendermos melhor como os TLRs ajudam na homeostase dos tecidos.
Xiaoxia ZW, Malinin NL, et al. (2010). Oxidative stress induces angiogenesis by activating TLR2 with novel endogenous ligands. Nature, 467: 972-76.
Jiang D, et al. (2005)Regultion of lung injury and repair by Toll-Like Receptors and hyaluronan. Nature Medicine, 11:1173-79.
Grote, K, et al. (2010) Toll-Like Receptor 2/6 induces stimulation promotes angiogenesis via GM-CSF as a key strategy for immune defense and tissue regeneration. Blood, 115:2543-52.
Stewart , CR, et al. (2009) CD36 ligands promote sterile inflammation through assembly of a Toll-like receptor 4 and 6 heterodimer. Nature Immunology, 11(2):155-61.
Foster SL, Hargreaves DC, et al. (2008). Gene-specific control of inflammation by TLR-induced chromatin modifications. Nature, 130(1):7-15
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