segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Pesquisadoras brasileiras recebem Prêmio Scopus Brasil 2010
Notícia veiculada hoje no Jornal da Ciência
A Editora Elsevier divulgou as vencedoras da quinta edição do Prêmio Scopus Brasil, promovido com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
Este ano, o prêmio homenageia mulheres cientistas que contribuem para o desenvolvimento do país.
As vencedoras foram selecionadas de acordo com sua produção científica, traduzida pelo número de artigos publicados e indexados na base SciVerse Scopus, pelo número de citações feitas por outros pesquisadores, pelo índice h - que analisa o impacto de cientistas baseando-se nos seus artigos mais citados -, e pelo número de orientados de cada pesquisadora, de acordo com Currículo Lattes.
São elas:
- Aldina Maria Prado Barral, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
- Beatriz Leonor Silveira Barbuy, da Universidade de São Paulo (USP)
- Cristina Wayne Nogueira, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
- Gisella Maria Zanin, da Universidade Estadual de Maringá (UEM)
- Luisa Lina Villa, do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC)
- Mara Helena Hutz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
- Maria Fátima Grossi de Sá, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
- Maria Paula Cruz Schneider, da Universidade Federal do Pará (UFPA)
- Sara Teresinha Olalla Saad, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
- Thaisa Storchi-Bergmann, da UFRGS
A cerimônia de entrega será realizada no dia 10 de novembro, a partir das 19h, no Edifício Sede da Capes, Brasília.
Mais informações em www.americalatina.elsevier.com
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Eventos da Imunologia na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
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sábado, 9 de outubro de 2010
Oportunidades de Financiamento
Home Page: http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/067.htm
2. Biologia molecular, celular e estrutural;
3. Ciência e tecnologia do bioetanol;
4. Ciência dos materiais (com ênfase em nanociência e nanotecnologia);
5. Física e engenharia de aceleradores;
6. Instrumentação científica.
KNCV Tuberculosis Foundation supports scientific research in the field of tuberculosis and tuberculosis control with Small Grants. The purpose of this grant is to encourage scientific research to improve TB control in the
MFPL
The mission of the Vienna International Post-Doctoral Training in Molecular Life Sciences (VIPS) is to offer an excellent environment to post-doctoral scientists and to support them on their way to scientific independence. The VIPS offer a broad coverage of research areas, ranging from Biochemistry, Cellular Biology, Immunobiology to Organismal Biology, Bioinformatics, Structural Biology and Neurosciences.
The Omidyar Fellowship at the Santa Fe Institute is unique among postdoctoral appointments. The Institute has no formal programs or departments. Research is collaborative and spans the physical, natural, and social sciences. Most research is theoretical and/or computational in nature, although some research includes an empirical component. SFI averages 15 resident faculty, 95 external faculty, and 250 visitors per year.
Each round of the Grand Challenges Explorations initiative awards grants against a set of specific topics. In addition, Foundation consider whether a topic will engage the participation from scientists outside traditional global health disciplines, as well as researchers working in the developing world. For Round 6, the topics are:
Kaust fields of study: Applied Mathematics and Computational Science; Bioscience; Chemical and Biological Engineering; Chemical Science; Computer Science; Earth Science and Engineering; Electrical Engineering; Environmental Science and Engineering; Marine Science and Materials Science and Engineering; Mechanical Engineering.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Resposta efetora de células T CD8 contra o Plasmódio é dependente de prolongada apresentação antigênica
Em 1967, a Dra. Ruth Nussenzweig demonstrou que a imunização de camundongos com esporozoitos irradiados conferiam proteção contra um subseqüente desafio com Plasmodium berghei. Oito anos depois, um outro grupo confirmou que o mesmo acontecia com humanos desafiados com Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum. Parte desta proteção é sabidamente devida às células T CD8+.
Nesta semana, na XII Reunião Nacional de Pesquisa em Malária, o Dr. Fidel Zavala apresentou dados do seu grupo de pesquisa que mostram que o sucesso do estabelecimento da memória imunológica contra o Plasmódio ocorre em função de uma apresentação antigênica persistente. Para chegarem a esta conclusão, os pesquisadores utilizaram camundongos transgênicos possuindo células T expressando o TCR Thy1.1 específico para a proteína CS do P. yoelii. Os pesquisadores transferiram adotivamente estas células a camundongos que haviam sido imunizados com esporozoitos irradiados e observaram forte proliferação dos linfócitos. Além disto, os dados sugerem que os antígenos utilizados na imunização são mantidos principalmente nos órgãos linfóides que drenam a via de entrada do antígeno, mas também no baço e fígado, onde são apresentados às células T naive. Esta apresentação foi dependente tanto de fagócitos (depletados pela utilização de liposomas contendo clodronato) quanto de células CD11c+ (depletadas pelo tratamento de camundongos CD11c-DTR com a toxina diftérica). E também foi demonstrado que transgênicos quanto maior o tempo de apresentação antigênica, maior o tamanho da população de células T CD8+ efetoras e mais expressiva é a proliferação da subpopulação de células T CD8+ de memória. Outro ponto interessante foi que células recém saídas do timo, são primadas por antígenos remanescentes e passam a expressar fenótipo de ativação. Finalmente, os pesquisadores demonstraram que estas células são capazes de se diferenciar em populações efetoras e de memória. E, apesar das células transgênicas transferidas 42 e 60 dias após imunização com esporozoitos irradiados não sofrerem o mesmo índice de proliferação que as células que foram transferidas de 14 a 28 dias após imunização, alguma apresentação antigênica ainda é detectada. Além disto, as células transferidas até 28 dias após a imunização mantém na integra a sua polifuncionalidade, medida pela produção de IFN-gama, TNF-alfa e IL-2; e aquelas transferidas até 14 dias após a imunização foram capazes de inibir a proliferação parasitária por 40 horas.
Aqueles que se interessam pelo tema, o trabalho apresentado pelo Dr. Zavala já encontra-se disponível (doi:10.1371/journal.ppat.1000877.g008).
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Desenvolvimento da asma grave: mecanismos que vão além da resposta Th2 exacerbada

Por muito tempo, foi de consenso geral entre os pesquisadores que a asma era resultado do desenvolvimento de resposta Th2 exacerbada. Porém, o que sempre intrigou o mundo da ciência foi a maneira simplista de caracterizar uma doença com espectro clínico tão variável. Como aquela mesma resposta Th2 exacerbada poderia desencadear tanto asma branda como asma grave? Não havia mesmo distinção da resposta imune desenvolvida durante a asma branda daquela desenvolvida durante a asma grave?
Com esse questionamento arraigado na cabeça, Lajoie e colaboradores (nature immunology, outubro de 2010) começaram a desvendar o que havia de diferente na resposta imune durante a asma grave daquela desenvolvida durante a asma branda. Utilizando camundongos A/J e C3H/Hej, os quais, após serem expostos a extrato de ácaro, desenvolvem asma grave e asma branda, respectivamente, foi observado que camundongos A/J apresentaram resposta Th2 exacerbada concomitantemente com aumento no número de células Th17 e na produção de IL-17, enquanto aqueles que desenvolvem asma branda – camundongos C3H/Hej – apresentaram produção elevada de citocinas Th2, com produção mínima de IL-17.
O aumento na produção de IL-17 em camundongos A/J foi necessário para o intenso recrutamento de neutrófilos para o pulmão, o que certamente contribuiu para o dano tecidual observado nos camundongos com asma grave. Para comprovar que a presença de IL-17 agrava a doença, foi administrada IL-17 recombinante em camundongos naturalmente resistentes à asma grave (C3H/Hej), com posterior análise da função pulmonar. A presença da IL-17 nos camundongos C3H/Hej tornou-os suscetíveis, visto que houve aumento na hiperresponsividade das vias aéreas destes camundongos, medida indicativa do comprometimento da função pulmonar.
Uma característica peculiar dos camundongos A/J é a deficiência da anafilotoxina C5a, proteína que compõe o sistema complemento. Partindo desse pressuposto, Lajoie e colaboradores mostraram que a ausência de C5a no soro está intimamente associada com o aumento do número de células Th17 e produção elevada de IL-17, e que o bloqueio de C5a em camundongos BALB/c também aumenta a produção de IL-17 e compromete a sua função pulmonar, tornando-os suscetíveis à asma grave.
Esses resultados nos remetem a uma outra dúvida: como C5a exerceria suas funções sobre a diferenciação de células Th17? Estaria mesmo C5a regulando a produção de IL-17? A fim de solucionar essa importante questão, Lajoie e colaboradores analisaram a produção de citocinas envolvidas com a diferenciação de células Th17. As células dendríticas de camundongos A/J produziram mais IL-23 e IL-6 do que as de camundongos C3H/Hej, indicando que a ausência de C5a aumenta a produção das citocinas envolvidas com a diferenciação de células Th17.
C3a, outra importante anafilotoxina do sistema complemento, exerce funções diametralmente opostas às exercidas pelo C5a. Estaria, então, C3a participando da diferenciação de células Th17 na asma grave? Células dendríticas de camundongos deficientes de C3a também apresentaram menor produção de IL-23 e de IL-6, o que nos fornece indícios de que a presença de C3a induz maior diferenciação de células Th17, contribuindo para o aparecimento de asma grave.
Além da resposta Th2, Lajoie e colaboradores concluíram que outros fatores contribuem para o agravamento da doença, como aumento da produção de IL-23 e IL-6 por células dendríticas via produção de C3a, o que culmina com aumento do número de células Th17 e aumento da neutrofilia pulmonar. Os neutrófilos parecem ser os grandes vilões durante a indução da asma grave, uma vez que estas células são responsáveis por intensa destruição tecidual nos pulmões. Este trabalho quebra o paradigma de que toda e qualquer manifestação clínica da asma é caracterizada somente pela resposta Th2 exacerbada. Este conceito clássico parece definir com precisão o que acontece na asma branda, mas não pode ser empregado para os casos de asma grave.
Post de Tiago Medina - Doutorando FMRP-USP
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Linfócitos B inflamatórios
Uma assunto que tem me interessado bastante recentemente é o possível papel dos linfócitos B (LB) na inflamação. Que os anticorpos produzidos por LB são importantes numa série de doenças inflamatórias – como a artrite reumatóide, por exemplo – é bem sabido. O não se sabe muito bem é se os LB tem algum papel adicional, possivelmente ligado à produção de citocinas ou outros agentes proinflamatórios.
Os LB expressam os TLR 1, 2, 3, 4, 6, 7 e 9, e proliferam vigorosamente em resposta a LPS e CpG. Também produzem citocinas como IFN-g, IL-2, linfotoxina, IL-12, IL-4, IL-10 e IL-6, e há quem os divida em subtipos à la T helper cell (Be1 e Be2). Além disso, infiltrados contendo LB são comuns em inúmeras doenças autoimunes e/ou autoinflamatorias, e tratamento com anti-CD20, um anticorpo monoclonal que depleta LB, tem se mostrado efetivo no tratamento de diversas doenças inflamatórias tradicionalmente consideradas T-dependentes, como a esclerose múltipla e o diabetes.
Foi, portanto, uma grata surpresa (para mim, que não tinha lido o trabalho já publicado) a palestra do Michael Karin, da Universidade da Califórina – San Diego, no ICI do Japão. Nesse artigo publicado na Nature, o grupo de Karin mostra, em um modelo de tumor de próstata resistente à castração, que a apoptose das células tumorais em resposta à falta de andrógeno leva ao recrutamento de células inflamatórias, incluindo LB, ao tecido tumoral. Supreendentemente, o infiltrado inflamatório, ao invés de proteger o camundongo, promove a recidiva do tumor. Esse processo parece ser mediado pelos linfócitos B infiltrantes, pois animais RAG-/- (nos quais o tumor demora muito mais para recidivar) reconstituídos com LB – mas não com linfócitos T – são indistinguíveis dos animais WT em termos de crescimento tumoral. Os autores vão além, e mostram que o crescimento tumoral depende da capacidade dos LB de produzir linfotoxina – animais B-LTb-/-, nos quais os LB são incapazes de produzir linfotoxina, têm fenótipo de crescimento tumoral semelhante aos RAG-/-. Portanto, os linfócitos B parecem ter uma ação independente da produção de anticorpos, agindo de maneira análoga a células inflamatórias – infiltrando o tecido e produzindo mediadores inflamatórios.
E então, será que os LB teriam uma função adicional, innate-like, que se expressa em situações de inflamação? Ou será que isso tudo é consequência da desregulação característica dos tumores e das doenças inflamatórias?
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Salmonella e Inflamação intestinal

Salmonella Tythimurium invadindo células eucarióticas
Recentemente foi publicado na Nature, um trabalho que revela um pouco mais sobre os mecanismos moleculares que regem a interação entre patógenos entéricos e o sistema imune do hospedeiro. Há tempos sabíamos que a resposta inflamatória intestinal promove aumento da multiplicação de Salmonella no lúmen intestinal. A Salmonella entérica serovar Typhimurium, conhecida por Salmonella Typhimurium é um patógeno altamente adaptado a sobrevivência no interior do intestino de hospedeiros vertebrados incluindo aves, mamíferos, repteis, etc. A infecção em humanos é geralmente adquirida por ingestão de alimentos crus, geralmente carnes de aves e mamíferos e ovos. Causa colite hemorrágica caracterizada por diarréia intensa e sangue nas fezes, resultados da invasão tecidual pela bactéria e exacerbada inflamação intestinal.
O trabalho recentemente publicado demonstra que as espécies reativas de oxigênio geradas durante o processo inflamatório reagem com componentes sulfúricos presentes no lúmen intestinal (thiosulfatos) e formam o tetrathionato, que funciona como aceptor de elétrons da cadeia respiratória e contribui para o crescimento bacteriano. Interessante ressaltar que os pesquisadores identificaram, no genoma da Salmonella, os genes responsáveis por conferir habilidade de utilizar tetrathionato como aceptor de elétrons. Uma vez que as bactérias da flora normal não apresentam tal característica, a Salmonella se beneficia do processo de resposta imune do hospedeiro para competir com as bactérias da flora normal. Mais uma informação importante para compreendermos o fascinante processo de co-evolução de patógenos com o sistema imune de vertebrados.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Nova coluna na Nature Methods oferece dicas de apresentação e visualização de dados científicos
Uma coluna lançada recentemente na Nature Methods pode ajudar. Bang Wong, diretor de criação do Broad Institute, ligado ao MIT e Harvard, é o autor da coluna que aborda mensalmente um aspecto particular da apresentação e visualização de dados, com dicas fáceis de serem colocadas em prática. Além disso, ele mostra como não cometer os erros mais comuns.
Até o momento, Wong falou sobre o uso de cores em figuras científicas (aqui), formas de decodificar dados para aumentar a “acurácia” quando leitores interpretam informações em gráficos (aqui) e saliência (aqui), tema da coluna deste mês. Segundo Wang, saliência é uma qualidade visual que separa um objeto de suas adjacências, como o uso de diferentes cores, tamanhos e orientações. Ao destacar determinado objeto, facilita-se a habilidade do público ou do leitor em processar a informação rapidamente.
Wong, que é também imunologista, vem trabalhando na interface entre arte e ciência há anos. Foi o responsável pela construção do pequeno, mas notável, museu do Broad Institute (foto). Veja um trailer de seu mais novo projeto, DataStream.
Considerando que a escolha de cores, fontes e tipos de gráfico podem influenciar a interpretação dos dados, acompanhar a coluna de Wong pode ser uma boa maneira de evitar erros e de preparar apresentações dinâmicas, interessantes, criativas e atrativas.
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sábado, 2 de outubro de 2010
Oportunidades de fomento
To promote this new approach, Bayer Schering Pharma AG intends to allocate grants for the further development of promising targets. With this initiative, Bayer Schering Pharma aims to encourage research on novel targets in areas of mutual interest. By combining expertise from industry and academia we intend to accelerate the transition from basic research to new promising treatment options.
The fellowship will train individuals in situ with relevant partners in order to develop specialized skills not readily taught in academic centres, including inter alia R&D project management, regulatory requirements and good practices. Upon completing their fellowships, the individuals are expected to return to their home institutes and assume a leading role in the global effort on R&D for infectious diseases.
The Committee has identified the following broad priorities for funding:
The Small Grants Program is designed to fund pilot research projects by young investigators in developing countries. The goal is to support and foster the professional development of young individuals in the field of infectious diseases research by helping them to acquire additional skills and data to apply for other grants. Areas of interest include, but are not limited to investigations of the epidemiology, pathophysiology, diagnosis or treatment of infectious diseases, the epidemiology and control of hospital-acquired infections, and modeling of cost effective interventions.
An online database of ASM members interested in being visiting professors to foreign universities is available. Professors are able to add their information to the database by completing a brief online questionnaire. Host institutions may search this database and contact potential visiting professors based on the professors's profiles. Please refer to the following links for further information: Volunteer as an ASM member interested in becoming a Visiting Professor. Search the database of Visiting Professors.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Esse heme...

A revista Science Translational Medicine acaba de publicar um artigo do grupo de um ilustre colaborador da SBI e meu amigo, Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Ciências. Miguel é um entusiasta da enzima heme oxigenase 1 (HO-1) e já descreveu interessantes funções desta enzima em diversas situações patológicas, como rejeição de transplantes, malária grave e agora sepse.
Neste mais recente artigo, que mereceu editorial e a capa da revista (veja aqui), o grupo do Miguel mostrou uma série de achados interessantes, sendo que os principais estão listados a baixo:
1. 1. Em um modelo experimental de sepse induzida pela ligadura do ceco e punctura, camundongos deficientes da HO-1 sucumbem rapidamente ao passo que animais wild type resistem;
2. 2. O efeito protetor da HO-1 neste modelo está relacionado à habilidade de prevenir o dano oxidativo causado pelo heme livre, aumentado em razão da hemólise e exposição da hemoglobina livre durante a infecção;
3. 3. A administração do heme após a infecção de camundongos promoveu dano tecidual e sepse grave;
4. 4. O heme livre contribuiu para a patogênese da sepse grave, de maneira independente do tamanho do inoculo de bactéria, revelando que ocorre um comprometimento da tolerância do hospedeiro contra a infecção (noção que o próprio Miguel discutiu no congresso da SBI em 2009);
5. 5. A letalidade da sepse grave esteve associada a concentrações reduzidas da proteína hemopexina (HPX), que normalmente seqüestra o heme e previne os danos patológicos;
6. 6. A administração da HPX após a infecção preveniu o dano tecidual e a letalidade;
7. 7. O desfecho letal do choque séptico em pacientes também esteve associado a concentrações reduzidas de HPX.
O grupo conclui que a HPX pode ser uma candidata a droga para uso terapêutico na sepse grave
O artigo é eletrizante e cheio de experimentos bem feitos com controles adequados.
Parabéns ao Miguel e ao seu grupo pelo excelente trabalho merecedor do crédito que está recebendo na comunidade científica. A leitura é mais do que indicada.
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